Caverna, caminho seguro

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Eis o meu mais novo projeto em blog. Completamente diferente do anterior, como você pode ver.

Meu amigo Jorge deu-me uma grande ajuda para esse projeto, hoje, dizendo: A Caverna de Davi era o caminho para o Reino. Ele estava certo e foi usado como um arauto para confirmar a direção a seguir. Até eu tinha medo de não achar a rota e não acreditava descobri-la tão rápido. Foi preciso decidir deixar a Gruta de vez, então se fez luz.

Quando comecei a Gruta, fiquei em dúvida se seria Gruta ou Caverna. Naqueles dias pensei: por que não fases distintas? Faz tempo que desejo entrar nessa nova fase. Alguns pensarão que estou brincando. Tudo bem. Pensar não paga imposto e faz bem. Mas acalento essa mudança há tempos, independente dos motivos que me levaram a mudar agora. Para mim, acima de tudo, foram sinais indicando a hora de alçar vôo.

Agora a proposta não será abrigar os excluídos, apenas, mas caminhar juntos para a liberdade e reinar, afinal a Caverna é isso, um guia seguro para céu. A aplicação pode ser real ou metafísica.

Não serei eu quem os guiará, claro, cada um fará sua parte dando seus próprios passos. No nosso projeto anterior, na Gruta, nós chamamos todos os cristãos maltrapilhos para uma reunião abrigada, a formação de um exército de párias espirituais. Chegou a hora de levantar e andar. Soltar as correntes, sair e acostumar com a intensidade da luz. Há um reino esperando por nós e precisaremos lutar para conquistar o que já foi conquistado para nós.

Sem dúvida, se mostrávamos as correntes no estágio anterior, representadas pelos atrativos, espinhos e canalhas desse mundo, nesse nível seremos ainda mais contundentes. Chegou o momento de arrebentar os elos que nos impedem de seguir rumo ao nosso destino celestial.

A nossa parte faremos nos soltando, deixando as redes e partindo resolutos como seguidores do mestre, a saber, Jesus Cristo, o nosso guia.

Deixem os mortos com os mortos e sigam-no.

PS: Claro que essa foi mais uma impulsividade descontrolada do Lou. Coisas de gênios. Logo depois, a nossa equipe de pesquisas e investigações descobriu que um tal de José Saramago havia escrito um livro homônimo (A Caverna). Nós até tentamos ler o livro, mas ninguém do nosso staff conseguiu chegar na metade, de tão chato que era. Sendo assim e após o referendo do nosso conselho e Master Mind, decidimos continuar sendo Gruta, mesmo, agregando as novas posturas citadas acima, apesar dos protestos do nosso autor.

Capricornio PB

13 thoughts on “Caverna, caminho seguro

  1. Amado amigo e meu irmão Lou:
    As coisas do reino, que são invisíveis aos nossos olhos, são simplesmente maravilhosas.
    Eu não poderia esperar outra coisa de uma pessoa como tu, que tem sido usado por Deus de maneira tão especial lá na Gruta.
    Ler este post renovou a minha esperança também, sabes!
    São mudanças necessárias, mas com toda a certeza e fé, mudanças que nos levarão além do que vemos e tocamos.
    Estou nesta Carverna, assim como estive na Gruta.
    fico também muito feliz por o meu querido amigo Jorge ter sido também usado por Deus para isso (é como nós sabemos, ele é durão, durão, mas tem coração de manteiga … 😉
    Um abraço fraterno em Cristo Louzinho!
    Vamos caminhando nessa alegria, nessa força que vem do nosso Deus!

    Bom, estava contando com você, o Jorge e todo o pessoal de Portugal nessa nova fase. Como estou contando com tantos outros espalhados por esse mundo meio estremecido. Ao contrário do que pensam alguns, não fiz convites especiais e vocês estão aqui, como os outros todos que virão, por vontade própria. Essa mudança me pegou de jeito e também estou sentindo-a como divina. Legal né? Abraço igual aí.

  2. Força amigo Lou!
    Certamente continuarás a ajudar a muitos (a mim também). Quando passarmos pela Caverna lembremo-nos que Deus tem em mente o trono. À semelhança de David, saibamos esperar, firmes e alegres pelo intento de Deus, que será sempre o trono.

    Forte abraço

    (Fico contente por de alguma forma ser “o padrinho da Caverna


    Ia sugerir a você fazer o primeiro comentário e nem foi preciso. Jamais esquecerei esse detalhe… ah, e do padrinho da Caverna 🙂 Forte abraço de volta.

  3. Pingback: Lou Mello
  4. Bem-vindo ao inesperado e imprevisível!
    Uma caverna é sempre mais assustadora e complexa que uma gruta.
    Um abraço.

    Foi o que pensei, por isso, preferi começar pela Gruta antes de enfrentar a Caverna. Abraço.

  5. Huummm…
    Como Tomé – outro grutense – reservo-me o direito de esperar o desenrolar das postagens pra decidir se viro “cavernoso” ou continuo “grutense”.
    O começo foi auspicioso. Aguardemos…

    É como sair do fundamental e ir para o ensino médio. Fácil.

  6. Ufa! Já estava pensando onde íamos nos “esconder” sem a gruta… Legal que na caverna ainda podemos deixar desenhos na parede!!!
    Abraço!

    É mesmo. Horrível viver nesses castelos onde não podemos fazer nem isso. Abraço!

  7. Acho que vou ficar na sala de adaptação…ainda não devolvi a chave da gruta.

    Melhor devolver. Eles podem deixar seu nome com restrição e o sistema não liberar as chaves da Caverna para você. Nossa que papo sinistro!

  8. Não achei diferença, ainda.

    *-)

    Esse papo de guia seguro para céu, sempre é duvidoso.rs

    Abraço Lou

    Então está ótimo porque em nosso caso trata-se de um guia inseguro para o céu e essa é, também a grande diferença. Abraço para você, igualmente. 🙂

  9. Adulão: Local de refúgio (significa “Justiça do povo”)

    Na caverna a família se reúne e é local de reconciliação: Davi, que antes tinha sido desvalorizado por sua família, agora é procurado por ela. Seus irmãos e parentes fogem para estar junto dele e ali encontram refúgio.

    Se Davi estivesse em um palácio, naturalmente muito mais pessoas estariam naquele momento com ele. Mas àquela caverna só vinham pessoas que realmente precisavam dele. A caverna é um lugar comum, sem beleza, nada de especial. As cavernas são lugares escuros, úmidos, frios e solitários.

    As pessoas que vieram até a caverna eram miseráveis, aflitas, amarguradas, tensas, estressadas com a vida, carregadas de culpas; mas encontraram em Davi um amigo que os recebeu. Nele encontraram o refúgio que o sistema não lhes oferecia,

    – “De onde vocês vieram?”.
    – “Do reino de Saul!”.

    Saul é o símbolo do sistema.

    Pois é, este é um êxodo natural, não requer propaganda. As pessoas se cansam do sistema e caminham para suas cavernas. A Igreja de nossos dias é parte do sistema, infelizmente, quando poderiam ser cavernas.

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