A Gruta do Lou

“Bolsa Esposa”

Domingo, Fevereiro 26, 2006



Tenho defendido o resgate dos papéis familiares. Me preocupa, especialmente, o enfraquecimento do papel da mulher como um todo e na família.

Um dos argumentos mais fortes para fisgar a mulher em outros projetos é o financeiro.

Sendo assim, ocorreu-me reivindicar junto ao nosso sábio presidente a instituição de uma bolsa. Minha sugestão é chama-la de “Bolsa Esposa”. Todas as esposas (bastaria comprovar com a certidão de casamento) teriam direito a uma bolsa mensal de R$ 1.000,00 para exercerem o papel de esposa, mãe e educadora dos filhos, gerente do lar e esteio da família.
O governo Lula/Palhocci concederia um cartão amarelo com uma tarja verde e branca e o Slogan Bolsa Esposa em azul, utilizável nas agências da CEF.

Calculando haver 30 milhões de esposas, no país, o projeto custaria a bagatela de R$ 30 bilhões de reais, ao mês, aos cofres públicos ou US$ 13.636.363, 00 dólares.

A única exigência na concessão do cartão, além da certidão de casamento, seria a obrigatoriedade da esposa não ocupar nenhum posto no mercado de trabalho.

Como já existem outras dezesseis concessões desse tipo, mais uma faria pouca diferença. Basta aumentar a gasolina, o álcool, a luz, o telefone, o pedágio, etc… um pocadinho mais e voilá! Teremos mais esse cartãozinho.

Claro, isso garantiria a reeleição do atual presidente e, de quebra, o meu voto

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# posted by Lou @ 5:49 PM

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10 thoughts on ““Bolsa Esposa”

  1. Mas que fotografia mais safada e sem vergonha ! ! Onde é que esse mundo vai parar?

    Que absurdo …

    – Peraí benzinho, que já vou jantar, estou mandando um recado pro Luiz, aqui com essa foto … olha aí benzinho, é possível isso?

    – Não, eu não estou olhando – estou dando uma bron
    # posted by Volney Faustini : 2/28/2006 9:57 PM

  2. O pior da foto é o pessoal não ler minha plataforma política: O Bolsa Esposa. Estou frustrado. Todo mundo para na Valéria e não segue em frente.Culpa do Hans Donner que não se impõe. Hi, hi.
    # posted by Luiz Henrique Mello : 2/28/2006 10:24 PM

  3. Achei genial essa idéia do Bolsa Esposa. Eu aprovaria – e não estou brincando. Só acho que R$ 1.000,00 é pouco para a minha esposa, que ganha mais que isso. Bom, com o Bolsa Esposa (e a minha mulher é “de papel passado”), meus filhos teriam a mãe dele mais perto, brincariam com ela, aprenderiam com ela… ela poderia fazer uns exercícios (sempre reclama, mas o trabalho não lhe dá tempo), o homem que a cantasse eu quebraria o sujeito (ela trabalhando, se eu fosse bater em cada safado que a cantasse, estaria morto a essa altura)… Muito boa idéia.

    Marcelo
    João Pessoa-PB
    # posted by Marcelo Hagah : 3/06/2006 2:27 PM

  4. Bolsa esposa??? A próxima sugestão será o que…Cinto de casti-
    dade? Cárcere privado?
    Lá vai a mulherada pra fogueira…

    O papel da mulher,na família não está enfraquecido,pelo contrário
    Em 40% dos lares ela é comando,é sustento,é pai e mãe…

    Esta situação existe,é real,e é legal,reconhecidamente legal.

    Além das desigualdades que o sistema impõe à mulher,ela ainda
    tem que vencer preconceitos machistas.

    Só mesmo sendo guerreira!

    Creio que a mulher menos mãe, menos esposa, menos gerente do lar, perdeu muito. Sou mesmo machista quanto a isso. Tirar a mulher de seu papel fundamental, especialmente do insubstituível lugar de mãe, desarrumou a sociedade. Mas a nova moralidade é implacável e visa só servir ao aumento do consumo. Coisas do capitalismo. A mulher precisa ser livre de nós machões, mas não pode tornar-se escrava dos interesses desse mundo. Sobretudo, ela não pode abrir mão de seu direito maior: se mulher em toda a plenitude.
    Ops: inclusive fiz um adendo ao projeto: quando um marido abandonar a esposa com os filhos, deverá pagar uma multa vitalícia à mulher, além da famigerada pensão dos filhos.

  5. Lou, nesse assunto nós sempre vamos bater de frente…
    É difícil lidar com conceitos que estão impregnados há
    séculos. Tanto do lado e quem os coloca, como de quem se submete.
    É mais ou menos como o processo das minúsculas gotas de água,
    modificando rochas…

    Sim, sem dúvida. Há um post chamado “Escola da Árvore” que você pode encontrar usando a busca do blog. Hoje, 27/02/09, inclusive, coloquei um link para ele no texto. Talvez ajude pingar mais algumas gotas em sua rocha. 🙂

  6. Lou, tu é machista mesmo!! Fecho com a Raquel. A mulher que trabalha fora, não é menos mãe, menos esposa,nem menos gerente do lar. Ela é tudo isso e mais alguma coisa, aliás muita coisa! Que a mulher precisa ser livre dos machões isso não tenha dúvidas… se ela for consciente de seu papel na família e no mundo, não se prestará a servir aos aumentos do consumo, nem se tornará escrava dos interesses desse mundo.Trabalhará pela necessidade de ajudar no sustento da família, sem luxos, sem consumismo desvairado. Dividirá tudo com o marido (se tiver) inclusive os afazeres domésticos. Será muitas vezes uma profissional exercendo sua profissão, tudo isso somado, então, sim, será uma mulher em toda a sua plenitude. Temos de fazer uma nova leitura das coisas, poxa! Mudamos pela necessidade da vida em muitos aspectos, porque não fazer uma nova leitura disso também?
    A mulher que enfeita esse post,não se parece NADA com essa mulher que você fala, mãe, esposa e gerente do lar.

    Começando pelo fim. Essa mulher, hoje, distante das câmeras, tornou-se mãe e esposa, mas sofrida, segundo as palavras dela. Mulher no mercado de trabalho foi ludibriada pelo argumento de liberação, mas foram atraídas por gente muito má, que viu nelas mão de obra barata e menos indisciplinada nas linhas de produção. Para ocupar lugar nesse mercado ela se vê obrigada a abdicar do seu papel maternal ou a gerar filhos e entregá-los para serem “educados” pelo estado ou pelas escolas privadas. A mulher no mercado de trabalho encurtou a disponibilidade de vagas para os homens. Você sabia que a maioria dos milhares de desempregados mundo afora é constituída por homens? A mulher não se libertou dos machões, deixou-se escravizar pelos interesses do capital. As mulheres deveriam ser tratadas e respeitadas como rainhas, mães e esposas amantíssimas. Jamais como empregadas, domésticas ou do mercado. Homens que abandonam suas esposas, mães de seus filhos deveriam ser fuzilados. Se não me engano, claro.

  7. se:
    28 de fevereiro de 2009 às 0:24

    Nina Michaelis é realmente um exemplo de competência da mulher.
    Existem várias, milhares, de Ninas, em funções várias,com histó-
    rias comoventes,humanas, de luta mesmo,dando a sua contribuição
    como mãe,esposa e realizando-se como mulher.

    Ninguém quer tirar o lugar de ninguém, nem trocar.

    O que a mulher necessita é de mais igualdade,menos preconceito
    e mais parceria.

    Aqueles que tentam justificar os problemas sociais de hoje,ten-
    do só a família como referência, geralmente são os sonhadores
    que ainda acham que estamos vivendo em casas com quintais,pomar,
    onde a mulher fazia desde o sabão para a limpeza,os doces,pães,
    confeccionava a roupa de todos,etc…realmente é lindo,chega a
    ser poético.Também vivi numa época assim, mas ontem foi ontem,
    não volta mais.

    Temos outra realidade,criada pela revolução industrial,conquis-
    tas tecnológicas,novos sistemas de economia,nem sempre justos,
    quer com homens ou mulheres.

    A vida é formada por ciclos,quando um se fecha,entramos noutro.
    É claro que há fatos, vivências,que buscamos em outras épocas,
    pois foram bons e nos servem como referência,mas eles terão que
    vir para nós com outra ótica,para que possamos adaptá-los a
    nossa realidade.

    Assim como, para viver o cristianismo, não precisamos estar nos
    tempos bíblicos nem nos vestir com túnicas,turbantes e sandálias;
    também a mulher não necessita ser aquele modêlo criado pela visão
    maculina,para que seja plena.
    Talvez,na visão masculina,se a mulher voltasse ao modêlo antigo,
    também o mundo voltaria a ser melhor,acabaria a pobreza,a polui-
    ção,o desamor,as guerras, e os passarinhos voltariam a pousar
    nas janelas com cortinas de crochê…

    Aleixo- é um exemplo de visão consciente,segundo seu comentário,
    que entende,aceita mudanças e sabe que para haver equilíbrio
    nas novas estruturas de família,tem que haver maior compartilha-
    mento nas tarefas e responsabilidades,e que os filhos precisam
    tanto da mãe como do pai.

    Comentário originalmente postado no post “Ashram”, e copiado aqui por Jacira Mavignier. Minha réplica, tornou-se o post “Liberdade é igualdade

  8. Jacira, obrigada por tentar esclarecer mas, o que ocorre, é que
    comentários costumam mudar de lugar por conta própria,e quando
    eles não gostam de quem os escreveu,tratam de escolher outro titular.

    Pelo menos escolheu alguém que pensa como eu.

    Coisas do mundo virtual…

    Não entendi muito bem, mas tentei ajeitar deixando os dois comentários postados, um em cada post. Espero ter ajudado.

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