A Gruta do Lou

As pragas devastadoras

As pragas devastadoras
As pragas devastadoras


 

Evidentemente não tenho a competência necessária para avaliar esse imbróglio relacionado ao tal código florestal. Entretanto, esse detalhe (incompetências), nessa questão, não parece ser privilégio meu. Em minha opinião, 100% das manifestações que li e ouvi eram ideológicas, se bem que medíocres, quando o problema me parece estar, completamente, relacionado a interesses econômicos, inclusive internacionais.

Em outras palavras, a floresta atrapalha quem quer usar a terra e favorece quem não quer que usemos a terra e tudo que ela possa conter. Seria lindo se o planeta voltasse a ser só mar com sua porção menor de terra, toda coberta de uma imensa e linda floresta. Tem até o cara que chamou de “Planeta Água” e acertou, mesmo sendo uma obviedade. O problema é que nós, seres humanos, não convivemos muito bem com essas coisas nativas e ainda não somos capazes de viver no mar, onde há muito mais espaço e carbono à vontade. Se isso fosse possível, os argumentos ambientalistas estariam defendendo o mar, agora, pois certamente estaríamos desaguando e não desmatando.

Na maioria das vezes, dá pena ver as pessoas preocupadas com a preservação ambiental, levando aquelas bolsas ridículas ao supermercado, deixando de usar desodorante spray, trocando de geladeira anualmente e separando lixo que os lixeiros tratam de misturar assim que viramos as costas. Uma amiga minha vive em um pequeno pedaço de terra no sul de Minas Gerais e faz um trabalho monumental de aproveitamento sustentável (seja lá o que isso for) e já mencionei isso aqui, há séculos. A mulher é brilhante e será canonizada, com toda certeza, mas só depois da morte, para garantir que ela não melará o processo.

Admiro-a e ao mesmo tempo morro de dó, porque tudo que ela faz só se aproveita ali naquele circulo ínfimo dela, o que não é mau, ao contrário. Ela só não pode pensar que está fazendo qualquer coisa no plano global. Essa gente boa faz essas coisas, certas de que irão para o céu, onde nem existe terra e mar, que se saiba, enquanto gente completamente inescrupulosa os toma por imbecis necessários e isso não deixa de ser verdade, infelizmente.

Posso até estar redondamente enganado, mas toda essa gente do governo anda de mãozinhas dadas com as grandes e verdadeiras pragas devastadoras, não do planeta apenas, mas da humanidade, principalmente. Nós somos uma espécie onde a regra é colocar raposas para cuidar do galinheiro, ou lobos do rebanho de ovelhas. Esperar que políticos, não importa de qual partido ou poder, se deem ao desfrute de cuidar dos nossos interesses é de uma inocência inacreditável e pueril, para ser redundante. Em minha modesta ótica, absolutamente anarquista, não existe nada mais sábio do que o velho e surrado clichê “se ai gobierno soy contra”. Não sei quem foi o primeiro a dizer isso, nem se foi algum hispânico, mas sou fã de carteirinha dele, da frase e de seu autor anônimo.

Chamar o que vivemos de “democracia” é a maior piada (para não dizer mentira) da paróquia. Será que pode haver democracia e governo ao mesmo tempo? A história me diz que nunca houve governo democrático na face da Terra. Fosse assim, Jesus Cristo não teria todo aquele trabalho (fora o sofrimento, aquela morte horrorosa e a cansativa e inesperada ressurreição) de vir nos salvar.

Ele não estava interessado em nos salvar do planeta ou da Terra com ou sem matas ou do mar, esse gigante adormecido, mas de nós mesmos, especialmente dos nossos irmãos que se arvoram em deuses, seja da forma que for, como políticos, papas, padres, pastores, ou qualquer outro. O inimigo é sempre o cara que quer mandar, seja o nosso ego ou o do próximo, ou seja, eu, você e eles em todas as versões genéricas. Terra e mar estão aí, sempre estiveram e sempre estarão, não importa o que fizermos e não nos farão mal se os respeitarmos.

O planeta, na grande verdade, não precisa de nossa ajuda para nada. Claro que se não atrapalharmos, melhor, mas ele se vira muito bem sem nossa ajuda, obrigado. O resto é conversa mole para boi dormir.

morcego-12

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