As 4 Leis Espirituais foram cumpridas.

4-LEIS-ESPIRITUAIS

As 4 Leis Espirituais de Bill Bright (Versão IBM)

Recém convertido, fui a um banco. Depois de longa espera na fila, chegou minha vez. O funcionário no caixa não estava com cara boa. Na verdade, me atendeu rispidamente. Quando terminou, estendi a ele um folhetinho desses contendo “As Quatro Leis Espirituais”. O cara passou a dizer todos os tipos de impropérios em altos brados, além de arremessar o folheto para algum lugar que não fui capaz de ver. Fiquei ali estático e me perguntando se continuava tratando a questão em bases cristãs ou entregava a batina e pulava na garganta do infeliz desgraçado. Para a nossa sorte, prevaleceu a primeira opção.

Nos dias de hoje, não teria duas opções à minha disposição. Se bem que não ando mais com As 4 leis no bolso, tão pouco. Perdi o hábito, ou foi o denodo evangelístico, sei lá. O Bill Bright, pastor norte americano e diretor da Cruzada Profissional e Estudantil para Cristo era um iluminado. Criou esse folheto meio mágico e deve ter um monte de galardões para receber no céu. Hoje, acredito pouco em evangelismo nesses moldes. Tenho sérias desconfianças que a tal salvação seja um ato único e exclusivo de Jesus Cristo em favor de toda a humanidade pecadora, sem exceções. Talvez, fiquem de fora os que a rejeitarem, mas não estou certo disso. Deus Pai é meio autoritário nessas questões.

Apesar das pessoas que têm horror a ele, estou mais para concordar com o Phillip Yancey, esse desavisado escritor cristão com mania de discordar de posturas fundamentalistas pró “Guerras Santas”, quando ele chama a atenção para o valor dos pequenos atos cristãos. Um abraço apertado e inesperado aqui, um almoço reforçado e anônimo a um faminto ali, uma graninha para um desempregado lá, uma atenção demorada e desinteressada acolá. Nada que possa salvar a alma própria ou dos atendidos, mas uma prática amorosa e inspiradora, como aquele cara que saiu pelas ruas com um cartaz oferecendo abraços grátis ou o método Patch Adams que anda vestido de palhaço para poder conversar com as pessoas sem barreiras.

Há probabilidade é que As 4 Leis Espirituais foram cumpridas e não tenhamos mais esse privilégio, se quer. Então, só nos restariam essas poucas oportunidades. O engraçado é que nem a isso estamos muito dispostos. Afinal, nossa agenda, dificilmente, nos permitirá tais arroubos.

Pena que fecharam aquele banco. Poderia voltar lá e socar um abraço estilo Brabo (aquele abraço apertado que chega a tirar o fôlego da vítima) no cara. Ainda bem que fecharam o banco. Ufa!

Capricornio PB

Author: Lou

7 thoughts on “As 4 Leis Espirituais foram cumpridas.

  1. Estou com você e não abro: um abraço bem dado, um vinhozinho compartilhado, estas coisas valem muito mais que um trilhão de “leis espirituais”.

    Amar a Deus em todas as coisas, eis a única “lei espiritual” que tento seguir. Aliás, a lei em questão é qualquer coisa, menos uma lei.

    Aquele abraço apertado.

  2. Também já fiz todas essas loucuras.
    Creio que quando fazemos isso com o coração, não foi em vão. Nada é em vão para quem serve de coração a Deus e com amor.. muito amor.
    E hoje creio sim, que esse amor é acção!
    Um abraço, um copo de água, uma palavra, uma visita, um telefonema, uma lembrança… enfim, no mais pequeno gesto, mostramos Cristo ao mundo e não em Leis!
    Esse é o caminho a seguir e aquele que Jesus nos ensinou.
    Não o deturpemos pois.
    Um abraço Lou!

  3. É Lou. Essa coisa das 4 Leis Espirituais é tão inútil, que nem sei como Deus a usou para que eu nascesse de novo. Mas agora os dias são outros, há poucos partos que usam tal vil instrumento. Parece que agora para se nascer de novo tem que se ir ao circo, ou então decorar 10 livros do Yancey, ou então participar num grupo de teologia relativa do Hi5 (o que quer que isso seja). Ou então ler 500 blogues.

    Dantes era tudo mais fácil. O facto é com ou sem 4 leis agora há poucos partos. “Faz-se pouco amor”…

    Abraços.

  4. O título é elucidativo: as leis não foram abolidas, meu caro Jorge, foram cumpridas. O Evangelho é Boa Notícia. Gosto da definição do Michaelis: notícia é “a exposição sucinta de um sucesso”. A salvação é um fato já acontecido, um sucesso já alcançado na cruz; nem uma ou duas ou cinco bilhões de leis podem construí-la, uma vez que ela já é. Queremos, como loucos, construir o que já está pronto.

    Nascer de novo, acho, é aceitar essa notícia como notícia e se colocar a disposição do sopro contingente do Espírito.

    Abraços.

  5. E eu cheguei a gravar aquele folheto em algumas fitas e distribuir pra pessoas…
    Mas talvez a Vilma tenha razão essas coisas tenha lá, Deus sabe o que, um propósito.

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