Tamar e a submissão libertadora

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O título e a foto em epígrafe são uma pequena contribuição da zeladoria do blog para incentivar o pessoal e não fazem parte do texto original, obvio.

Autor

 Altamir Celio de ANDRADE (doutorando)

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Exílio, deslocamento e estratégias de sobrevivência: questões literárias e culturais na narrativa bíblica de Tamar

Resumo:

Considerando a importância da Bíblia como obra basilar e a convergência entre os estudos literários e teológicos, este trabalho tem por objetivo aproximar-se do capítulo 38 de Gênesis, a fim de abordar a história de Tamar, uma mulher que, como Sara, Rute, Judite e Ester, tem importância fundamental na constituição identitária do Antigo Israel. Assim o fazendo, ele revelará que dessa história ancestral é possível retirar um lastro de sentido relevante para as críticas literária e cultural contemporâneas. Tamar é o sujeito principal do relato, sobrepujando a importância do personagem masculino Judá. O presente trabalho, contudo, interessa-se também pelo deslocamento ao mesmo tempo espacial e psicológico dessa personagem, que luta contra um sistema hostil e opressor. Palavras-chave: Tamar, exílio, deslocamento, Bíblia, feminino.


  1. Introdução

Este texto pretende analisar a história de Tamar, presente no capítulo 38 do Gênesis. Essa história se insere no plano mais amplo dos capítulos 37 a 50, onde é descrita a saga de José do Egito, penúltimo filho de Jacó e Raquel (Gn 30,24; 35,24; 1Cr 2,2). Por inveja dos irmãos − entre eles Judá − José foi vendido a comerciantes que vão ao Egito, de cujo faraó ele veio a se tornar o primeiro ministro. Toda a primeira parte, até a venda ao Egito, é exposta no capítulo 37; o restante do enredo ocupa os capítulos 39 a 50. O relato sobre Tamar interrompe essa novela, provocando um deslocamento narrativo no corpus mais amplo do Gênesis. Mesmo dizendo poucas palavras, Tamar é o sujeito principal do capítulo, sobrepujando a importância do personagem masculino, Judá.

As linhas que se seguem interessam-se pelo deslocamento, ao mesmo tempo espacial e psicológico, de Tamar, que luta contra um sistema hostil e opressor. Tal situação, responsável pela criação de estratégias de sobrevivência em meio a situações de precariedade, a aproxima de outras mulheres que, ao longo da história, foram submetidas a exílios, alijadas da (sua) história. A fim de dar conta de seus objetivos, esta leitura se valerá dos pensamentos de Robert Alter, Paul Tabori, Simone de Beauvoir e Daniel Boyarin, manifestados nos seguintes e respectivos livros/artigos: A arte da narrativa bíblica (2007), “The semantics of exile” (1972), O segundo sexo (1980) e “Masada or Yavneh? Gender and the Arts of Jewish Resistance” (1997).


2. O lugar de Tamar na Bíblia e no livro do Gênesis

 Tamar é citada, além de em Gn 38, em três outros lugares na Bíblia: dois no Antigo Testamento (Rt 4,12; 1Cr 2,4) e um no Novo Testamento (Mt 1,3). Embora a narrativa bíblica não seja suficientemente clara sobre sua origem, deixa transparecer que ela é cananéia, ou seja, filha do povo da antiga região da Palestina e sem linhagem ou sangue dos patriarcas e matriarcas bíblicos que chegaram da Mesopotâmia.

Tamar é nora de Judá, o quarto filho de Jacó com Lia. Ele a escolheu para se casar com Her, seu filho primogênito. Tamar, contudo, fica viúva de Her, mas o texto é estranhamente sucinto para dar uma razão plausível a essa viuvez – limita-se a informar que Her desagradou a Deus, que o fez morrer (Gn 38,7). Sendo assim, quem deveria assumi-la seria, por tradição, seu cunhado Onan.1 Este, porém, não se interessa em cumprir sua obrigação legal e, quando mantinha relações sexuais com ela, as interrompia antes de ejacular (Gn 38,9). A morte de Onan é referida da mesma forma que a de Her (v.10). O terceiro irmão, Selah, é prometido por Judá a Tamar, mas Judá não mantém sua promessa. É diante dessa situação que Tamar arquiteta um plano para obter um filho de Judá, seu sogro, e, desse modo, garantir a sua genealogia. Isso torna o relato bastante singular na Bíblia, inaugurando uma das mais surpreendentes estratégias de sobrevivência elaborada por uma mulher.

O processo pelo qual a personagem Tamar evolui na narrativa não deixa de ser surpreendente: de uma mulher sem identidade e à mercê dos homens a uma legítima detentora de descendência. Até o meio do episódio, Tamar é conduzida ou caminha para o luto, para a viuvez. Do meio para frente, sai dessa penumbra para a posteridade. De mulher rejeitada (início do capítulo) ela passa a matriarca de reis de Israel (fim do capítulo), porque o rei Davi será um de seus descendentes.

A primeira menção a Tamar acontece somente no versículo 6, quando se menciona a sua união com Her: “e tomou Judá uma mulher para Her, seu primogênito. O nome dela era Tamar”. O verbo lakah (tomar) aparece na Bíblia, na maioria das vezes, mostrando homens que capturam cidades, despojos e reinos. Sua presença em Gn 38,

Trata-se, no direito israelita antigo, da chamada lei do levirato (do hebraico levir, que significa cunhado). Em caso de morte do marido, sem que este deixasse descendência masculina, o irmão era obrigado a se casar com a cunhada e os filhos que nascessem dessa nova união, traziam o nome do falecido. Além do texto em estudo, a menção a essa lei aparece em outros lugares na Bíblia, com variações em sua aplicação. Por exemplo, nas indicações de Dt 25,5-10; no casamento de Rute com Boaz (Rt 4); possíveis alusões em Lv 18,6 e 20,21. No Novo Testamento, os fariseus fazem perguntas a Jesus sobre esse tema: Mt 22,23-33; Mc 12,18-27; Lc 20,27-40.

he is expelled by physical force or whether he makes the decision to leave without such an immediate pressure (TABORI, 1972, p. 37).4

 

indica a mulher sendo tomada pelo homem (38,2.6).2 Robert Alter, no livro A Arte da Narrativa Bíblica (2007), observa que “Tamar fora um objeto passivo, possuído – ou, infelizmente, não possuído – por Judá e seus filhos” (p. 22). Nesse aspecto, a personagem aproxima-se, então, de Sara e Rebeca – que também foram tomadas por seus maridos − com a diferença de que, em Gn 38, o tema da sexualidade é ainda mais pungente. Sua condição de mulher lhe confere traços de moeda de troca, sendo passada de mão em mão. Isso é demonstrado pelo fato de que, segundo Alter, os únicos verbos onde ela é sujeito, indicam obediência e isolamento: “e disse Judá a Tamar, sua nora: ‘permanece viúva na casa de teu pai até que cresça Selah, meu filho’, pois disse: ‘ele também morrerá como seu irmão’. E foi Tamar e permaneceu na casa de seu pai” (Gn 38,11).

3 Deslocamentos: a expressão feminina e silenciosa do corpo de Tamar

Tamar é mostrada, nessa narrativa, como uma mulher solitária, enfrentando uma série de situações que lhes são desfavoráveis. Há dois movimentos de deslocamento no episódio: quando Judá tira Tamar da casa (bayt) do seu pai (v.6) e, depois, quando torna a devolvê-la (v.11).3 Tamar experimenta, longe da própria família, rejeição e silêncio. Embora nada se saiba sobre sua vida na casa dos pais, há um triângulo de autoridade masculina que determina a sua existência, o que é bastante singular na Bíblia: o pai, o sogro e o esposo. No caso de Tamar, a sua submissão à figura masculina é mais acentuada, pois ela será tomada por dois maridos, sendo prometida a um terceiro. A fim de esperar que o terceiro filho de Judá possa ter idade o suficiente para tomá-la como esposa, Tamar, que se tornara uma estranha na casa de seu sogro, é enviada de volta à casa do pai. No entanto, ao voltar para lá, enviuvada e rejeitada, vê-se novamente em exílio. Nesse sentido, vale a pena mencionar que uma das definições de exílio, indicadas por Paul Tabori, em “The semantics of exile” (1972), cabe perfeitamente no contexto de Tamar: An exile is a person who is compelled to leave his homeland – though the forces that send him on his way may be political, economic, or purely psychological. It does not make an essential difference whether


2 As outras citações podem ser notadas em 38,2.20.23.28. Observe-se, também, que Abraão toma Sara em Gn 12,5 e Rebeca é tomada em 24,38-40. 3 Bayt, em hebraico, não designa apenas a casa enquanto construção, mas a família e a descendência. Por exemplo, dizer que alguém é da casa de Abraão é o mesmo que afirmar que é da sua descendência. he is expelled by physical force or whether he makes the decision to leave without such an immediate pressure (TABORI, 1972, p. 37)

Aquilo que Tabori chama de homeland, poderia, em Tamar, ser chamado de fatherhome. A volta para a casa do pai não elimina sua situação de exilada, pelo contrário, evidencia ainda mais essa realidade. De novo na casa do pai, Tamar volta vestida como estrangeira para si mesma. Vive um deslocamento particular na sua própria casa, pois seu exílio é interior, nos termos em que a ele se refere Tabori no texto mencionado.

Já na casa de seu pai, Tamar trama o seu plano, após saber que Judá, que, além dos dois filhos, perdera a esposa, desfaz-se definitivamente do luto após o tempo da morte e volta ao trabalho. Essa mudança de comportamento de Tamar, nascida no sofrimento, no silêncio e na espera, não acontece por uma palavra dela, mas por uma atitude. Sua estratégia é, assim, revelada pelo narrador:

12 E passaram muitos dias e morreu a filha de Sûa, mulher de Judá. E Judá se consolou e subiu a Tamna. Ele e seu amigo Hira, o adulamita, para a tosquia de suas ovelhas.13E foi dito a Tamar dizendo: “veja, teu sogro subiu a Tamna para tosquiar suas ovelhas”. 14E tirou suas roupas de viuvez de sobre ela e se cobriu com o véu e se disfarçou. Se sentou na porta de Einaim, que fica no caminho para Tamna, pois ela viu que cresceu Selah e ela não foi dada a ele por mulher (Gn 38,12-14).

O plano é simples: seduzir Judá, seu sogro, e obter dele um filho, sem que ele mesmo se dê conta. Tamar deixa, então, suas roupas de viúva e se veste de prostituta. Mais adiante, em 38,19, retomará suas roupas de viúva.

4 As estratégias de sobrevivência em uma sociedade patriarcal

A mudança no comportamento de Tamar fica mais clara quando o narrador demonstra que aquela mulher-objeto, antes passiva e tomada, torna-se independente. O clássico ditado popular que diz “foi buscar lã e voltou tosquiado” parece ter nascido dessa narração. Judá, ao subir a Tamna para a tosquia das ovelhas, julga encontrar uma prostituta no caminho. No entanto, não percebe que está sendo envolvido numa trama da qual nem de longe imagina o resultado. Por outro lado, a tosquia das ovelhas soa metafórica para o conjunto do texto. A principal ovelha tosquiada pelos homens é Tamar. Até as cabras têm suas crias, que podem ser tomadas e enviadas a Tamar, mas ela mesma ainda não tem a sua.

4 Tradução: “um exilado é uma pessoa que é obrigada a deixar sua pátria – embora as forças que o levem a tal ato sejam políticas, econômicas ou puramente psicológicas. Essencialmente, não faz diferença se foi expulso pela força física ou se tomou a decisão de ir voluntariamente.”

Essas fendas indicadas pela história realçam, sobremaneira, o destino insólito de Tamar, que será mudado por suas próprias mãos, ou melhor, pelo seu próprio corpo.

A abordagem de Judá a Tamar é direta, como é típico do modo de narrar bíblico. Considerando a mulher como uma prostituta, ele diz, literalmente, “vem cá agora, vou contigo” (v.16). A expressão “ir com alguém” é idiomática, referindo-se à relação sexual. Ela está presente como pano de fundo de toda a narrativa (38,2.8.9.16[2x].18.26). Essa abordagem permite, então, a primeira voz de Tamar na narrativa: “o que me darás a mim para que vás comigo?” (v.16). É assim que o valor da relação fica combinado em um cabrito (literalmente, cria de cabras). Assim como o objetivo da estratégia de Tamar é conseguir um filho (cria), a oferta de Judá (cria de cabras) é, de alguma forma, outra metáfora oferecida pelo narrador daquilo que Judá − sem o saber − está oferecendo a Tamar. Ao invés de ser trocada por um cabrito, vem a ser possuidora de um selo (hotam), de um cinto (patîl) e de um cajado (mateh), símbolos do poder masculino. O selo é como se fosse a assinatura de Judá. Ele reaparece no versículo 25, indicando sua identidade com seu possuidor, impossibilitando a negação ou recusa de Judá perante Tamar e legitimando o filho que ela carrega em seu ventre (Gn 38,26).

Associado ao cajado e ao selo, o cinto aparece como parte da indumentária de Judá, sem um lastro simbólico mais específico. Já no que se refere ao cajado, um de seus significados é a liderança da tribo, podendo designar o líder que dirige seu grupo. Quando o cajado está na posse da mulher, o significado que ele adquire torna-se ainda mais eloquente: é como se, apenas pelo prazer sexual, Judá renunciasse sua liderança e a passasse para as mãos de Tamar (literalmente). Da mesma forma que, por um pouco de comida, Esaú passou seu direito de primogenitura a seu irmão Jacó (Gn 25,34), o pai de Judá.

O corpo de Tamar, estrangeiro e preterido, passa a uma instância de poder, com vistas a um fim, isto é, adquirir uma descendência, que fará com que ela assuma o papel de procriadora, talvez o único papel honroso atribuído à mulher naqueles tempos. A situação de estrangeira de Tamar não consiste, somente, na relação de seu povo com o povo de Judá, mas no próprio velar e desvelar-se de sua condição feminina. Com isso, se quer dizer das mudanças pelas quais ela passa no seu constante dar-se a um e a outro marido na casa de seu sogro e, finalmente, ao próprio sogro. Nesse último caso, porém, é inequívoco que a decisão é da própria Tamar.

Na história de Tamar parece haver um crescendum de sentido em relação ao que ela vive sob as presenças masculinas: ela passa de mulher (indicação genérica e imprecisa) para Tamar; em seguida, é designada como mulher do irmão, nora, viúva, preterida, prostituta, grávida e mãe de gêmeos. É uma metamorfose que evidencia os epítetos, positivos e negativos na figura feminina. Tamar reúne em torno de si um léxico completo e emblemático de situações conflitantes, desesperadas e urgentes. Por outro lado, até mesmo o narrador (ou narradora) parece se surpreender com as reviravoltas do enredo, chamando a atenção do leitor. Em vários momentos, faz isso usando a forma hebraica hinneh, isto é, “veja” ou “eis aqui”. Um exemplo disso encontra-se no versículo 13. Outras ocorrências aparecem, ainda, nos versículos 23, 25, 27 e 29.

A autoridade masculina fica evidenciada no modo como os personagens se comportam: Judá, primeiramente, deixa seus irmãos e vai habitar com uma outra família, a de Hirah (38,1). É ali que seus olhos se dirigem para a filha do cananeu Sûa – cujo nome jamais é mencionado – e a toma para si. O mesmo Judá é quem toma as mulheres para seus filhos, no caso específico, Tamar. Judá é também o que sobe para a tosquia das ovelhas, depois de passado seu luto pela esposa. No caminho, dirige seus olhos para a mulher que julga ser uma prostituta. Nesse episódio, dentro da macro-narrativa, a única finalidade é a saciedade de seus desejos. Isso é mostrado pela forma como o hebraico edita suas palavras: “vem cá agora, vou contigo” (v.16).

Simone de Beauvoir, em sua obra O segundo sexo, faz considerações muito apropriadas sobre esse momento da história de Tamar: “o homem cai sobre a presa como uma águia ou um falcão; ela aguarda à espreita como uma planta carnívora” (1980 [1949], p.125). O último gesto masculino da narrativa é também de Judá, pois quando descobre a provável prostituição de Tamar, ele a condena à morte: “E se passaram três meses e foi dito a Judá: ‘fez-se prostituta Tamar, tua nora e também, veja, concebida por prostituição’. E disse Judá: ‘tirai-a e seja queimada'” (v. 24).

Dos outros personagens masculinos destaca-se Onan, por não querer assumir a cunhada. Sua primordial preocupação é a de uma descendência que seja sua e não do irmão. Do ponto de vista masculino, ficam em destaque os dados externos, objetivos. Aqueles que vêm de Tamar, nascem do interior, do sofrido, do pensado. É deles que surge a reação dessa mulher que norteia toda a narrativa. Algo, no entanto, fica latente: não passa despercebido o fato de que a atitude de Tamar é semelhante à atitude dos próprios homens da narrativa. Se pelo poder masculino ela é subjugada, de alguma maneira é esse mesmo poder que ela usa para subjugar e ter sua voz. Percebe-se, com clareza, como as relações de poder passam pelos interesses pessoais.

Em seu ensaio “Masada or Yavneh? Gender and the Arts of Jewish Resistance” (1997), Daniel Boyarin afirma que não são de todo equivocadas as representações dos judeus com características femininas, feitas pelos europeus (romanos e depois cristãos). Ele resgata mulheres bíblicas − como Ester e Judite – que (com seus corpos) salvaram seu povo de adversários e opressores masculinos, através de suas astúcias e estratégias, tornando-se modelos para o próprio judaísmo. Nesse sentido, ao se tratar da história de Tamar, importa ver, também, como ela mesma hostiliza e salva. Em Tamar, há uma submissão feminina que se converte num descontentamento gerador de estratégias: on the hand, it is the vulnerable body that is invaded, penetrated, and hurt. On the other hand, it is the fecund body, the body that interacts with the world and creates new life (BOYARIN, 1997, p. 308).5

Palavras finais

A narrativa de Tamar mostra o êxito de um improvável enfrentamento a um poder patriarcal. Um enfrentamento com o mínimo de palavras. Estrangeira, exilada e deslocada, Tamar figura como um exemplo de mulher bíblica determinada no propósito de sobreviver ao exílio que lhe é imposto e garantir uma genealogia contra toda e qualquer expectativa. Talvez aqui se observe, com mais nitidez, o lugar de sua história “dentro” do conjunto narrativo sobre José do Egito: assim como ele é o salvador (masculino) do povo de Israel, Tamar é o protótipo (feminino) da salvação desse mesmo povo. Enquanto José é garantia de proteção da vida do povo, salvando-o da fome, Tamar é a raiz de onde brotará a paradigmática estirpe real de Israel: Davi.

 

Referências

ALTER, Robert. A Arte da Narrativa Bíblica. Trad. Vera Pereira. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo: a experiência vivida. Trad. Sérgio Milliet. Vol. II. 6a ed. São Paulo: Nova Fronteira, 1980.

BOYARIN, Daniel. “Masada or Yavneh? Gender and the Arts of Jewish Resistance”. In: ____________. Jews and Other Differences: The New Jewish Cultural Studies. Minneapolis and London: University of Minneapolis Press, ed. Jonathan, 1997, p. 306–

329.

ELLIGER, Karl & RUDOLPH, Wilhelm (eds.). Biblia Hebraica Stuttgartensia. 5a. ed. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 1997.

TABORI, Paul. “The Semantics of Exile”. In: _________. The Anatomy of Exile: A Semantic and Historical Study. London: Harap, 1972, p.24-38. 5 Tradução: “por um lado, é o corpo vulnerável, o corpo que é invadido, penetrado, ferido. Por outro lado, é o corpo fecundo, o corpo que interage com o mundo e cria uma nova vida.”

XII Congresso Internacional da ABRALIC 18 a 22 de julho de 2011
Centro, Centros – Ética, Estética UFPR – Curitiba, Brasil

iAutor

 

Altamir Celio de ANDRADE (doutorando)

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

 

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Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.
Pessoalmente, não ligo muito para isso. Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman. Esse blog está repleto das coisas aprendidas ao longo de minha vida e isso fala por si só.
Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar… simplesmente ir ver por si mesmo”. Eu viajei bastante e ainda pretendo viajar. Quem sabe não serei portador de boas novas por aí, mais um pouco?
Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Sinto falta do meu filho Thomas que, através de seu sofrimento, me deu essa ideia, antes de partir para a próxima dimensão.
Além de ter lecionado (Ef. Física e Teologia), ensino organizações não lucrativas cristãs a fazer amigos para ter sustento e, também, tento ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho, ainda, treinar professores em prática de ensino, quem sabe…
A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito com potencial para me matar.
Também gosto música, literatura em geral, educação e astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).

5 thoughts on “Tamar e a submissão libertadora

  1. Como o meu texto foi publicado na íntegra, gostaria de pedir a remoção dessa foto que não condiz com o conteúdo do mesmo e também que faça uma referência inicial à minha autoria, uma vez que muitas pessoas não leem o texto até o fim! Att

  2. Prezado Sr. Mello. Enviei alguns comentários para o Sr. ontem, mas não sei se levou em consideração minha solicitação. Peço a gentileza de verificar meu pedido em colocar uma descrição mais visível de autoria no início do artigo. Att

    1. Caro Altamir
      Estamos às 12:53 hs desse sábado cheio de sol e calor (pelo menos aqui em Sorocaba) e faz pouco tempo que deixei minha cama sossegar. Ao acessar a web, cumpri minha rotina pelas Redes Sociais antes de chegar aqui. Há algum tempo eu queria postar alguma coisa sobre a história de Tamar. Normalmente escrevo meus textos (como se pode verificar) pois gosto de escrever. Infelizmente estou em um momento onde não tem me sobrado muito tempo, nem tranquilidade para esse exercício. Então, dando uma busca por aí via São Google, deparei com seu texto e resolvi postá-lo. Sempre que faço isso, e não é muito frequente, faço questão de mencionar o autor e a fonte (o lugar da postagem original). Tenho minhas próprias idéias, nada ortodoxas, por sinal e qualquer um acostumado a ler meus textos que lesse algo não escrito por mim identificaria de pronto. Acho que isso responde outra indagação sua, achei seu texto bem escrito e bastante ortodoxo. Satisfez meu desejo de ver algo sobre essa história postado por aqui. Entretanto, está bem longe do que eu escreveria a respeito. Sem as pressões de escrever uma tese, acho que eu pinçaria outros aspéctos mencionados ou inclusos. É bem provável que venha a fazê-lo no futuro.
      Quanto às mudanças solicitadas, creio que mencionar sua autoria logo no início é possivel, sim. Agora para remover a foto já seriam outros quinhentos. Se você fizer questão disso, posso lhe dar duas opções: 1) Postar seu texto na GrutaNet que é uma plataforma de rede social e ficaria como uma postagem sua mesmo, do jeito que você preferir. Nesses quase sete anos de blog descobri que as pessoas que nos leem, mesmo as propostas mais religiosas, buscam sangue, suor e sexo. Até agora, mais de cem pessoas leram seu texto aqui, mas não se iluda, boa parte veio ler por causa da foto. 2) Remover a postagem completamente sem rancores.

  3. Prezado Sr. Mello. Agradeço imensamente sua simpática atenção aos meus (insistentes) pedidos. O conhecimento deve, de fato, ser democratizado e sou o primeiro a promover isso. De fato, o texto de Tamar publicado por mim tem, sim, as pressões de uma tese mas tais linhas correspondem ao que venho refletindo sobre esse tema. No entanto, este é um texto dentre outros que compõem um pensamento mais amplo. Confesso que fiquei muito curioso em ler o que o Sr. pinçaria sobre Gn 38 e aguardo sua postagem com ansiedade. No mais, agradeço novamente o espaço a mim concedido dentro do seu espaço e desejo sucesso e paz! Att

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