O Deus que Age

Meu hábito de ler, pelo menos, um livro relacionado ao tema a ser exposto, mesmo que meu tempo de fala seja algo em torno de uma hora ou próximo disso, remonta à certa manhã de domingo, na casa do Zenon, onde um grupo reduzido de malucos, ávidos por saber, havia se reunido para ouvir um jovem que empreendera viagem a Israel, como prática de seu doutoramento em bíblia.

Dos presentes, que me lembro, estavam o Pr. Cássio Martins, o Prof. Leonildo Silveira Campos, eu e o Zenon, talvez mais um ou dois ilustres desconhecidos. Antes da palestra propriamente dita, só o papo que rolou já seria o suficiente para aplacar nossa sede, mas o que veio a seguir foi excelente. Nosso preletor tinha em em mãos um exemplar de “O Deus que Age” de G. Ernest Wright, editado pela ASTE em 1967, uma narrativa inteligente dos atos de Deus. O prefácio do autor foi escrito quando eu tinha um ano e pouco de idade. Se disser que é coisa velha você não entrará no céu. Meu contentamento deu-se porque eu havia lido o livro para introduzir o tema “O Antigo Testamento” à uma seleta classe formada nesse mesmo local. Antes que perguntasse, o preletor informou aos presentes sua opção por ler pelo menos um livro antes de abordar qualquer tema para algum grupo. Nesse dia, decidi que procuraria ler pelo menos um livro relacionado antes de falar bobagens sobre qualquer assunto a quem quer que fosse.

Esse livro, em particular, vem a ser uma base excelente para o pontapé inicial quando o tema é “O Antigo Testamento”: Veja nas palavras do autor: “Teólogos contemporâneos vêm escrevendo, há muito tempo, sobre a mudança radical na compreensão do Evangelho que se processou durante o século passado (XIX) a qual tem trazido conseqüências graves para a fé e para a missão da Igreja. Uma das conseqüências que nos preocupa, nesse contexto, é a falta de disposição por parte de muitos setores da Igreja para considerar seriamente o Antigo Testamento como a Revelação Primária de Deus, da natureza do homem, de suas instituições na sociedade e do propósito divino na história universal.”

Legal né? Quando vejo certas propostas de Missão para a Igreja de nossos dias, integral ou não, é impossível não olhar o primeiro espelho à vista e perguntar ao cara que aparece lá: Será que ele já leu o Antigo Testamento? Uma vez estava em um estudo cujo tema era escatologia e nosso professor declarou não ver qualquer sintonia entre seu tema é o livro de Êxodo. Levantei e fui embora. O Diretor do Colégio Objetivo local é o professor Oscar Vieira, adventista, que costuma lecionar, de tempos em tempos, classes de estudos em escatologia. Foi a melhor abordagem que já tive oportunidade de assistir e olha que fui aluno do Shedd na matéria, e começava em Gênesis.

Alguns pastores (dois ou três) foram imprudentes o suficiente para me perguntar o que eu os aconselhava a priorizar em suas pregações. Sem pestanejar, minha resposta única sempre foi: Os evangelhos. Entretanto, isso nunca significou abandonar o Antigo Testamento e o resto do Novo, inclusive as farisaicas cartas paulinas. Em todas as Igrejas sempre haverá um canto e um membro velhinho disposto a cuidar desses estudos imprescindíveis.

Depois dos avisos e da coleta de dízimos e ofertas, a oração e o estudo bíblico deveriam ocupar a preocupação dos participantes dessas casas de Deus. Como esse não é o meu caso, no momento, por opção própria e consentimento da Igreja (quem cala consente), fico por aqui, com minha Bíblia, meus livrinhos, oraçãoes e esse blog, que é só alegria.

Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.
Pessoalmente, não ligo muito para isso. Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman. Esse blog está repleto das coisas aprendidas ao longo de minha vida e isso fala por si só.
Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar… simplesmente ir ver por si mesmo”. Eu viajei bastante e ainda pretendo viajar. Quem sabe não serei portador de boas novas por aí, mais um pouco?
Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Sinto falta do meu filho Thomas que, através de seu sofrimento, me deu essa ideia, antes de partir para a próxima dimensão.
Além de ter lecionado (Ef. Física e Teologia), ensino organizações não lucrativas cristãs a fazer amigos para ter sustento e, também, tento ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho, ainda, treinar professores em prática de ensino, quem sabe…
A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito com potencial para me matar.
Também gosto música, literatura em geral, educação e astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).

5 thoughts on “O Deus que Age

  1. Cara, vc escreve estas coisas, aí eu leio o texto do Nelson Costa sobre 21 teses malucas… e fico perdido! Afinal o AT vale ou não vale? E o NT? E os Evangelhos? E eu???

    Tudo isso vale, especialmente você, menos para as idéias do autor citado pelo Nelson, afinal o cara é muito Funk. 🙂

  2. Lou, olha a heresia! Não tente desviar o Rubens e eu dos bons caminhos!
    Esse blog realmente é só alegria!!

    Desviar criancinhas do Mestre é pecado. Jamais faria tal coisa, mas é Funk, sem dúvida. Quando é que vai abrir aquela caixa de comentários para podermos te espinafrar, ou vai ficar nessa de Brabo?

  3. O AT expirou ja faz algum tempo, não tem valor prático, só didatico; o problema é que o AT é rentável. O livro do profeta Malaquias é o preferido, principalmente na quinzena e final do mês.

    Rapaz, até poderia concordar para me livrar de tantas dúvidas e incertezas sobre Deus que ainda pairam por aqui, mas confesso, não sou capaz.

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