Os evangélicos serão maioria religiosa no Brasil em 2028

“E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão”.

Lucas 19:40

Então, ceis tão prestando atenção nisso?

Faz tempo, olhando esse povo crescendo, novas igrejas, com nomes bem brazucas, mas também as oriundas de outras nações trazidas por missionários; milhares de grupos formados após a passagem do furacão Paul Youg Sho e seus livros, em especial “A Quarta Dimensão”, nos idos dos anos oitenta, século passado e outros tantos surfando na esteira do Cho, depois dele.

Dizem por aí, haver trinta milhões de evangélicos no Brasil. Estranho, pois em 1990 esse número já era citado. Será? Ninguém mais se converteu de lá pra cá?

Cara, quando olho as multidões nas igrejas da IURD, da Graça, Mundial, Renascer, mais a antiga Assembleia de Deus, Quadrangular e uma infinidade de outras tantas, sou obrigado a desconfiar dos números divulgados por empresas de pesquisa. Mas, olhando para as pesquisas realizadas chegamos ao número de 46.176 milhões de pessoas declaradas evangélicas. Portanto, o número exato pode ser bem maior. Cerca de 4 milhões de pessoas declararam ser evangélicas não praticantes.

Português do Brasil: O filósofo Luiz Felipe Pondé

Português do Brasil: O filósofo Luiz Felipe Pondé (Photo credit: Wikipedia)

Interessante as alegações do filósofo ateu Luiz Felipe Ponde, professor da PUC-SP. Ele aponta as características dos evangélicos com propriedade, menos uma ao menos, a de não fazer alarde de seu crescimento firme e forte. Ponde arrisca afirmar: “Os evangélicos vão engolir o Brasil!” Já a turma das pesquisas estimam os evangélicos ultrapassando o total de católicos em 2028.

Engraçado foram minhas previsões a partir de 2005 (quando comecei a escrever meu blog A Gruta). Fiz muitas restrições aos evangélicos pentecostais, mas por conta de seus líderes pedantes e nada confiáveis exalando uma tremenda avareza, até meio (ou totalmente) safada. Entretanto, não posso deixar de afirmar sem medo de errar: os pentecostais somam a assimilação dos pressupostos bíblicos do Antigo e Novo Testamentos a um viver moralmente cristão de ponta a ponta. Acrescento a rapidez com a qual um convertido assimila sua nova proposta de vida e além disso, carrega esposa (marido), filhos, pais, sogros, cunhados, etc., para a igreja, também, fora um novo grupo (reuniões em casas) em suas casas.

Se juntarmos as opiniões do Ponde com as minhas e de muitos outros com a mesma sensação, com as afirmações do sociólogo alemão Max Weber, autor de A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, entre outros, já citado em vários dos meus posts, onde ele conclui brilhantemente o fato dos países melhores desenvolvidos terem maioria protestante, chegaremos fácil à conclusão de virmos a ser um país muito diferente do atual, muito mais equilibrado e moralmente elevado.

National Congress of Brazil.

National Congress of Brazil. (Photo credit: Wikipedia)

A tal bancada evangélica radicada no Congresso Nacional, hoje em dia, não tem quase nenhuma sintonia com a população evangélica. Mas podemos inferir o fato dos evangélicos não votarem com os adeptos das novas moralidades.

Uma pequena porcentagem dos evangélicos é formada pelas denominações ditas históricas e aí há adeptos dessas novas moralidades capazes de votar em candidatos alinhados com essas propostas, mas não fará grande diferença no computo geral.

A sugestão é trabalhar mais com os evangélicos bíblicos e de moral equilibrada. Dessa forma, chegaremos mais depressa ao tão sonhado Brasil do primeiro mundo e no porvir, a vida eterna.


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