Os valentes de Goiânia

Quando era criança (11 – 12) percebi que não sabia brigar e resolvi aprender judô. Meu professor me disse, na primeira aula: Judô não é briga ou luta, Judô é uma Arte Marcial japonesa e ele era japonês remanescente de guerra. Não entendi nada, mas fui em frente, pois os caras com judô não apanhavam.

Certo dia, voltando pra casa de ônibus com meu quimono na mão, meu companheiro de banco perguntou a natureza daquilo. Ué, eu estou aprendendo Judô pra poder me defender quando alguém quiser me bater. Então ele observou: “Eu prefiro meu 38 (mostrando o canhão em sua cintura, sob o paletó). Depois que inventaram a pólvora acabaram os valentes”.

Claro, os psicólogos e psiquiatras vão dar muitas explicações sobre o feito do jovem matador de Goiânia, afinal eles fazem isso. Mas a verdade dura e crua é uma só, o jovem acabou com os valentes.

Quanto a mim, optei pelo Judô e antes de terminar a juventude o troquei pelo Handebol e ele não ajudaria em nada em uma briga. Hoje não seria capaz nem de vestir o quimono, quanto mais, lutar. Também não comprei uma arma. Minha vida e integridade pertencem a Deus, ele resolverá o melhor para mim.

 

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