Anarquismo

English: Grave of Proudhon in Paris Deutsch: Grab Proudhons in Paris (Photo credit: Wikipedia)

 

Bom, pessoal não sabe o que seria o anarquismo, ao certo. Quando há algum tipo de “bagunça”, logo aparece alguém para chamar a coisa de anarquia protagonizada por anarquistas, etc. Em muitos casos, se não a maioria, os caras são terroristas.

Se não acrescentasse nada, deixava quieto e passava batido, mas a ideia do anarquismo é legal e gosto dela. O fato é, nem Deus gosta de governos, democracia, hierarquias e todas essas drogas.

Jesus cravou uma cena no Novo Testamento, dentre outras, capaz de tirar todos os seus pretensos seguidores da linha sucessória ou escravocrata. Refiro-me à aquela situação quando ele pegou água, sabão e um pano e lavou os pés de seus discípulos, enquanto dizia:

Entendeis o que vos tenho feito?
Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.
Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.
Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.
Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.
João 13:12-17

O fato é, adeptos do anarquismo não fazem bagunças. A ideia do anarquismo é relevante e muito interessante. Vale a pena conhecer e pensar.

Vamos lá, então: O que é anarquismo?

É a doutrina segundo a qual o indivíduo é a única realidade, que deve ser absolutamente livre e que qualquer restrição que lhe seja imposta é ilegítima; de onde se dá a ilegitimidade do Estado. Costuma-se atribuir a Proudhon (1809-65) o nascimento do Anarquismo.

English: Grave of Proudhon in Paris Deutsch: G...
English: Grave of Proudhon in Paris Deutsch: Grab Proudhons in Paris (Photo credit: Wikipedia)

Sua principal preocupação foi mostrar que a justiça não pode ser imposta ao indivíduo, mas é uma faculdade do eu individual que, sem sair do seu foro interior, sente a dignidade da pessoa do próximo como a sua própria e, portanto, adapta-se à realidade coletiva mesmo conservando a sua individualidade (A Justiça na revolução e na Igreja, 1858).

Proudhon desejaria que o Estado fosse reduzido à reunião de vários grupos formados, cada um, para o exercício de uma função específica e depois, reunidos sob uma lei comum e um interesse idêntico (Justice, I, p. 481). Esse ideal pressupõe a abolição da propriedade privada que, num texto célebre (O que é a propriedade?, 1840), ele definia “um furto”.

No domínio da filosofia, o maior teórico do A. foi Max Stirner (pseudônimo de Kaspar Schmidt, 1806-56), autor de uma obra intitulada “O único e a sua propriedade” (1845). A tese fundamental de Stirner é que o indivíduo é a única realidade e o único valor, logo é a medida de tudo. Subordiná-lo a Deus, à humanidade, ao Estado, ao espírito, a um ideal qualquer, seja embora o do próprio homem, é impossível, pois o que é diferente do eu individual e se lhe contrapõe, é um fantasma do qual ele acaba escravo.

Desse ponto de vista, a única forma de convivência social é a associação desprovida de qualquer hierarquia, da qual o indivíduo participa para multiplicar a sua força, mas que para ele é apenas um meio.

Essa forma de associação pode nascer tão-somente da dissolução da sociedade atual, que, para o homem, é o estado de natureza, e pode

ser somente o resultado de uma insurreição que consiga abolir todas as constituições estatais.

No caráter revolucionário do A. depois insistiram os anarquistas russos, dos quais o maior foi Mikhail Bakunin (1814-96), autor de numerosos livros entre os quais um intitulado Deus e o Estado (1871), em que afirma a necessidade de destruir todas as leis, instituições e crenças existentes. A tese anarquista da contraposição nítida e radical entre todas as ordens políticas e sociais existentes, consideradas como o próprio mal, e a nova ordem libertária futura, considerada como o bem total, foi reapresentada por G. Landauer (Die Revolution, 1923).

Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.
Pessoalmente, não ligo muito para isso. Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman. Esse blog está repleto das coisas aprendidas ao longo de minha vida e isso fala por si só.
Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar… simplesmente ir ver por si mesmo”. Eu viajei bastante e ainda pretendo viajar. Quem sabe não serei portador de boas novas por aí, mais um pouco?
Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Sinto falta do meu filho Thomas que, através de seu sofrimento, me deu essa ideia, antes de partir para a próxima dimensão.
Além de ter lecionado (Ef. Física e Teologia), ensino organizações não lucrativas cristãs a fazer amigos para ter sustento e, também, tento ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho, ainda, treinar professores em prática de ensino, quem sabe…
A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito com potencial para me matar.
Também gosto música, literatura em geral, educação e astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *