Milagre Pós Moderno

Nos tempos de Jesus na Galiléia, figuras tecnológicas como Einstein, Newton, Darwin, Thomas Edson, Gran Bell, Paulo Brabo, Lou Mello, etc… ainda não haviam pisado o solo desse planeta, pelo menos, não na encarnação em que eles foram capazes de iluminar (ou confundir) as cabecinhas dos habitantes da Terra.

Sendo assim, quase tudo era encarado como milagre pela turma seguidora do Deus de Israel. Se chovia, eles gritavam: Milagre! Se parava de chover, Milagre! Quando alguém adoecia, e doença sempre era um problema grave, eles subiam o monte e gritavam: Deus, Milagre! Até dor de barriga, quando o alívio chegava, Milagre! Depois desses senhores, os milagres tornaram-se escassos. Luz! Bobagem tecnológica. Bombas, armas, aviões, celulares, Iphones, Ipod, computadores, etc., bobagens tecnológicas. Cirurgias complexas, paleativas ou corretivas, bobagens tecnológicas. Até mudança de sexo acontece e ninguém credita na conta “Milagre”. Os agradecimentos são creditados à tecnologia.

Mesmo quando um infeliz desenganado acaba curado de algum câncer terminal, a dúvida do autor da proeza permanece no setor de dúvidas. Tecnologia ou Deus? Seria Deus travestido de tecnologia?

Pessoalmente, acredito na velhacaria desses caras citados. Para mim, Deus falou com Einstein e os outros, em sonhos, revelando essas idiotices teóricas, mas eles ficaram na moita e deixaram o povo acreditar serem eles os heróis. Também, depois das desventuras dos sonhadores anteriores, tal atitude dos cabeludos velhinhos é compreensível.

Não posso deixar de mencionar o caráter primitivo dos que ainda crêem em milagres. Estamos quase no limear onde o milagre torna-se desnecessário. O único milagre digno de ser crível é levantar defunto velho, como fez Jesus com Lázaro, se é que isso aconteceu mesmo. Os caras com a cabeça milagrosa daquele tempo não são muito confiáveis quando o tema é Milagre.

Não seria nada mal um milagrezinho, de vez em quando, para aliviar o meu lado. Algumas montanhas parecem intransponiveis, pô. Meu amigo, Pastor Wagnor de Azaré, resolveu ordenar aos moribundos que ressucitassem, quando era chamado a realizar o culto funebre. Resultado: ninguém mais o chama para tanto, especialmente os genros dos tais. Eu costumo gritar aos montes para dirigirem-se ao mar. Ainda não obtive êxito, infelizmente. Afinal creio em milagres, embora viva sustentado pela tecnologia… e a dúvida, lógico.

Author: Lou Mello

1 thought on “Milagre Pós Moderno

  1. Antes de uma importante reunião, na Missão, passei aqui e vi que ninguém havia comentado esse excelente post. Fiquei tão preocupado que sai no meio de uma discussão importantíssima, sobre qual fralda é melhor no inverno, para deixar meu comentário. Não sei o que você está pensando, mas te conhecendo como conheço, imagino como você deve estar p… da vida. Mas, e você deve ter pensado nisso, esse tema é muito delicado e você tocou direto na ferida, sem luvas ou qualquer outro tipo de assepsia. Nesse negócio de blog, vale a pena apostar em temas que deixam as pessoas sem fala. Aposte nisso, então. Um beijão nessa careca cada vez mais proeminente. 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *