Apostoladas

“É verdade, Senhor, que os reis assírios fizeram de todas essas nações e seus territórios um deserto.

Atiraram os deuses delas no fogo e os destruíram, pois não eram deuses; eram apenas madeira e pedra moldadas por mãos humanas.

Agora, Senhor nosso Deus, salva-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus”. II Reis 19: 17-19.”

Esse trecho bíblico diz respeito à oração do Rei Ezequias de Judá, por ocasião da expansão do domínio Assírio, quando invadia territórios de povos vizinhos e o rei deles, um tal de Senaqueribe estava de olho nas terras judaicas que ainda não havia anexado, pois os territórios do norte (Israel) já estavam sob seu domínio.

Minha intenção, nesse momento, não é avaliar ou criticar as questões religiosas da coisa, mas levantar uma bola relacionada à questão cultural, apenas, envolvida na questão dos tais “refugiados” do momento, pipocando pelo planeta. Claro que o problema religioso faz parte da cultura e tem servido como desculpa também, para justificar o problema, de todos os lados da questão.

Ao que parece, a igreja cristã (em suas várias vertentes) tem amargado perdas enormes em termos de adeptos, tanto quanto de receitas. Não farei maiores considerações sobre isso agora.

Infelizmente, um tal de Peter Wagner, que se pronunciava Apóstolo, e mais, criou um trem que denominou Concílio de Apóstolos e claro, tornou-se o presidente da coisa, virando o grande Apóstolo de todos os apóstolos, lá na Califórnia, onde dava aulas no Seminário Fuller, arrecadou uma grana grossa prometendo que até o ano 2000, 80% do planeta estaria cristianizado, se não me engano.

Não sei o que deu no Peter, durante vários anos ele era mesmo uma referência. Escreveu uma pá de livros, alguns até bons. Eu mesmo li um ou outro e tenho dois ou três amigos que foram alunos dele e diziam só coisas boas dele, se bem que, estejam todos apostatados, no momento, tomando todas por aí.

Não quero sacanear o velhinho que já era, de repente bateu uma baita síndrome de Alzheimer nele ou mesmo uma demenciazinha da hora, vai saber, ou começou a fumar e/ou beber o que não devia.

Fora que velhinhos costumam ser vítimas de medicamentos que consertam uma coisa e causam milhares de outras neles. Uma delas seria a necessidade de repor dopamina neles (ou em nós) que os médicos até agora não descobriram, porque não leram os relatórios das pesquisas realizadas na Itália. Afinal, são italianos, apenas.

Pelo jeito,  a missão do Peter não deu muito certo, bem ao contrário disso. Pastorada, principalmente os pentecostais e neopentecostais (não me pergunte a diferença, isso é lá com santo antonicodemus) meteram a mão na bufunfa com força, não só na campanha, mas na grana de suas próprias igrejas.

Enfim, você deve estar careca de saber disso e não preciso fazer força para te convencer disso. Periga o Peter não ter pego nada para ele, pois o negócio dele era mais o poder. Pentecostais adoram poder e, recentemente, grana e quanto mais melhor.

Os papas também não se deram muito bem em seus pontificados, esperavam grande crescimento sob suas batutas, se bem que, o negócio deles era recuperar os cristãos que perderam para os protestantes. A igreja católica abandonou a evangelização há séculos, se não me engano, bem antes da Reforma ocorrida na Europa sob a batuta de um cara porreta chamado Martinho Lutero, principalmente.  

Mas esse tema da reforma, também é lá com santo tonicodemus (o nosso Posto Ipiranga), sabe tudo o garoto… velhinho.

Enfim, eu pretendia sacan… digo esculachar os refugiados e acabei esculachando os pentecostais e o coitado do Peter Wagner (que Deus o tenha em bom lugar), que até conheci pessoalmente lá em

Banda de Atibaia
Banda de Atibaia (Photo credit: Wikipedia) A Sepal parece que tentou essa banda para o evento mas eles disseram não.

Atibaia, não no sítio do homi, claro, isso se deu muito antes desse abominável homem das bolsas família, mas no Palavra da Vida onde a Sepal organizou um encontro de pastores, antes do Caio afanar o evento para ele.

O negócio dos refugiados fica para o próximo que, certamente, há de ser melhor, como diria o Thomas.

Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc. Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. A ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá. Legal mesmo, foi viajar por aí a pampa, com destaque à missão para a Albânia, em 1979 e países da África em 1981. Depois disso rodei muito pelos EUA e Europa, mas nada demais nisso. Tenho espírito missionário, acho, mas nos EUA estava mais interessado em fazer um pé de meia. Não deu certo. Mas aprendi muito por lá, onde há muito a aprender.
Atualmente, acalento o Projeto Corações Valentes e tento manter dois ou três clientes, aos quais presto consultoria na área de Desenvolvimento (Comunicação e Captação de Recursos), algo que aprendi com os norte-americanos, campeões nessa área, , sobretudo, com Dr. Dale W. Kietzman, meu mentor em marketing para organizações não lucrativas. Entretanto, e aos poucos, acho que estou de coisa com a mudança comportamental, de tanto buscá-la para mim mesmo. Culpado disso foi o Dr. Zenon Lotufo Jr, que investiu em minha pessoa, muito além do normal. Talvez 2017 me abra algumas portas nessa área,
A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito e pode me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.
Gosto de escrever, música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei), educação física e, de vez em quando, dou um ou outro pitaco nessas áreas também. Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável, enfim.

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