A Gruta do Lou

Animistas graças a Deus

MarisaTomei

Marisa Tomei

11º Dia do Jejum em favor da abertura dos comentários na Bacia das Almas. Não foi fácil sair da cama hoje.

Em algum lugar do passado (umas prateleiras cheias de livros e cacarecos, bem aqui ao lado) tenho um texto sobre o animismo na África. Naquele continente esquecido por Deus e pelos homens, dificilmente trabalha-se com a realidade científica. Tomé (Thomas Mt. 10:3) passaria fome nessa terra imensa e onde tudo é colocado no terreno místico. Ali não se enxerga com os olhos, mas com a alma.

Quando os africanos foram trazidos “espontaneamente” (não se choque) para o nosso continente, trouxeram com eles seu modo peculiar de ver as coisas. Não que eles tivessem o privilégio ou a prerrogativa disso, mas essa é a sua marca registrada. Para eles, tudo tem explicação além do que se pode ver com os olhos e é aí que entra a alma.

Para começar há a enorme variedade de deuses (Xango, Iansã, Oxossi, Exu, Ogum, e outros) que segundo estudiosos, passam de quatrocentos (eles os chamam de orixás). Depois, toda uma forma milenar de ver o mundo com a alma. Com isso eles influenciaram contundentemente o meio em que vivem. Claro que não estou jogando toda a culpa nos africanos, mas eles deram uma grande contribuição, nesse sentido. O fato é que essa característica deles tem determinado, em boa parte, a situação em que se encontram, em termos sociais.

Por aqui, muitas outras influências tem contribuído para o jeito de ver e viver do povo. Os olhos foram feitos para ver as coisas materiais. As tais coisas de Deus são todas abstratas, como Ele mesmo é, ou seja, não pode ser visto com os olhos. Só pode ser visto com a visão da alma. Nesse sentido somos todos animistas.

A meu ver, uma atitude péssima é tentar ver coisas concretas com a visão da alma. Pode ser, mas em circunstâncias muito especiais. Claro que tentar ver a Deus com os olhos não é nada recomendável. Foi a grande mancada de Tomé.

Meu ponto aqui é tentar chamar a atenção para o fato de que os problemas financeiros são concretos e devem ser vistos com os olhos. É péssimo negócio (desculpem a redundância) encarar dinheiro e suas operações como atos devocionais. Até a contribuição acaba solapada quando é atirada no bojo da vida financeira. Não é dando esmolas para a Igreja que resolveremos nossos problemas financeiros. Nada poderia ser mais equivocado e anti-bíblico. De outro lado, contribuir é um ato libertador e, absolutamente, necessário. Mas não pode fazer parte da vida financeira.

Leio e releio o texto de Mateus 6 e tudo que consigo entender é que ao encontrar o equilíbrio espiritual (o Reino de Deus) nossa visão carnal ficará livre para ver nitidamente e todas essas coisas (materiais) nos serão acrescentadas. Em outras palavras, é preciso ver nitidamente para podermos colocar nossa vida material em ordem.

Se você estiver com seu corpo sujo, você não vai dobrar os joelhos e determinar que seu corpo está limpo (embora, pelo odor, alguns devam fazer exatamente isso). O que pessoas equilibradas fazem, nesse caso, é tomar um bom banho com água, sabonete, shampoo, cremes, sais… deixa p’ra lá. Certo?

A quantidade de pessoas que está com sua vida financeira atrapalhada é incomensurável. A maior parte não consegue se organizar porque não consegue ver sem misturar a visão natural com a visão da alma. Somos animistas, por natureza. Precisamos da visão da alma para viver nossa vida com Deus. Mas isso pode afetar nossa vida material.

Muitas pessoas conseguem separar bem as coisas concretas das abstratas. Conferem o saldo bancário ou o dinheiro que tem no bolso e gastam conforme essa realidade clara e material. Pronto, não se metem em encrencas. Entretanto, conheço centenas de pessoas (eu inclusive) que gastam ou gastaram segundo o que acreditavam ter depositado nas regiões celestes e estão mais enrolados que fumo de corda ou fugindo da polícia.

Abra os olhos e coloque sua vida financeira em dia. Pare de ler o Segredo e Muito além do segredo, ou o Muito aquém do segredo ou sei lá o que do segredo. Se tiver dívidas, faça um plano escrito e passível de ser lido com seus olhinhos. Depois cumpra-o à risca.

Nunca mais gaste além do que tem e pode ver. Nesse sentido, se você for como eu, recuse cheque especial, cartões de crédito e não compre nada a não ser à vista, com dinheiro. Garanto que seus problemas financeiros terminarão, desse modo.

Somos animistas para ver a Deus. As coisas desse mundo só podem ser vistas com nossos olhos.

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2 thoughts on “Animistas graças a Deus

  1. Lou, me perdoe. Não garimpei toda a sua gruta. Gostei do seu livro mano. É direto, claro, sem firulas… Vai nos ajudar muito; estamos atolados em dívidas, por pura bobeira e empolgação tipo: Vamos fazer essa reforma pela fé (rss). Ai ai…
    Você está certíssimo.
    Um beijo meu querido.
    🙂

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