Almas Áridas

 

Nina Michaelis
Nina Michaelis

Nina MIchaelis

Ultimamente venho fazendo várias escaramuças pelo tema “ambientalismo”, provavelmente pela realização da Rio + 20, um espetáculo organizado pela ONU, com participantes “sui generis” como a Monsanto (as ações no evento), uma empresa com sede nos EUA e que se notabilizou, principalmente, como a maior produtora de herbicidas do mundo. Sem dúvida não sou competente para um debate técnico sobre equilíbrio ambiental. Por outro lado, estou um pouco longe de ser um completo ignorante, também. Ainda não fui convencido da consistência das principais hipóteses (quando forem cientificamente provadas virarão teses, se isso vier a acontecer, o que duvido) como o aquecimento global, o buraco na camada de ozónio, Amazônia pulmão do planeta, concentração de CO² na atmosfera, degelo dos polos, dentre outros.

No vai e vem de posts, comentários, Tweets, etc., a pessoa a quem eu menos gostaria de ter provocado, minha colega dos tempos de GV (Ginásio Vocacional) Nina Michaelis reagiu brindando-nos com toda a sua experiência e conhecimento do assunto. Tive oportunidade de escrever sobre o extraordinário trabalho realizado por ela na área da educação com o post A Escola da Árvore (já selecionado para fazer parte do meu livro sobre educação).

Então resolvi compartilhar com os leitores um pouco do que a Nina comentou lá no Facebook, onde ela põe o dedo na ferida e descortina onde é que o bicho pega de verdade. Fique com ela que é bem melhor.

“Só queria comentar que já temos terra suficiente desmatada para plantarmos o que necessitarmos sem precisar desmatar nem mais um metro. Só que a terra desmatada está desertificada, empobrecida, mas ha exemplos por aí de reconstituição de áreas áridas. Acho que antes de desmatarmos mais poderíamos trabalhar as áreas já desmatadas. Tudo vai sim se regenerar se deixarmos, mas a ganancia humana não deixa, antes disso vamos exterminando os animais e as matas. 5m de mata ciliar em volta de um rio é nada, é como se os rios nem tivessem mais margens arborizadas. Eu que moro perto da floresta ha anos sei que a vida do homem rural é muito dura, luta contra intempéries e contra uma natureza sempre feroz e lá no fim da linha queremos comprar feijão barato. Ninguém nem ouve nem valoriza quem está na terra. A sabedoria tradicional dos povos tradicionais passa por burrice, a gente achava que todo caipira era burro, hoje reconheço a sabedoria deste povo que ainda sabe sobreviver e alimentar uma família só com uma enxada. Enormes artistas da vida jamais ouvidos por uma sociedade que, massificada pela mídia acha muitas coisas em função do preço dos alimentos. (A verdade é o seguinte, alimento barato é só o que vem da agroindústria, industrializado e contaminado). As florestas não nos sustentam, mas sustentam os animais, o oxigênio, as abelhas (o que será da nossa agricultura sem elas?) e as nossas almas que sem florestas, seriam tão áridas quanto os desertos”.

E completa com alguns dados interessantíssimos:

morcego-12

Nina Michaelis


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