The Cleaner

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The Cleaner é uma série de TV excelente pois é de enorme utilidade no enfrentamento do problema da dependência química, sobretudo para os usuários e seus familiares, atuando na área da informação.

Meu propósito é atuar nessa área, também, tanto via meus blogs quanto presencialmente, através de palestras presenciais ou via internet, reunião com grupos, seminários, etc. Não trabalho diretamente com o dependente, mas com seus familiares e/ou responsáveis. É um trabalho missionário e voluntário, dentre outras tarefas.

O que fazer quando um ente querido torna-se escravo do álcool ou das drogas? Como alguém do nosso meio pode chegar a esse ponto? E agora, qual a coisa certa a fazer? Entregá-lo nas mãos de estranhos? Deixar que o levem sob efeito de sedativos? Afinal, o que está acontecendo conosco? O que fizemos para merecer isso?

As perguntas são muitas e variadas. Envolvem questões éticas, religiosas, físicas e psicológicas. Antes de qualquer coisa, o álcool e as drogas são produtos de mercado, legal ou nçao. Em torno deles, há milhares de interesses em jogo e a contrapartida interessada em removê-los do meio social não corresponde. Parece que o ser humano pretende mantê-los em sua rota de desgraças e devastações até o fim dos nossos dias na Terra.

O que move a maior parte da violência que assistimos na televisão, hoje em dia, nos morros do Rio de Janeiro, nas favelas de todos os grandes centros urbanos, nas escolas, nos bares e boates, nas ruas, etc., é a distribuição e consumo das drogas e do álcool. O agravante maior é a falta de legislação eficaz e responsável e isso não é um privilégio brasileiro.

Na verdade, não existe um modelo ideal. Talvez, as taxas menores de consumo em países muito desenvolvidos como Dinamarca, Finlândia e Noruega onde impera a método de redução de danos, nos diga alguma coisa, seja pela estabilidade desses regimes ou pelo método adotado em relação ao problema. Na Holanda, já pensam em abandonar essa prática, decepcionados com os resultados.

A opção pela redução de danos em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento tem se mostrado obsoleto, quando não se torna catastrófico. Assim, as vozes favoráveis à chamada tolerância zero elevam-se e logram êxito. A violência aumenta e o problema multiplica-se ao invés de diminuir.

Em meio a tudo isso, alguém de sua família foi tragado para o meio desse mercado horrendo. Como foi que isso aconteceu? Ele (a) era um vagabundo e nós não havíamos percebido? Nós temos alguma culpa nisso? A resposta aqui é não, nos dois casos.

A dependência química é uma doença cem por cento orgânica e qualquer pessoa está sujeita a tornar-se um dependente. Será só uma questão de começar a usar. Uma vez iniciado, não há volta. Essa é uma rota de mão única, se a pessoa não receber ajuda externa.

No Brasil de nossos dias, o lob dos profissionais de psiquiatria e psicologia unidos no sentido de conquistar o direito de tratar os dependentes fez efeito desejado e cabe, agora, a esses profissionais a tarefa,  com grande amparo legal.

Sendo um mal físico como outro qualquer, não há como duvidar que uma, se não a maior, de suas consequências seja a alteração e comprometimento do equilíbrio psíquico e psicológico dos dependentes.

As drogas mais utilizadas pelos dependentes, atualmente, são devastadoras e eles podem tornar-se farrapos humanos em questão de dias, se não vierem a óbito. Os dependentes do álcool estão na mesma situação com o agravante de que o objeto de sua dependência está à disposição deles em qualquer esquina, com direito a nota fiscal.

O consumo de drogas e álcool coloca o usuário no corredor da morte. Será apenas uma questão de tempo. Condenados eles estão. Alguns perdem a vida rapidamente e todos têm sua longevidade comprometida a uma intensa redução de dias, meses e anos.

Se você deseja salvar a vida de alguém, cada minuto conta. Essa pessoa precisa de ajuda imediata agora. Não é amanhã e muito menos depois. Dependendo do caso, ele (a) precisará ser ajudado de forma involuntária (quando a pessoa, incapacitada de escolher o que é melhor para si pelo envolvimento com a droga, é sedada e conduzida a uma clínica para tratamento) e aí, a internação será compulsória. Em casos mais brandos, o tratamento poderá ser desenvolvido de forma voluntária, com ou sem internação.

O período de internação varia de uma clinica para outra, mas em todos os casos, a primeira fase de tratamento objetivará a desintoxicação do dependente. Dificilmente isso ocorrerá satisfatoriamente em período inferior a dois meses. A recomendação é por um período de internação não inferior a quatro meses, a fim de dar mais consistência à desintoxicação e abrir o caminho para uma recuperação prolongada.

Em casos mais graves o tempo de desintoxicação será, naturalmente, maior. Durante esse tempo, qualquer ingestão do elemento de dependência (droga ou álcool), obrigará o inicio do tratamento, outra vez. Às pessoas cuja perda do controle em relação à dependência seja flagrante recomenda-se internação em clínica fechada, sem qualquer possibilidade de acesso às ruas.

Existe, hoje, em nossa cidade, uma oferta considerável de tratamentos voluntários e involuntários. Nos centros de tratamento mais conhecidos a disponibilidade de vagas costuma ser escassa, tal a demanda para esse tipo de tratamento. Além da qualidade do tratamento oferecido e das instalações oferecidas, o custo do tratamento será determinante na hora de escolher o local mais adequado.

De nossa parte, acreditamos na recuperação e consequente salvamento das vidas envolvidas com esses males perversos. Se há cura total ou parcial, não interessa resolver nesse momento. O mais importante é estender a mão a quem precisa. Essas pessoas não têm a menor chance de sair dessa situação sem ajuda e solidariedade, principalmente daqueles que os amam.

Mais informações em A Arte de Recuperar

Lou Mello trabalha em prevenção ao uso de drogas através de palestras a grupo de pais, empresas, comunidades, amigos, etc. Para convidar o Lou, visite o link Convide o Lou

Capricornio PB

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