A Gruta do Lou

Acorde e salve o que ainda não se perdeu

Salve o que ainda não se perdeu.
Salve o que ainda não se perdeu.

A importância da cassação de um senador da república em termos do desenvolvimento espiritual é zero. É alienação, ignorância completa, a incapacidade de pensar, de sentir, do autoconhecimento e da consciência do poder superior. Foi apenas uma bobagem, vendetta de seres inúteis e desconectados. O que interessa passa muito longe dessas casas de leis desnecessárias e insignificantes. O lugar é outro, as pessoas certas também.

Infelizmente, inúmeras pessoas gastaram tempo precioso de suas vidas twitando enquanto o cara corrupto era defenestrado pelos outros, todos igualmente corruptos, provavelmente. Para meu assombro, a maioria se portava como a turba que presenciava enforcamentos ou decapitações na idade média, ou seja, todo mundo considerando aquele o único pecador na paróquia.

Passaram-se mais de dois mil anos e poucos entenderam a proposta de Jesus da Galileia. Pudera, em pouco tempo a igreja que se seguiu mudou tudo, afinal ela tinha contas a pagar. Jesus, aquele visionário inveterado e perdido em suas ilusões salvadoras, queria libertar a raça humana da culpa gerada pelo pecado, da escravidão do sistema e dos homens pelos homens.

Sua proposta não era nada muito difícil de compreender. Era coisa que todos, do simples pescador ao membro do sinédrio, passando pelos coletores de impostos, soldados e prostitutas, poderiam entender facilmente. Afinal, o próprio Mestre mostrou como viver livremente, durante mais de três anos, antes que os mantenedores dos sistemas escravizantes o triturassem naquela cruz calhorda.

Ele foi bem objetivo e logo dizendo: Buscai primeiro o Reino de Deus e todas as coisas vos serão acrescentadas, inaugurando um novíssimo e inusitado sistema econômico financeiro. Quando seus seguidores deram mostras de não ter entendido, ao se enrolarem com a tarefa que lhes foi dada pelo Mestre, a saber, alimentar a multidão de seguidores, ele tratou do caso pessoalmente, sem deixar de observar: Vocês ainda não entenderam… e pediu ao povo para sentar enquanto distribuía o alimento a todos, a partir de poucos pedaços de pão e peixe que um menino trazia consigo. Trabalhar por dinheiro, comprar, vender, pescar industrialmente, etc., não era mais necessário, se é que algum dia foi. Quanto ao governo humano, ele tratou de chamar Herodes pelo nome certo: aquela raposa. À Igreja e sacerdotes, rebaixados a sepulcros caiados.

Interessante lembrar o fato de Jesus mencionar claramente que antes do fim de tudo, não seriam determinantes os sinais de nosso planeta, como terremotos, tsunamis, tempestades, etc., mas sim, os sinais que ocorrerão nos astros mantenedores do nosso planeta. Esses nós ainda não conseguimos maltratar, exceto por uma ou outra improvável visita à Lua. Não somos nós que damos vida ao planeta, mas o contrário, é ele que nos mantém vivos, do ponto de vista físico, providenciando, água, oxigênio, gravidade e temperatura ideal à nossa vida. Por enquanto ele vai muito bem obrigado.

Quando necessário ele dá uma tremidinha aqui ou acolá, uma esquentada ali e uma esfriada para lá, ou manda seus vulcões lançarem mais gás carbônico na atmosfera para equilibrar as coisas. É só. Sem falar que ele, ao longo de milhares de anos, corrigiu muitas de nossas imprudências. Além desses detalhes pouco relevantes, o nosso planeta segue seu curso normal que não é estático, está, sempre esteve e sempre estará em movimento e isso implica em mudanças necessárias, como mudar porções de terra de lugar, fazer o mar chegar mais para cá ou mais para lá, werevis.

O apóstolo Paulo, após a morte do Cristo, ainda fez o possível e o impossível para por ordem no galinheiro, digo, entre os discípulos. Escreveu, falou, esperneou, amargou prisões em cima de prisões, naufragou, teve que trabalhar para sustentar os outros, exortou exploradores de viúvas, alertou a todos para não crerem nos falsos mestres, gente que sobre o que não sabiam e muito menos entendiam, faziam ousadas apologias.

Mas não deu certo, logo ele também tomou sua cruz e seguiu a do mestre. Aos poucos, tudo voltou ao normal, ou seja, todo mundo devidamente servil a governos, igrejas e negociantes, pior, escravos por causa da culpa. A ele seguiram-se outros tantos. Parece que nossos irmãos humanos não têm lá grande apreço por profetas autênticos.

O que estamos fazendo hoje! Vinte séculos depois, nossas gerações continuam escravizadas à culpa, para grande alegria dos psicólogos e seus primos psiquiatras, e aos mesmos poderes dominantes. Continuamos assassinando os profetas de Deus e preferimos ouvir imbecis, falsos sacerdotes e ensinadores que só fazem estimular o povo a aceitar o domínio de governos humanos corruptos e mentirosos, de igrejas inóspitas e irrelevantes do ponto de vista espiritual, para não dizer em tudo, e dos negociantes desonestos de nosso tempo. Imagino Deus diante dessa cena dantesca e ridícula proporcionada por twiteiros de plantão dando importância indevida ao que importância alguma teria, como aquele espetáculo deprimente de corruptos degolando um igual, na nossa assembleia com formato de circo.

Para fechar com chave de ferro velho enferrujada, nada, absolutamente nada, se faz com relação à culpa, ou melhor, a solução já foi dada por Jesus e de graça. Nós não cremos, mas ele pagou a conta da culpa de toda a humanidade. Sei que essa afirmação caiu na vala comum das insignificâncias, embora nada tivesse maior significado. Não há a menor necessidade de continuarmos servindo feito escravos às pessoas iguais a nós. Não devemos mais nada. O SERASA e o SCPC mentem deslavadamente. Não iremos para o inferno por causa daqueles esqueletos guardados cuidadosamente em nossos armários.

Deus não trabalha e nunca trabalhou assim. Meu caro, minha cara, não mudem de sexo ou de igreja, ou mesmo virando um sem igreja. Nada disso é necessário. Mude de vida assumindo sua liberdade em Cristo. Seja livre para dar a outra face a quem lhe agride, para estender a mão a quem precisa de fato, carinho aos entristecidos e muito amor aos que ainda continuam escravos. De repente, até uns milagres por aí.

morcego-12

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