A Igreja cristã dos oprimidos, vítimas do preconceito e da intolerância

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Então, quem são os verdadeiros oprimidos, vítimas do preconceito e da intolerância? Os gays? Os pobres? As mulheres? Quem?

Faz tempo que não piso em uma igreja católica. O mais perto disso, ultimamente, foi uma missa/culto de um ano do falecimento de um amigo, na Catedral Anglicana de São Paulo. Mas pelo andar da carruagem, o fenômeno já mencionado no título deve estar firme e forte por lá, também.

Minha fonte de constatação é mais em baixo, junto aos protestantes que já não querem mais ser chamados de evangélicos, embora, há pouco tempo atrás, eram muito simpáticos ao movimento norte americano dos “evangelicals”, uma nuvem formada pelos cristãos mais IN em detrimento à cafonalha dos IANGs, aproveitando essas duas palavras chinesas, e tenham tentado fazer o mesmo por aqui. No século passado, eram todos chamados de “crentes”.

A Igreja Cristã protestante, em nossos dias, está mais dividida ainda. Os “crentes de outrora” dividiram-se entre pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação Cristã e algumas seitas independentes), os históricos (Presbiterianos, Batistas e Metodistas, também com algumas seitas independentes) e os mistos (Igreja Luterana e Igreja Anglicana com doutrinas misturadas de origem católica e protestante, alemã e inglesa.

Ainda que mal lhe pergunte, vou logo para a resposta, ou seja: não existe uma igreja cristã brasileira, mesmo porque, não há uma teologia construída a partir da Bíblia por mãos de teólogos brasileiros, já constatava nosso irmão Júlio Zabatiero em palestras aos estudantes de Teologia brasileiros promovida pela Norte Americana SEPAL, lá em Poços de Caldas, MG, onde funcionei como facilitador de um Grupo de Ação Social, aos interessados no tema.

A tal Teologia da Libertação surgiu a partir de mentes estrangeiras de língua hispânica e italiana. Alguns ditos teólogos brasileiros de origem católica como o Genésio Boff, Frei Beto, etc. mais alguns protestantes, como Rubem Alves. Era uma proposta, segundo esses “teólogos”, como uma reinterpretação analítica e antropológica da fé cristã, em vista dos problemas sociais, mas seus oponentes a descrevem como um marxismo, relativismo e materialismo cristianizado.

Após escaramuças de cá e de lá, inclusive com o apoio determinado do Papa João Paulo Segundo e do Papa Bento XVI, quando ainda era o Secretário Executivo do Vaticano, o movimento que chegou a ter alguma proeminência nos meios eclesiásticos católicos e protestantes, perdeu força e ficou meio esquecido, no final do século XX.

Entretanto, a Teologia da Libertação foi o combustível para as ações de seus militantes, por exemplo, com o movimento das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) que por uma dessas “modas” bem brasileiras funcionavam sempre onde havia uma classe do Mobral (projeto governamental de Eduardo Portela, Ministro da Educação no governo militar do Gen. João Batista Figueiredo para alfabetização de adultos).

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A Karl Marx monument in the German city Chemnitz, formerly the East German city Karl-Marx-Stadt (Karl Marx City) (Photo credit: Wikipedia)

 

Depois disso, os intelectuais comunistas/marxistas migraram, em sua maioria, para a facção mais afeita às ideias de Antonio Gramshi que recomenda desestruturar, por dentro, as colunas básicas da sociedade (Governo, Mídia, Escola, Igreja e Família) pois seus objetivos são: implantar um totalitarismo de esquerda e organizar o povo em comunas.

Nesse plano, não há lugar para nenhum tipo de Igreja, graças ao mandamento de Karl Marx: “A religião é o ópio do povo”. Assim surgiu outro movimento no meio eclesiástico, hoje denominado Teologia Integral, que de muitas formas, parece uma re-edição atualizada da TL, a qual vários pastores e teólogos brasileiros conhecidos resolveram abraçar.

Às vezes, me pergunto se o Karl não tinha alguma razão com seu comentário mandamento sobre a igreja que ele fez o favor de chamar de religião, mais abrangente, claro. De novo, teólogos brasileiros não contribuíram com quase nada. Chegaram ao desplante de ressuscitar o velhinho teólogo peruano Gustavo Gutierres para ensinar esse trem a eles.

Esses caras todos tem a SPA (Síndrome da Pobreza Adquirida) que, segundo os médicos, não tem cura conhecida. Meu pais teria dito que isso foi falta de umas boas palmadas paternas. Claro que eles trataram de exorcizar esse método de educação, embora a Bíblia recomende.

As Igrejas de nossos dias estão repletas de pirotecnias cibernéticas. Os pregadores precisam fazer cursos para adquirir dicas para uma boa palestra, com professores seculares. Usam microfones portáteis quase invisíveis, não sobem para pregar sem seu Ipad (que não pode ser outro, se não, o Apple Pro original sempre atualizado), ao menor custo módico na casa dos R$ 2.500,00.

Mas não são os únicos, os professores também usam o aparelho, se bem que não precisa ser, necessariamente, um Apple e até eu gostaria de ter um, caso fosse fazer alguma palestra ou dar aulas e, claro, tivesse a disponibilidade.

Outro detalhe que chama muito a atenção, nas igrejas de agora, é o uso de técnicas de comunicação falada e a mais comum tem sido o uso das técnicas oriundas dos Stand-ups, ou uma forma de fazer humor, muito usada nos Estados Unidos, geralmente em cabarés onde eles fazem concursos e competições do melhor stand-up como uma das atrações nas noites.

Lutero também aproveitou ideias dos cabarés de sua época, como a introdução da música nas missas, trocando as letras obviamente. Em outras palavras, os pastores estão virando comediantes, se é que não o foram sempre e só saíram do armário.

Dói pra caramba ver nossos teólogos e pastores liberando a igreja para casamentos homossexuais e apoiando causas LGBTs. Não há e nunca haverá uma lei secular e/ou governamental capaz de obrigar qualquer igreja a fazer casamento a ou b.

Na verdade, o casamento que conta é a elaboração do contrato de casamento em cartório cível. Se a igreja adota uma bíblia como seu livro de fé e regras, não será possível realizar o casamento homossexual porque a bíblia é contra a prática. Minha dica para esse pessoal é que registrem seus casamentos (sic) em cartório especializado e realizem uma “cerimônia” com sua comunidade e boa.

Creio que insistir em impor às igrejas a obrigação de realizar casamentos entre homossexuais não é recomendável. Seria começar muito mal sua união, a meu ver.

Também, não adiantará tirar a Bíblia dos cristãos, como já aconteceu durante o período dos regimes totalitários (União Soviética- URSS , Alemanha – Nazismo, China – Maooismo, etc,) só pra citar os que mais mataram pessoas na história da humanidade, sem falar que a maioria desses mortos eram justamente os cristãos, depois de terem sido proibidos de portar bíblias.

Para completar minha avacalhação, as Igrejas sofisticaram bastante os meios de captar recursos em seus cultos e/ou missas. Muitas delas utilizam maquinas de cartão de débito ou crédito para apanhar as doações, por exemplo e até há igrejas colocando cheques sem fundos no pau, embora oriundos de doações. Com alguma expertise nesse quesito, embora seja um virtuose, pois comigo o negócio de levantamento de fundos (vulgo captação de recursos) só pode ser feito se ético ou bíblico.

Enfim, em uma igreja marxista, com pastores fazendo stand-up e piadas onde o ideal seria um ambiente espiritual, com aqueles microfoninhos gays, maquininha para achacar os incautos e, o pior, igrejas marxistas que só pensam em pobreza ou as igrejas da prosperidade que só pensam em riquezas materiais, não sobrou espaço para gente como eu, idoso (segundo reza o Estatuto do Idoso, os maiores de 60 anos são os idosos), cujos ouvidos preferem música bem calminhas, preleções ou pregações competentes, espirituais e sérias, e sem casamentos estranhos ou exóticos. Virei pastor de mim mesmo, acho.

Com tudo isso e mais outras razões, acredito que os idosos são os oprimidos, vítimas de preconceito e intolerância em todos os lugares, em suas casas, nos meios de transporte, no comércio, nas ruas, mas sobretudo, nas igrejas, com essas insignificâncias citadas e outras. Se não são os únicos, sem dúvida, são parte tão importante como as outras. Né?

Também vejo as tais contribuições durante cultos e missas, em especial a participação dos sacerdotes fazendo apelos ridículos por doações ao invés de ensinar o evangelho a suas ovelhas, pratica que os educara a serem liberais e pródigos em suas doações, sem a necessidade de implorar-lhes nada.

Sobre tudo que escrevi aqui, há muito mais a dizer e escrever, obviamente, mas essa é uma história que ficará para uma outra vez.

Author: Lou Mello

Olha só, pessoal assíduo na Gruta (carinhosamente grutenses) já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc.

Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. Escolas e Universidades praticam o monopólio dos diplomas e a ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá.

Valorizo muito mais os meus mentores, tais como Dr. Russel P. Shedd, Dr. Zenon Lotufo Jr. e Dr. Dale W. Kietzman.

Meu espírito é missionário. Plagiando o Amir Klink, “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para desejar estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. Eu viajei e ainda pretendo viajar.

Atualmente, continuo acalentando o Projeto Corações Valentes, embora ele não tenha vingado ainda. Talvez sinta falta do Thomas, tanto quanto eu sinto.

Além de lecionar (Ef. Física e Teologia), ensinei organizações não lucrativas a fazer amigos para ter sustento e, também, tentei ajudar as pessoas a crescerem através da mudança comportamental. Sonho em treinar professores em prática de ensino, quem sabe…

A Gruta surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito com potencial para me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.

Gosto música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei).

Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável para mim, e ainda me surpreendo com as pessoas lendo meus escritos, comentando, enfim.

1 thought on “A Igreja cristã dos oprimidos, vítimas do preconceito e da intolerância

  1. Se eu fosse pastor de uma igreja, função que dificilmente exerceria, faria dois cultos no mesmo dia e horário. Um pros Alfas e outro para os Ômegas.

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