A Gruta do Lou

A Cura como resultado da mais completa interação

Daniel Fresnot, autor do livro A Terceira Expedição, um dentre doze trabalhos editados, jantamos juntos ontem. Antes do jantar, participei do culto na Sinagoga frequentada por ele. Era sexta-feira e inicio do Shabat ao pôr do sol. No final, na hora das orações, uma senhora presente pediu orações para o filho, um homem de 38 totalmente dependente das drogas, sendo o crack a droga de escolha dele. Segundo a mãe agoniada, o rapaz passou por nada menos de doze internações, centenas de consultas e medicações, sobretudo por psiquiatras e nada disso resolveu. O filho está violento, tendo agredido a mãe em várias ocasiões e ele mesmo sido vítima de terrível agressão por ele provocada na área da chamada Cracolândia.

Tentamos conversar com a mulher, mas ela estava agindo como uma co-dependente e não se mostrava nem um pouco disposta a ouvir nossas sugestões ou explicações. Escrevi sobre o tema inúmeras vezes. Talvez tenha textos suficientes para publicar um livro a respeito. Entre eles “A beleza do outro mais a nossa resulta em um contraponto“, onde tentei levar o leitor a pensar na necessidade de haver uma completa interação entre o dependente e ajudador ou entre médico e paciente, ou entre o professor e o aluno, como existe (ou deveria) entre a mãe e seu filho e/ou entre a fêmea e sua cria. Ocorre entre médicos e pacientes a mais intensa das relações unilaterais possíveis. Os médicos não fazem parte do problema e não têm a menor intenção em fazer. Não há contraponto entre as duas partes e, sem isso, dificilmente haverá cura.

O trabalho de um médico deveria chamar-se “A Arte de Curar”. Nesse caso, o detalhe do contraponto necessário deveria ser o mais importante, a meu ver.

Evidentemente a questão das drogas é muito mais complexa. Não estou tentando simplificar algo tão complicado. Refiro-me aos tratamentos e as relações estabelecidas nesses casos, obviamente. Dificilmente um médico aperta a mão de seu paciente antes de uma consulta, hoje em dia. Muito menos dá uma abraço, vixe! Isso seria surpreendente se acontecesse, mas fique tranquilo, nenhum médico ira abraça-lo antes de perguntar qual é o seu problema, a menos que ele seja seu pai. Mesmo assim, olhe lá.

Minha opinião é a seguinte, quando penso em Jesus Cristo curando pessoas enfermas: Ele era acometido da mais profunda interação para com elas, ele as amava incomensuravelmente, desinteressadamente e seu mais puro desejo era vê-las totalmente curadas. Ele não estava contabilizando nenhum ganho pessoal enquanto as livrava de suas mazelas físicas, mentais ou espirituais.

Minha sugestão é incluir nos currículos das escolas de medicina um pouco de teologia bíblica. O único problema é achar alguém capaz de ensinar A Arte de Curar nos moldes de Jesus.

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