A Gruta do Lou

A Cartilha Ideal

A Cartilha
A Cartilha


Em evidente intenção imitativa do modelo adotado pelo PTA (Partido dos Trabalhadores Albanês), o governo petista pretende “educar” os brasileirinhos segundo suas crenças, a fim de que, quando adultos, satisfaçam as expectativas petistas destinadas a cidadãos comuns. Na Albânia não deu certo, quando tornaram-se adultos os ex-albaneseszinhos acabaram com a farra do EL PTA, adotando o modelo neo liberal, para o qual foram treinados a odiar. Coisas que os psicólogos explicariam, sem problemas.

A premissa sempre é a de educar segundo alguma nova moralidade, menos religiosa, menos cristã, mais liberal e mais submissa. Abrandar extintos machistas, substituindo-os por modos mais femininos, não importa se a vítima é um homem ou uma mulher, seria apreciável. Sempre será mais difícil manipular um povo formado por gente disposta a brigar. Gente com muita testosterona costuma sair mais na mão. Talvez essa seja a razão pela qual o atual ministro da educação, e outras figuras, desejem homossexualizar mais nossas crianças. Pelo menos eu, não encontrei razão melhor para essa iniciativa excêntrica, para dizer o mínimo. Tentando não ser do contra, ou não ser rotulado como provável futuro homofóbico, já que não estou contra nem a favor de nenhum dos dois lados, muito pelo contrário, comecei a pensar se não haveria uma opção, para a cartilha caçada pela presidenta, capaz de agradar a todos os homos, os sexuais e os fóbicos. Foi nesse instante que me apareceu uma ideia, assustadora no inicio, mas que depois começou a fazer sentido, pelo menos para mim.

Veja bem, os intelectuais de esquerda não gostam de religião por razões religiosas. Esquisito né? Mas é isso mesmo, o grande sacerdote marxista Karl Marx teria dito, em algum momento de insatisfação sexual homo ou hétero, que a religião seria o ópio do povo, ou seja, um dogma, dos mais intensos. Isso seria caso a pensar-se, não fosse a própria tendência pró ópios e outras drogas desses mesmos caras. Poucos reconhecem o poder da droga e do álcool no caso de manutenção de regimes extremistas como os admiradores das ditaduras de extrema esquerda. Na Albânia, o produto que mais se produzia nas fábricas marxistas leninistas, sob comando do burguês que tornou-se líder do proletariado albanês, era o cigarro. Durante o regime soviético, o item mais produzido pelos trabalhadores soviéticos era a vodka, como todos sabem, e na China, o campeão, ainda é o velho ópio, que Marx comparou à religião, provavelmente desejando comparar a religião a algo nocivo. Não foi feliz, afinal todas as tendências modernas adoram uma boa religião para apaziguar os ânimos. Por isso, quase tudo ganha contornos religiosos.

Sendo assim, imaginei que seria perda de tempo e dinheiro preparar um novo texto, muito provavelmente muito parecido com o anterior. Apenas mais uma tentativa de enganar o bando de ignorantes, como somos vistos pelos autores em questão, mudando algumas frases e adjetivos, sem alterar o sentido já proposto. Ao invés disso, penso que há um livro que poderia ser adotado como a cartilha ideal para preparar nossos meninos e meninas para tempos mais esquerdos ou femininos.

Antes de mencionar o título desse tal livro, deixe-me dizer mais uma coisinha. Com quase cem por cento de certeza, o que Marx e seus discípulos gostariam de suprimir, a exemplo de Nietzsche, seriam as teologias vigentes e suas imbecis mentes defensoras. Isso valeria para afirmar que o manifesto homofóbico em discussão no Senado Brasileiro, em forma de estatuto, não estaria tão preocupado com a Bíblia e suas prováveis linhas anti-homossexuais, mas sim com as crenças e os dogmas dos partidários da ética protestante e o espírito mais capitalista. Se bem que duvido haver entre deputados e senadores tal consciência.

Diante disso, imaginei o seguinte, e isso serve desde já como uma ideia grátis aos senhores, senhoras e membros de outros sexos do partido dos trabalhadores, agora no governo desse País, formarem uma junta cartilhal, justamente, incluindo teólogos de esquerda. Por exemplo, dentre os protestantes evangélicos me vem à mente os nomes de Ricardo Gondim, Ed Rene Kivitz, Ariovaldo Ramos, Robson Cavalcanti e toda a turma da Universidade Metodista de S. Bernardo que fica em Rudge Ramos, para citar os mais citados, do lado católico além do Jung Mo Sung o Genésio (Leonardo Boff), os mais atuantes e outros ligados à Teologia da Libertação, como o Gustavo Gutierres, talvez Ruben Alves embora já migrado preventivamente para a pedagogia e quem sabe o judeu Ninton Bonder e algum sacerdote muçulmano pentelho de plantão. Todos eles já dissidentes de suas denominações ou quase, alguns defenestrados por revistas e Vaticanos desavisados e outros, sei lá. Bom, isso poderia ser melhor resolvido em estágio posterior.

O importante seria determinar a missão dessa junta cartilhal, ou seja, escrever uma nova teologia, mais adaptada aos interesses e propósitos do atual grupo governante e seus partidários. Esses senhores citados estão habituados a ler suas bíblias pelo viés marxista. Alguns até já incluíram em suas teologias sistemáticas a sexologia bíblica, que na visão deles é mais feminina do que a velha teologia protestante, muito masculinizada. Tudo isso regado a altas doses de progesterona.

Enfim, quanto o livro a ser adotado como A Cartilha, acho que você já matou a charada, sem dúvida a Bíblia, sem precisar inventar alguma nova versão, como fez o aloprado Malafaia que não faz ideia do que seja uma teologia, para tanto, afinal a bíblia é o que cada um pensa ou acredita sobre ela. Salvo engano.

Para mim, a Bíblia vem a ser a Palavra de Deus, por mais incrível que possa parecer, segundo a minha própria teologia, óbvio.

morcego-12

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2 thoughts on “A Cartilha Ideal

  1. Todos estão matando o ideal da masculinidade hoje em dia. O governo com seu kit gay, a grande midia com a música colorida, e – vejam só – a Igreja. Ou vão me dizer o que é afinal a música gospel de hoje, se não um amansamento coletivo de ânimos?

    Mas esse kit gay é dose…

    1. Felipe
      Não me sai da cabeça que a causa desse movimento pró gay faz parte de uma nova moralidade desejada, com quase toda certeza, com finalidades de aumento de consumo e mais liberalidade entre as pessoas. De certa forma, Jesus também propôs uma nova moral, com diferença que a dele era libertadora e não destrutiva, ao contrário dessa proposta que está rolando por aí. Isso só está sendo possível porque a Igreja enfraqueceu moralmente e não falo de dogmas e outras providências causadoras de escassez. O Mestre também avisou que se o sal perdesse o sabor, não serviria para mais nada.

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