A Gruta do Lou

A Árvore da Vida

A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore da vida. Pv. 13:12

Domingo passado, o Pastor Wagner de Avaré (qualquer semelhança é mera coincidência) me ligou e informou que pretendia pregar uma mensagem, no culto da noite, fundamentada nesse provérbio e me pediu para escrever algo no blog a respeito.

Estranho, meu amigo pastor anda preocupado em não exagerar nas expectativas, enquanto eu não as tenho. Ando meio pessimista. Tudo que penso já vem acompanhado do tal: “isso não dará certo”. Só a minha família espera algo de mim. Também, não há outra opção para eles.

Expectativas elevadas demais frustram e, de menos, amolecem, acomodam. Precisamos equilibrar nossas expectativas. Por outro lado, alcançar algo desejado e/ou esperado faz muito bem. O autor do provérbio chega a chamar esse fenômeno de Árvore da Vida.

Fico pensando como deve ser legal viver montado nessa árvore. Planejar e alcançar o objetivo traçado deve ser o máximo, digo, o encontro com a Árvore da Vida. Invejo todos que conseguem. Vejo esse provérbio pelo lado da procrastinação, assunto que conheço como poucos. Procrastinadores são adiadores de tarefas natos. Longe de mim tal atitude. O que tenho que fazer, faço agora. Nunca deixo nada para amanhã, se posso fazer hoje. Adoro o sabor do dever cumprido. Que lorota boa!

Pessoalmente, não levo muita sorte em meus planos. Sou muito brasileiro para tanto. Sabe aquela história do inferno brasileiro onde falta balde, etc…? É a minha cara. A auto-imagem não é das melhores e a auto-estima então, nem te falo. Como diz o provérbio em epigrafe, esperanças adiadas adoecem a vítima. Minha lista de esperanças adiadas só faz crescer e o coração sofre, afinal não cumpro desejos há tempos.

Trato de rever minhas expectativas. Tenho tendência em maximizá-las. Ao invés de consultor de ONGs, palestrante e essas coisas gostosas, por que não encaro a atividade de Bóia Fria ou homem de rua? Quer saber? Não tenho competência para nenhum dos dois, mais do que as outras. Detesto perceber minhas incompetências, em um mundo onde as competências entraram em alta. Deus deve ter isolado a Árvore da Vida para eu não lançar mão dela. Você sabe como o velhinho é rigoroso nessas questões.

Tentarei pensar em algo. Nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Qualquer coisa ali na praia. Conheço um homem que fez algo que eu sempre pensei fazer, secretamente claro, vender caipirinha na praia, em um quiosque. Uma atividade que reúne tudo de bom, sol, mar, gente bonita e caipirinha, lógico, de vodka preferencialmente. Mas não é pecado? Sei lá. Deve ser. Tudo que é bom e gostoso é pecado. Afinal são os padres e o chefe deles quem define o que é pecado ou não. Mas fique tranqüilo, sou muito mais covarde que o homem citado. Provavelmente, ficarei aqui lamentado minha sorte enquanto ele sorve a Àrvore da Vida, lá em Maceió, e umas boas caipiroskas, in two ways.

לּהּמּ

4 thoughts on “A Árvore da Vida

  1. Opa

    Se tu decidir pela barraquinha eu vo junto…vender sanduba natural…afinal, não irei vender bebidas pecaminosas…hehehehe

    abraços

  2. Please! Please, meu bom amigo! Caipirinha tem que ser com a nossa cachaça!!! E a idéia do quiosque é boa. Fale com a Alice, quem sabe em Ubatuba…
    A Chris – do De-ponta-cabeça – achou uma blogueira que ganha $$ vendendo roupa usada pelo blog!!!
    Tem que haver algum jeito de vc ganhar algum tb…

  3. Destaco a idéia de que tudo que é bom e gostoso provavelmente será pecado, afinal a negação de nossa humanidade já extrapolou os limites da sanidade há muito tempo…

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