A Gruta do Lou

sugestão de leituras

Sugestões bem cristã

Começo replicando 40 livros da Lista construída pelo Ricardo Q. Gouvea e publicada na Revista Ultimato contendo a maioria dos principais livros que me assombraram (para o bem ou para mal) durante meu viver cristão até aqui, originários das editoras evangélicas. Creio conhecer todos por leitura ou até por estudos nos seminários que lecionei, estudei ou visitei. Alguns eu não teria incluído por não ter gostado e outros que incluiria e não fazem parte dessa lista, devem aparecer nas seguintes, mas admito que muitos dos imbecis com os quais andei, de um jeito ou de outro, gostaram dessas obras paradoxais. O Ricardo, mais generoso que eu, inclui os que não gosta e depois mete o pau, que é um jeito mais democrático de fazer, se não me engano.

Depois dela, sigo com outros tantos que vou acrescentando na medida do possível, cuja maioria esmagadora não foi editada pelas livrarias mais aceitas pelo clero evangélico o que para mim, não faz a mínima diferença. Acalento o sonho de que A Gruta do Lou seja editado por uma dessas e não daquelas. Pena que as senhoras que me encomendaram esse trabalho não andem mais por aqui devido às discordâncias comuns em todos os relacionamentos ou a alguma mancada que dei consciente ou inconscientemente com elas. Como não sou de guardar de rancores menores, achei melhor manter o serviço.

image1. “Mananciais no Deserto” — Lettie Cowman [Betânia]
Não há outro livro mais amado pelos evangélicos brasileiros. Este campeão de vendagem é um livro de leituras devocionais diárias que conquistou nosso país. O livro é, de fato, bom, mas desconfio que a tradução deu uma mãozinha.

image2. “Uma Igreja com Propósitos” — Rick Warren [Vida]
O maior “best-seller” evangélico de todos os tempos é uma catástrofe literária. É ainda difícil calcular o dano que esta obra equivocada causou e ainda irá causar, com sua filosofia de ministério inteiramente vendida ao “Zeitgeist”, propondo a homogeneização das igrejas e um pragmatismo de dar medo.
image3. “A Quarta Dimensão” — David Paul Yonggi Cho [Vida]
Este livro fez mais pelo movimento pentecostal no Brasil do que qualquer televangelista. O testemunho bem escrito do pastor coreano que vive cercado de milagres causou “frisson” até mesmo nos grupos mais conservadores. Seu modo de ver a vida com Deus e o ministério marcaram as últimas décadas.
image4. “A Agonia do Grande Planeta Terra” — Hall Lindsay [Mundo Cristão]
Calcado no pré-milenismo dispensacionalista de Scofield, este “best-seller” apocalíptico empolgou os profetas do fim do mundo no Brasil, com sua interpretação literalista imprudente e seu patriotismo norte-americano acrítico. Lindsay foi o arauto de três décadas das mais absurdas especulações escatológicas em nossas igrejas.
image5. “O Ato Conjugal” — Tim e Beverly La Haye [Betânia]
Sexo é um assunto importante, e o povo ansiava por uma orientação em face da revolução sexual dos anos 60. Daí o sucesso de um livro bem escrito como este, didático e conservador, ao gosto da moral evangélica, mas sem ser inteiramente obtuso. Mesmo assim, muitos o chamaram de pornográfico. Nada mais injusto.
image6. “Este Mundo Tenebroso” — Frank Peretti [Vida]
A ficção convence mais rápido. Revoluções acontecem inspiradas por romances, e não por tratados filosóficos. Peretti, com seu horror cristão, nos ensinou o significado da batalha espiritual nos anos 80, reencantou o submundo evangélico, inspirou pregadores e, o que não é nada ruim, motivou muitos adolescentes a ler obras de ficção bem melhores.
7. “A Morte da Razão” — Francis Schaeffer [ABU]
A intelectualidade evangélica adotou este livro como alicerce nos anos 70, para enfrentar o existencialismo, o movimento “hippie”, o marxismo e a contracultura em geral. O livro convencia que o cristianismo não era incompatível com o estudo e a reflexão. É um pena que Schaeffer estivesse tão equivocado em suas idéias centrais.
image8. “Celebração da Disciplina” — Richard J. Foster [Vida]
Este clássico da espiritualidade cristã, escrito por um quacre, fez um tremendo sucesso no Brasil a partir dos anos 80. É excelente, mas será que todos que o compraram de fato o leram? Gostaria de perceber uma maior influência das idéias de Foster em nosso povo, mais oração, silêncio, calma, estudo, empenho, enfim, disciplina espiritual.
image9. “De Dentro para Fora” — Larry Crabb [Betânia]
Os livros devocionais evangélicos de viés psicológico ou de auto-ajuda são os títulos que mais vendem. Dentre eles, alguns se destacam não só por serem campeões de vendagem, mas porque são os melhores do gênero. Crabb é o melhor autor do gênero e este é seu melhor livro, que impactou o nosso povo nos anos 90.
image10. “Louvor que Liberta” — Merlin R. Carothers [Betânia]
Este pequeno e poderoso manifesto em forma de testemunho revolucionou, nos anos 70, o louvor e a adoração no Brasil. O bom capelão ensinou a todos nós a espiritualidade da adoração, o poder do louvor, impulsionando as guerras litúrgicas que marcariam a vida de nossas comunidades a partir de então.
image11. “Vivendo sem Máscaras” — Charles Swindoll [Betânia]
Outro “best-seller” devocional dos anos 90, de viés psicológico e de auto-ajuda, com o vigor característico das obras de Swindoll, escritas a partir de suas pregações. Muitos se sentiram não apenas edificados, mas tocados e transformados.
image12. “A Cruz e o Punhal” — David Wilkerson [Betânia]
Outro opúsculo dos anos 70 que, na forma de um testemunho pessoal, inspirou os jovens evangélicos a uma fé mais comprometida. Curiosamente, não levou as igrejas a um investimento em missões urbanas, ideia que permeia todo o livro. Talvez o Brasil evangélico dos anos 70 não estivesse pronto para missões urbanas.
image13. “Cristianismo Equilibrado” — John Stott [ABU]
Stott é um ícone no Brasil, um nome respeitado pela sua erudição e sua notável produção literária, apesar de estar invariavelmente sob suspeita de heresia pelos mais neuróticos. O fato é que a qualidade de seus livros varia. Seu excelente “Ouça o Espírito, Ouça o Mundo” merece mais atenção. Já o opúsculo selecionado, tão conhecido desde os anos 70, não tem muito a dizer além do título.
image14. “O Senhor do Impossível” — Lloyd John Ogilvie [Vida]
Outro devocional que emplacou no Brasil nos anos 80, não sem méritos. É o maior sucesso do autor, ainda que inferior a “Quando Deus Pensou em Você”, que o antecedeu. O livro estimula a fé e nos faz mais esperançosos, apesar da teologia rasa.
image15. “A Família do Cristão” — Larry Christenson [Betânia]
Antes de Dobson e tantos outros, Christenson já era “best-seller” nos anos 70. Pioneiro entre os que se pretendem auxiliares da vida familiar cristã, ele foi estudado nos lares por grupos e células, em escolas dominicais etc. Sua eficácia é comprovada.
image16. “O Jesus que Eu Nunca Conheci” — Philip Yancey [Vida]
Os anos 90 assistiram ao aparecimento de um dos mais argutos e estimulantes autores evangélicos de todos os tempos: o audaz Yancey, que começou a apontar para o paradigma emergente em livros como “Alma Sobrevivente”, “Descobrindo Deus nos Lugares mais Inesperados”, “Maravilhosa Graça”, “Rumores de Outro Mundo”, “Decepcionado com Deus” e tantos outros livros excelentes. E o mais conhecido e lido parece ser mesmo “O Jesus que Eu Nunca Conheci”.
image17. “O Discípulo” — Juan Carlos Ortiz [Betânia]
Poucos livros foram tão impactantes nos anos 70 quanto esta obra que, excepcionalmente, não vinha do mundo anglo-saxão, mas da Argentina. Por isso mesmo, Ortiz tinha uma outra linguagem, um discurso que convencia os jovens brasileiros da seriedade e do valor de se tornar mais do que um mero freqüentador de igrejas, um genuíno discípulo de Cristo.
image18. “Bom Dia, Espírito Santo” — Benny Hinn 
O neopentecostalismo brasileiro é, em grande parte, de inspiração norte-americana. Talvez o nome mais importante nesse processo seja o do “showman” evangélico Benny Hinn, que desde os anos 90 assombra os norte-americanos pela televisão com seus feitos espetaculares. Mesmo quem não o leu conhece sua influência no Brasil.
image19. “O Refúgio Secreto” — Corrie Ten Boom [Betânia]
O testemunho desta nobre senhora holandesa encantou também o Brasil, onde seu livro foi um grande sucesso nos anos 70. Suas aventuras durante a Segunda Guerra Mundial, sob o pano de fundo de sua educação em um lar cristão, são comoventes e inspiradoras.
image20. “A Autoridade do Crente” — Kenneth Hagin 
Hagin foi um divisor de águas no mundo evangélico, pois desde sua influência os crentes “tomam posse”, “determinam”, “amarram” e “exigem”. Uma nova forma de falar se fez presente, o que gerou muitas novas piadas também.
image21. “Entendes o que Lês?” — Fee e Stuart [Vida Nova]
Que bom que um livro sério como este foi tão lido e estudado no Brasil. Trata-se de um compêndio de hermenêutica bíblica sem complicações, em linguagem acessível, adotado por quase todos os seminários e estudado até mesmo nas EBD’s e pequenos grupos. Este livro fez muito pela educação bíblica dos evangélicos brasileiros.
image22. “Culpa e Graça” — Paul Tournier 
Não há, com raras exceções, psicólogo cristão que não considere este livro um fundamento e um marco do pensamento cristão. Mas ele não se limita a isso, tendo tido considerável influência na teologia evangélica brasileira nos anos 90, preparando nosso povo para o paradigma emergente do século 21.
image23. “Novos Líderes para Uma Nova Realidade” — Caio Fábio D’Araújo Filho 
Este opúsculo foi, se não o mais lido, certamente o mais importante dos numerosos livrinhos do pastor Caio Fábio, fenômeno de popularidade no Brasil nos anos 80 e 90, pastor midiático, influente, contundente, imitado, adorado e odiado. Caio nos ensinou a ver as coisas de outro jeito, e seu legado não vai desaparecer.
image24. “Vida Cristã Normal” (ou “Equilibrada”, na reedição) — Watchman Nee 
O controverso evangelista e autor chinês Nee teve muita influência nos anos 70 e 80, com sua visão mística do que significa ser um cristão evangélico conservador. Este livro foi seu maior sucesso, um comentário de Romanos, ainda que seu livro mais objetivo e claro seja “A Liberação do Espírito”.
image25. “É Proibido” — Ricardo Gondim [Mundo Cristão]
Gondim é um dos melhores e mais polêmicos autores evangélicos contemporâneos. Seus livros, como Eu Creio, Mas Tenho Dúvidas, O que os Evangélicos (Não) Falam, Orgulho de Ser Evangélico, são sempre interessantes. Nenhum, porém, foi tão influente e marcante como “É Proibido”, um verdadeiro libelo anti-legalista.

 26. “Conselheiro Capaz” — Jay Adams 
Adams era uma pessoa muito simpática. Sua escola de aconselhamento cristão é muito antipática. Diferentemente de Crabb, por exemplo, problemas emocionais têm origem fisiológica ou pecaminosa. Por isso, é preciso confrontar as pessoas e insistir na mudança do seu comportamento. Foi um sucesso nos anos 80. Haja behaviorismo!

27. “Quebrando Paradigmas” — Ed René Kivitz 
Este livro foi decisivo para que os evangélicos brasileiros começassem a enxergar a outra margem do rio, a margem pós-evangélica do paradigma emergente. Kivitz é um autor surpreendente e notável, de mente dinâmica e arejada, que propõe importantes rupturas e renovações, como em seu outro livro “Outra Espiritualidade”.
image 28. “O Amor Tem Que Ser Firme” — James Dobson 
O conhecido “Dr. Dobson” é pensador e autor de grandes qualidades e grandes defeitos. Seus livros, como “Educando Crianças Geniosas”, ajudam famílias e promovem uma espécie de teologia aplicada que merece atenção. Há, porém, muito que não se deveria levar a sério, já que vai contra o que há de mais consagrado na psicologia moderna.
image 29. “Supercrentes” — Paulo Romeiro 
O autor de “A Crise Evangélica” tem talento e tem algo a dizer. Seus textos, especialmente o famosos “Supercrentes”, têm apontado para os exageros e enganos de muitas posturas comuns no meio evangélico contemporâneo.

30. “Cristianismo e Política” — Robinson Cavalcanti 
Trata-se de um clássico. Este livro está nas origens de toda reflexão política evangélica. Robinson é importante por outras questões, como seus livros sobre sexualidade (“Uma Bênção Chamada Sexo”, “Sexualidade e Libertação”), mas sua contribuição permanente é o estímulo que deu à reflexão política evangélica.
image 31. “O Evangelho Maltrapilho” — Brennan Manning [Mundo Cristão]
Não há outro autor mais importante no meio evangélico nos últimos dez anos do que Brennan Manning. Seus livros devocionais, como “O Impostor que Vive em Mim”, “A Assinatura de Jesus”, “O Obstinado Amor de Deus”, estão transformando radicalmente a maneira como os evangélicos entendem a vida cristã. Eu fico muito grato.
image 32. “O Pastor Desnecessário” — Eugene Peterson [Mundo Cristão]
Peterson é muito estimado no meio evangélico brasileiro e um dos autores mais bem avaliados dos últimos tempos. Responsável por projetos como “The Message” (excelente paráfrase bíblica), tem nos galardoado com obras como “Corra com os Cavalos”, “A Oração que Deus Ouve”, “A Vocação Espiritual do Pastor”, “Transpondo Muralhas”, entre outros. Selecionei o que talvez seja o mais importante.
image 33. “Poder Através da Oração” — E. M. Bounds 
Nos anos 70, quando não havia ainda bons livros sobre oração, como o de Richard Foster ou o de Eugene Peterson, os livros de Bounds sobre oração circulavam de mão em mão, trazendo avivamento às igrejas. Hoje Bounds está quase esquecido. Quase.
image34. “Cristo é o Senhor” — Dionísio Pape 
No fim dos anos 60 e começo dos anos 70, o nome de Pape se destacava pela espiritualidade, profundidade e sucesso ministerial. Seu opúsculo “Cristo é o Senhor” levou muitos à consagração e ao ministério.
image 35. “O Caminho do Coração” — Ricardo Barbosa 
Barbosa (junto com Osmar Ludovico, James Houston e outros) é responsável pelo retorno ao interesse pela mística cristã em nosso país. Seus livros nos ensinam uma outra atitude não somente em relação à vida, mas também em relação à teologia. Uma atitude contemplativa.
image 36. “O Novo Testamento Interpretado” — R. N. Champlin [Hagnos]
Não privilegiei obras teológicas e comentários bíblicos nesta lista porque tais livros, em geral, não vendem bem e sua influência é pequena. Uma exceção precisava ser feita em relação ao favorito das bibliotecas. O empenho exaustivo de Champlin precisava ser lembrado, pois ainda vende bem e é o comentário primordial dos evangélicos.

37. “Icabode” — Rubem Martins Amorese [Ultimato]
Este livro pode não ter sido tão lido quanto é citado, mas definiu um novo tipo de reflexão cristã no Brasil, que propõe diálogo com a cultura em outro nível que não o da evangelização, e sim o da discussão de valores e princípios que podem levar nossa sociedade para um patamar melhor ou pior. É uma boa influência.
image 38. A Bíblia e o Futuro — Anthony Hoekema 
Este estudo do Apocalipse cresceu em importância no Brasil em uma época em que quase não havia obra que fizesse uma defesa do amilenismo, apesar dos pouco conhecidos esforços de Harald Schally. O livro provocou conversões em massa a partir dos anos 80, e a escatologia nunca mais foi a mesma no Brasil.
image 39. Cristianismo Puro e Simples — C. S. Lewis 
Também conhecido como “Mero Cristianismo”, a busca de Lewis pelo denominador comum da fé cristã impacta brasileiros desde os anos 70. Seleciono o livro simbolicamente, já que Lewis não poderia ficar de fora, seja por causa de “Os Quatro Amores”, “Milagres”, “Cartas do Inferno” ou “As Crônicas de Nárnia”.
image 40. “A Mensagem Secreta de Jesus” — Brian D. McLaren [Thomas Nelson]
Em 2007 o leitor evangélico brasileiro foi surpreendido por este livro do mesmo autor de “Uma Ortodoxia Generosa”. Fiquei admirado ao ver como todos passaram a conhecer e a comentar a obra de McLaren, que representa melhor do que ninguém o paradigma teológico evangélico emergente. Não dá pra não ler.

Ricardo Quadros Gouvêa é ministro presbiteriano e professor de teologia e de filosofia

Literatura Global

Não dá pra não ler:

Don Quijote de La Mancha – Cervantes

Sempre que alguém me pergunta qual o melhor livro que já li (uma pergunta idiota, claro) cito D. Quijote, ao qual devo muito, como meu proceder cavalheiresco quixotesco, meu humor satírico ou sacana, uma boa dose de insanidade e a falta de vergonha na cara.

O Anticristo maldição do Cristianismo – Nietzsche

Longe de ser uma biografia do Anticristo, Nietzsche destila toda a sua falta de adaptação à igreja e os pastores, a quem chega a taxar de niilistas. Devo a ele boa parte da minha apologética anti igrejacristã

. Assim Falava Zaratustra – Nietzsche

Pretendo ler mais umas cem vezes para ver se consigo captar o todo da obra e não só algumas coisas pontuais que consegui até agora, mas acredito no autor que elegeu essa a sua melhor obra.

Além do Bem e do Mal – Nietzsche

Essa a minha obra predileta dentre as do Nietzsche, uma ordem na desordem, bem ao meu feitio.

Ecce Homo – Nietzsche

Humano, Demasiado Humano – Nietzsche

A Arte de Amar – Eric Fromm

Sidarta – H. Hesse

Os Irmãos Karamazovi – Dostoievski

Memórias do Subsolo – Dostoieviski

Crime e Castigo – Dostoieviski

Guerra e Paz – Tolstoi

Hamlet – W. Shakespeare
O Aleph – J. L. Borges

O Conceito de Angústia – Kierkegaard

Anarquia e Cristianismo – Jacques Ellul
A Ética Protestante e o Esírito do Capitalismo – Weber

1984 – George Orwell
A Metamorfose – Kafka

Um Artista da Fome – Franz Kafka
Carta A Meu Pai – Franz Kafka

Eminência Parda – A. Huxley
O Livro do Desassossego – B. Soares (Pessoa)
Don Casmurro – M. Assis
O Senhor dos Anéis – Tolkien
Imitação de Cristo – T. de Kempis
A Vida de Cristo – Ernest Renan
A Pessoa de Cristo – Berkouwer
Discipulado – D. Bonhoeffer
Confissões de Santo Agostinho – Agostinho
Comentário da Carta aos Romanos – K. Barth
Comentário da Carta aos Gálatas – J. Calvino
Os Quatro Amores – C. S. Lewis
Nuven do Desconhecido
Contracultura Cristã – J. Stott
A Volta do Filho Pródigo – H. Nouwen
O Evangelho Maltrapilho – B. Manning
O Jesus que eu nunca conheci – Yancey
O Segredo do Amor Eterno – J. Powell

Por que tenho medo de dizer quem sou – J. Powell

Para viver em plenitude – J. Powell
Em Seus Passos o que faria Jesus – C. M. Sheldon
O Céu é o Limite – A. Grun
Aventura Espiritual – J. Guyon
Protestantismo e Repressão – R. Alves
Whith Christh in The School of Prayer – A. Murray
Mar Sem Fim – Amir Klink
Cristianismo e Política – Robinson Cavalcanti
A Vida de Cristo – James Stalker
A Política de Jesus– John Howard Yoder
Minha Vida e Minhas Idéias – Albert Schweitzer
Cristianismo Básico – John Stott

La Mission Cristiana Hoy – John Stott
Estágios da fé – James W. Fowler
Riqueza das Nações – Adam Smith
Ética – Spinoza
Da República – Cícero
Tróilo e Cressida – Shakespeare
Timão de Atenas – Shakespeare
As Alegres Comadres de Windsor – Shakespeare
A Megera Domada – Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão – Shakespeare
Hamlet – Shakespeare

Romeu e Julieta – Shakespeare
Do Contrato Social – Jean Jacques Rousseau

Huckleberry Finn, – Mark Twain

O Estrangeiro – A. Camus

A Peste – A. Camus

History of Western Philosophy – Bertrand Russell

Moby Dick – Herman Melville

A lista acima é uma tentativa de elaborar uma biblioteca básica para os interessados. Essa é a primeira leva, mas outros tantos serão acrescentados. Os comentários aos evangelicais, por enquanto, são de Ricardo Gouvea, embora ela nem saiba de nossa publicação. Acontece que, coincidentemente, eu havia lido 100% dos livros da lista dele e achei legal poupar-me do trabalho de re-escrever o que ele havia feito muito bem.

Também contém meu itinerário de leituras que, significativamente, começa com 1984 de George Orwell, o que aconteceu após as leituras de ginásio (onde passei por Don Casmurro, as intermináveis porcarias de José de Alencar e Fernando Sabino, Mario de Andrade, etc.) e segue com D. Quijote, etc. Cheguei a ter todos esses livros, mas acabei comendo muitos deles em tempos de precisão. Acalentava o sonho de, ao partir, deixar uma boa biblioteca para a família, mas os E-books chegaram para acabar com charme e a beleza da arte de ler. A lista está longe de estar completa e pretendo acrescentar muitos outros, aos poucos.

Os livros devocionais evangélicos de viés psicológico ou de auto-ajuda são os títulos que mais vendem. Dentre eles, alguns se destacam não só por serem campeões de vendagem, mas porque são os melhores do gênero. Crabb é o melhor autor do gênero e este é seu melhor livro, que impactou o nosso povo nos anos 90.

Ricardo Quadros Gouvêa é ministro presbiteriano e professor de teologia e de filosofia
Literatura Global

Não dá pra não ler:

Don Quijote de La Mancha – Cervantes

Sempre que alguém me pergunta qual o melhor livro que já li (uma pergunta idiota, claro) cito D. Quijote, ao qual devo muito, como meu proceder cavalheiresco quixotesco, meu humor satírico ou sacana, uma boa dose de insanidade e a falta de vergonha na cara.

O Anticristo maldição do Cristianismo – Nietzsche

Longe de ser uma biografia do Anticristo, Nietzsche destila toda a sua falta de adaptação à igreja e os pastores, a quem chega a taxar de niilistas. Devo a ele boa parte da minha apologética anti igrejacristã

. Assim Falava Zaratustra – Nietzsche

Pretendo ler mais umas cem vezes para ver se consigo captar o todo da obra e não só algumas coisas pontuais que consegui até agora, mas acredito no autor que elegeu essa a sua melhor obra.

Além do Bem e do Mal – Nietzsche

Essa a minha obra predileta dentre as do Nietzsche, uma ordem na desordem, bem ao meu feitio.

Ecce Homo – Nietzsche

Humano, Demasiado Humano – Nietzsche
A Arte de Amar – Eric Fromm
Sidarta – H. Hesse
Os Irmãos Karamazovi – Dostoievski

Memórias do Subsolo – Dostoieviski

Crime e Castigo – Dostoieviski

Guerra e Paz – Tolstoi
Hamlet – W. Shakespeare
O Aleph – J. L. Borges

O Conceito de Angústia – Kierkegaard

Anarquia e Cristianismo – Jacques Ellul
A Ética Protestante e o Esírito do Capitalismo – Weber

1984 – George Orwell
A Metamorfose – Kafka

Um Artista da Fome – Franz Kafka
Carta A Meu Pai – Franz Kafka

Eminência Parda – A. Huxley
O Livro do Desassossego – B. Soares (Pessoa)
Don Casmurro – M. Assis
O Senhor dos Anéis – Tolkien
Imitação de Cristo – T. de Kempis
A Vida de Cristo – Ernest Renan
A Pessoa de Cristo – Berkouwer
Discipulado – D. Bonhoeffer
Confissões de Santo Agostinho – Agostinho
Comentário da Carta aos Romanos – K. Barth
Comentário da Carta aos Gálatas – J. Calvino
Os Quatro Amores – C. S. Lewis
Nuven do Desconhecido
Contracultura Cristã – J. Stott
A Volta do Filho Pródigo – H. Nouwen
O Evangelho Maltrapilho – B. Manning
O Jesus que eu nunca conheci – Yancey
O Segredo do Amor Eterno – J. Powell

Por que tenho medo de dizer quem sou – J. Powell

Para viver em plenitude – J. Powell
Em Seus Passos o que faria Jesus – C. M. Sheldon
O Céu é o Limite – A. Grun
Aventura Espiritual – J. Guyon
Protestantismo e Repressão – R. Alves
Whith Christh in The School of Prayer – A. Murray
Mar Sem Fim – Amir Klink
Cristianismo e Política – Robinson Cavalcanti
A Vida de Cristo – James Stalker
A Política de Jesus- John Howard Yoder
Minha Vida e Minhas Idéias – Albert Schweitzer
Cristianismo Básico – John Stott

La Mission Cristiana Hoy – John Stott
Estágios da fé – James W. Fowler
Riqueza das Nações – Adam Smith
Ética – Spinoza
Da República – Cícero
Tróilo e Cressida – Shakespeare
Timão de Atenas – Shakespeare
As Alegres Comadres de Windsor – Shakespeare
A Megera Domada – Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão – Shakespeare
Hamlet – Shakespeare

Romeu e Julieta – Shakespeare
Do Contrato Social – Jean Jacques Rousseau

Huckleberry Finn, –  Mark Twain

O Estrangeiro – A. Camus

A Peste – A. Camus

History of Western Philosophy – Bertrand Russell

Moby Dick – Herman Melville

Você, também, poderá gostar de ver as indicações abaixo:

Os 100 livros essenciais da literatura mundial

Saiba o que é importante ler, de Homero a Machado de Assis, para entender a história da literatura

26/10/2011 17:29
Texto Almir de Freitas
Bravo

Foto: A redação da revista BRAVO! e colaboradores selecionaram os 100 livros mais importantes da literatura mundial

A redação da revista BRAVO! e colaboradores selecionaram os 100 livros mais importantes da literatura mundial

Jorge Luis Borges imaginou certa vez uma biblioteca que contivesse todos os livros do mundo – não apenas os existentes, mas também todos os possíveis. Mais: um único volume desse acervo fantástico ofereceria a chave de compreensão de todos os outros, permitindo que decifrássemos, afinal, o que somos. O texto, A Biblioteca de Babel, foi publicado no Brasil no livro Ficções, uma das 100 obras presentes na lista de 100 livros essenciais da literatura mundial. Esta lista, naturalmente, é mais modesta que o volume imaginado pelo escritor argentino, mas não deixa de ser ambiciosa na sua abrangência.

Para fazer a seleção, nos baseamos sobretudo nos estudos do crítico americano Harold Bloom, autor de O Cânone Ocidental e Gênio, além de rankings anteriores, como os da revista Time e da Modern Library, selo tradicional da editora americana Random House. No entanto, a decisão final coube à redação da revista BRAVO! e aos colaboradores especialmente convidados para este trabalho.

Uma lista tão reduzida como esta, diante de uma produção tão vasta, implicou escolhas difíceis já na seleção dos livros. Como conciliar a importância histórica com o apreço pessoal? Não há ciência que possa responder a questões como essa – nem é nossa intenção. A lista que aqui apresentamos tem por objetivo estimular os leitores a fazer as suas próprias. A partir dessas infinitas listas, que contam infinitas histórias pessoais, quem sabe não nos aproximamos um pouco mais, como imaginou Borges, de entender o que somos.

 

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