A Gruta do Lou

Teses sobre Fernando Haddad

Haddad-420x315 Teses sobre Fernando Haddad
“Introduzo o texto abaixo escrito pelo futuro Chanceller do Brasil, com as Teses sobre o Haddad. Creio ser de absoluta importância, em especial para os cristãos, com a finalidade de prepará-los e alertá-los para o os objetivos nocivos dos comunistas presentes no Brasil. Recentemente, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, vinculado ao PT, foi derrotado na pleito para a eleição do próximo presidente. A plataforma dele seria o extermínio compulsório de igrejas, imaginando ser essa a forma de liquidar os fiéis, na melhor das hipóteses, em minha opinião. Abaixo você poderá descobrir as intenções desse individuo em relação à religião, caso ele viesse a ser presidente do nosso país”. 
Ernesto AraújoEscolhido Ministro das Relações Exteriores pelo presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro

 

Em 1998, o então professor de Ciência Política da USP Fernando Haddad publicou, na revista Estudos Avançados, um breve texto intitulado “Teses sobre Karl Marx”. N verdade consiste em observações sobre o projeto marxista, ou “socialista” para usar a designação empregada ali pelo professor Haddad (por algum motivo, “socialismo” soa melhor aos ouvidos brasileiros do que “marxismo” ou “comunismo”, que é do que ali se trata). O título e estrutura do texto fazem referência às famosas “Teses sobre Feuerbach”, que Karl Marx publicou em 1845 e que – também em número de 11, assim como as teses de Haddad – são consideradas o resumo da visão de mundo e plano de ação que Marx inaugurou.
Dando continuidade, digamos, a essa linha, apresento a seguir algumas teses (onde utilizarei “socialismo” como sinônimo de marxismo e comunismo, tal qual Haddad). Só que não consegui ficar em 11. São 17.
Teses sobre Fernando Haddad
I
O socialismo já não se exerce prioritariamente no campo econômico, mas sobretudo no campo cultural, através do qual pretende assumir o poder político, que por sua vez proporciona o poder econômico.
II
O socialismo se metamorfoseia continuamente e transforma-se por vezes no contrário do seu desenho original, permanecendo, contudo, sempre fiel à sua misteriosa essência.
III
A essência do socialismo coincide com o “Mysterium Iniquitatis”, o mistério do mal, de que fala São Paulo na II Epístola aos Tessalonicenses. No original grego é o “Mysterion tes Anomías”, onde essa “anomia” evoca tanto a ausência de lei, o desregramento completo, quanto a ausência de nações, já que nomos pode significar uma terra politicamente estruturada. Assim o mistério da anomia significa a dissolução completa de toda ordem e estrutura do cosmo criado, cujo eixo central é a ligação entre o homem e Deus.
IV
O objetivo do socialismo não é combater a pobreza – nem a pobreza material, nem a pobreza de espírito. Ao contrário do que diz a tese III de Haddad, segundo o qual “os socialistas querem erradicar do mundo a pobreza de espírito”, na verdade os socialistas querem erradicar do mundo o espírito. E, como a matéria não faz sentido senão sob o sopro do espírito, querem erradicar também a matéria. O socialismo não é nem materialista nem espiritualista. O socialismo quer erradicar a criação divina.
V
O socialismo quer extinguir a história e liquidar qualquer contradição. Justamente a contradição, pois é ela que dá vida ao pensamento e sustenta a aventura humana. O universo sem contradição é o universo sem pensamento e sem vida, objetivo do socialismo. A contradição entre homem e natureza só pode ser abolida por um gesto totalitário, que escraviza a ambos. A liberdade humana só é possível em sua perplexidade diante da natureza. A liberdade da natureza só é possível quando iluminada pelo olhar humano.
VI
O socialismo é o cinismo, com o objetivo de enlouquecer os homens e destruir sua faculdade de pensamento. A tese V de Haddad, por exemplo, diz que “o socialismo é a exuberância dos indivíduos de uma vez por todos libertos dos valores prescritos”. A esquerda socialista hoje constitui-se numa permanente prescrição de valores, administrados pela casta sacerdotal da grande mídia, cujos integrantes vivem em torno de um buraco fumegante do qual, cada dia, emana um oráculo, que eles imediatamente repetem pelo mundo – e no dia seguinte repetirão o novo oráculo, mesmo que este diga o oposto do que o oráculo da véspera. O socialismo, ao obrigar diariamente seus adeptos e escravos a repetirem coisas flagrantemente contrárias à realidade e incompatíveis entre si, enlouquece-os.
VII
O socialismo quer destruir a identidade de todos os povos da terra. O socialismo, sob a forma atual do globalismo, quer impor o culto à “diferença” e ao mesmo tempo o culto à “igualdade”. Ambos, embora incompatíveis, convergem para destruir a nação, o povo, a comunidade viva. A afirmar que “o socialismo é (…) o desentrave do processo de formação de uma comunidade internacional que preserva as diferenças entre os povos”, Haddad mostra que o real objetivo é o oposto, uma vez que, na prática do globalismo, o culto à diferença somente é utilizado para impedir qualquer povo de manter a sua própria identidade nacional. O socialismo não é desentrave de nada, o socialismo é o entrave da nação.
VIII
O socialismo percebeu que o consumismo é o melhor caminho para o comunismo. O socialismo capturou a globalização econômica, com seu potencial de apagar fronteiras e destruir identidades, e passou a pilotá-lo para os seus próprios fins.
IX
O socialismo é um programa de controle psíquico. O socialismo admite que seu campo de ação é o ser humano e seu objetivo é transformá-lo. Transformá-lo em quê? O ser humano acaso deu autorização ao socialismo para ser transformado? E o que é tal “transformação do mundo” para a qual é necessário transformar o homem? Para onde vai? Quem a determinou? A elite intelectual socialista, evidentemente. Só ela sabe em quê vai transformar o mundo, em quê vai transformar o homem. Por isso diz Haddad, em sua tese VIII, que para transformar o mundo é preciso transformar os homens, e para transformar os homens é preciso um “salto psicoterapêutico”. Um salto para onde? Para dentro de um abismo em chamas, no qual o homem, enlouquecido pela “psicoterapia” socialista, se joga achando que está caindo numa piscina de justiça e igualdade.
X
O socialismo é uma máquina de transformar virtude em terror. O socialismo apanha causas e conceitos legítimos, instala-se em seu ventre, escraviza-os, suga toda a sua energia e, como o monstro do filme “Alien”, um dia finalmente irrompe com sua cara feroz e horrenda. Esse é o caso da democracia. O socialismo diz, na tese VIII de Haddad, que pretende destruir a “dominação orquestrada democraticamente”. Isso significa: quer usar a democracia para chegar ao poder e em seguida destruí-la.
XI
Segundo a tese IX de Haddad, “o lógico é tão-somente o histórico que se impôs”. Para o socialismo, portanto, não há uma lógica independente da força bruta. Toda a lógica está submetida ao processo histórico e se sujeita a quem conquista e exercita o poder. Não há no socialismo, portanto, nenhum espaço para o logos, a razão humana, essa maravilha que é a linguagem e que permite ao homem comunicar-se com o cosmo e com Deus. A lógica é ditada por quem tem o poder – desde que sejam os socialistas, evidentemente, pois se atribuem o monopólio do processo histórico. Quando essa lógica do poder socialista disser que escravidão agora se chama liberdade, você tem que aceitar.
XII
O socialismo sempre constrói aquilo que condena. Marcuse condenou o homem unidimensional, vem o globalismo socialista e cria o homem unidimensional. Foucault denunciou o biopoder, vem o globalismo socialista e institui o poder do estado sobre o que há de mais biológico, a definição do gênero. Todos os socialistas denunciam a “fantasmagoria” da ideologia burguesa, vem o socialismo e institui um mundo de fantasmas, atores estereotipados como “a mulher”, “o negro”, “o homem branco”, “o fascista”, que vivem em conflito num teatro de sombras onde não há realidade nem lei, mas apenas “valores” que a elite socialista administra arbitrariamente, pois sempre encontrará um valor para condenar seus adversários e um outro valor – ou talvez o mesmo, não importa – para absolver e enriquecer seus amigos.
XIII
O socialismo é uma anti-alquimia, uma alquimia do mal, que vai mexendo na alma humana e humilhando-a tanto, tanto, passando-a por ácidos e fervuras e rupturas de toda sorte por tanto tempo que, um dia, espera ver aparecer a pedra do mal, que destruirá o coração humano, onde radica o poder de Deus, que é o amor (ver a tese IV de Marx).
XIV
O socialismo perverte o homem a tal ponto que ele já não sabe quem é e perde a vontade de ser, pois o socialismo lhe ensinou a olhar para todos os lados e nunca ver nenhuma realidade boa, pura ou justa, ensinou-a substituir a realidade pelos nomes e os nomes pela loucura. O socialismo perverte o senso de justiça do ser humano, perverte a lealdade ao grupo, o orgulho do que se é, a ligação com o passado, perverte a família (com o simples uso do adjetivo “patriarcal”), perverte o milagre da concepção com a ideologia do aborto, perverte o sexo com a ideologia de gênero e o feminismo, a ponto de acabar com o prazer e a alegria do sexo, perverte a fé cristã transformando-a numa pregação político-eleitoral. O socialismo amarra o homem em mil cordas e correntes de seu próprio pensamento desvirtuado e joga a chave fora.
XV
O socialismo sempre te persegue. O socialismo nunca te deixa em paz. Quando você acha que o socialismo ficou lá fora, lá no coletivismo por exemplo, e você entra, ainda ofegante da fuga, dentro do individualismo, fecha a porta e respira aliviado pensando “enfim me livrei do socialismo”, de repente você ouve às suas costas, como num filme de terror, a voz do socialismo dizendo: “eu estou aqui dentro, eu sou o ‘desentrave definitivo do processo de individuação’ como diz Fernando Haddad em sua tese V, e eu vou te pegar”. Você nunca escapará. Se você acha que o socialismo ficou no materialismo e tenta refugiar-se no espírito, você escuta a voz de Haddad dizendo que “os socialistas querem erradicar do mundo a pobreza de espírito”. Deixem o espírito em paz! Mas não deixam. Quando você tenta fugir do deserto sem alma da globalização revalorizando o sentimento nacional, vem o socialismo e te arranca para fora te xingando de xenófobo. Deixem a nação em paz! Mas não deixam.
XVI
Na tese VI de Marx, diz ele que a essência humana está nas relações sociais. Ora, se é assim então não existe essência humana. Você não tem a si mesmo dentro de si e só existe em função dos outros – mas os outros tampouco existem em si mesmos. Ninguém existe de maneira livre, só existem as relações sociais que são administradas pela elite socialista que detém o poder. O socialismo te diz: “você não existe, você é as relações sociais, e sou em quem diz o que são as relações sociais, portanto sou eu que digo quem você é”.
XVII
O marxismo é um projeto para destruir o cristianismo, não o capitalismo. O capitalismo é visto por Marx simplesmente como um meio capaz de acelerar, pela desagregação que promove na sociedade tradicional, seu projeto anticristão. As 11 teses de Marx, centrais na sua obra, se referem especificamente ao livro de Feuerbach “A Essência do Cristianismo”, que Marx considerou uma crítica fundamental, mas incompleta, do cristianismo. O marxismo nasce da percepção de Marx de que Feuerbach não tinha ido longe o suficiente. Veja-se o final da tese IV de Marx: “Depois que a família terrena é descoberta como o segredo da sagrada família, aquela precisa agora ser aniquilada na teoria e na prática.” Ou seja, a família humana é o segredo da sagrada família, na qual nasceu o salvador. O homem é o segredo de Deus. A tarefa então é aniquilar a família humana, destruir o homem, para poder aniquilar o salvador que é Deus. Isto não está em alguma nota de pé de página ou em algum rascunho de Marx, está no centro do texto que os marxistas consideram a essência de sua obra. Esse é o marxismo ou o socialismo que, com Haddad, pretende tomar o Brasil.
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