A Gruta do Lou

O futuro da Igreja Cristã no Brasil

100218_0449_OfuturodaIg1 O futuro da Igreja Cristã no Brasil

O comunismo (ou outro inimigo) nunca chegará aqui. Não?

O futuro da Igreja Cristã no Brasil deveria ser uma preocupação para seus membros. Creio caber a cada um essa resposta. De começo, se você não sabe ao certo a definição de comunismo e/ou socialismo, seria bom dar uma olhada nisso. Nem se for uma pesquisa rápida na Wikipédia – Google

Em 1979, estive na Albânia por duas semanas. O país é pequeno, bem pequeno, e naquela época, havia uma população de três e meio milhão de pessoas. Os albaneses implantaram um regime denominado marxismo-leninismo na década de quarenta no século passado.

Viajei com um irmão da igreja, o Carlos. Mas chegamos lá e encontramos mais quatro missionários, duas inglesas, um holandês e um norte-americano (esse eu conheci antes da viagem)

Nosso objetivo cumpriu-se completamente. Com base na história de Jericó, na Bíblia, onde o povo andou em volta das muralhas inexpugnáveis, as trombetas tocaram e as muralhas caíram. Esse era o nosso plano também, andamos por todo o país, orando e pouco tempo depois o regime marxista-leninista de Enver Hoxa caiu.

Contratado pela Open Doors Mission

Quando voltei para casa, fomos convidados a trabalhar na Open Doors Mission (Missão Portas Abertas). O Dr. Dale W. Kietzman nos convidou pois entendeu o valor do meu trabalho na Albânia e a chance de poder contar com um missionário com a nossa. O Carlos foi acomodado em pesquisa, enquanto eu fui para o marketing, mais especificamente, captar recursos.

Na verdade, a razão de eu ter ido à Albânia foi o desafio feito pelo Irmão André, autor do livro O Contrabandista de Deus, ou seja, segundo o André, a Albânia era o maior desafio na luta pela liberdade religiosa. Eles diziam: “Somos o único país da Terra onde todas as pessoas são ateias e o país: o único declarado o primeiro país ateu do planeta”.

Trabalhei duro na missão, nessa época. Visitando igrejas todos os santos dias dos fins de semana, em pouco tempo, aumentei o número de contribuintes de 50 para 1500. Mas isso não era lá um grande mérito. Havia lido todos os livros do Irmão André, sobretudo o “Contrabandista de Deus” e assisti às palestras dele em igrejas brasileiras.

Entendi o propósito e nunca foi captar dinheiro como um objetivo primeiro. O irmão André sempre quis restabelecer a liberdade religiosa e a liberdade daqueles povos atrás da cortina de ferro proibidos de exercer sua fé.

Quando ele visitou aqueles países, desde as primeiras vezes, ficou claro para ele qual seria o melhor método para manter a chama acesa e, se possível, aumentar o fogo espiritual dos cristãos e, para tanto, ele entendeu a estratégia dada por Deus, ou seja, levar Bíblias para aqueles irmãos, apesar das proibições daqueles ditadores e suas polícias.

Em 1989 o muro de Berlim caiu e com ele caiu toda a “Cortina de Ferro”. Os países desmembrados da URSS voltaram a sua identidade inicial e hoje, está tudo no lugar outra vez. Mas não podemos nos esquece o culto disso, ou seja, milhares de vidas perdidas nessa caminhada. O Irmão André fez algo possível em suas possibilidade, na verdade, foi sempre além disso. Talvez você não pense como eu, mas não me surpreenderá se algum dia alguém disser: O Irmão André com poucos abnegados derrubou a URSS atirando bíblias.

Então comecei a olhar para o nosso Brasil, naquele começo da década de oitenta, lembrando da intentona comunista em 1935 e da tomada do poder pelos militares em 1964. Observei com certo medo, principalmente quando as forças policiais iam para cima dos estudantes no centro das cidades com toda truculência e do outro lado via a provocação e a intenção de jogar o povo contra os militares.

 Vi, principalmente, aquela intransigência daqueles milhares de jovens com bandeiras vermelhas para com os símbolos cristãos. Embora na década de oitenta, podia ver o monstro, embora em silencio, mas vivo e com aquele olhar de quem espera a hora para voltar a atacar.

De uma forma pueril, comecei a conversar com o pessoal da nossa base brasileira, se não seria o caso de começarmos a trabalhar as igrejas, em princípio os cristãos para uma preparação caso houvesse alguma mudança importante e ameaçadora à liberdade religiosa, especialmente ao culto a Deus, via Jesus Cristo.

A maioria dos colegas tratou de me desanimar com argumentos otimistas do tipo, isso não acontecerá aqui jamais. Burro eu não me dar conta, aquele aperto em meu peito vinha do Espírito, mas só agora estou completamente convencido. Estamos correndo riscos seríssimos de perdermos a nossa liberdade de cultuar nosso Deus, de portar e muito menos ler nossas Bíblias e o pior, correr o risco de morte por tudo isso. Assim aconteceu atrás da cortina de ferro, de bambu, no Laos, Camboja, Vietnã, Cuba, Coreia do Norte, etc.

Só uma pessoa da Open Doors Mission me deu ouvidos. Quando falei com o Dr. Dale, ele me disse para ficar de olhos abertos e coletasse evidências. Ele voltava ao Brasil de quando em quando, primeiro porque uma das filhas dele morava em São Paulo e depois porque ele era o nosso chefe na ODI, passava algum tempo conosco.

Na próxima vinda ele me trouxe um material cujo nome era “More Than Coquerous” e eu adaptei para “Mais que Vencedores” sem maiores interesses. Parte do material havia sido colhido aqui e pelo pessoal voltado para Colômbia e México. Então foi organizado em um seminário a ser levado às igrejas e grupos cristãos. Mal comecei o trabalho e fui defenestrado da missão. Até hoje não sei a razão exata disso, mas suspeito desse meu interesse ter sido a causa.

O Dr. Dale W. Kietzman continuou meu amigo e trocamos correspondências até bem perto de seu falecimento. No último E-mail ele ainda me aconselhou a continuar como consultor de ONGs, na área de Desenvolvimento (comunicação e fundraising).

Há dois ou três anos, resolvi tirar esse seminário do arquivo morto e disponibilizá-lo para preparar o pessoal para dias difíceis. Montei uma fan page no Facebook com o mesmo nome “Mais que Vencedores” e escrevi a respeito esperando uma avalanche de convites para fazer esse seminário nas igrejas. Sabe quantos convites recebi até hoje? E era de graça. Se pusesse preço seriam capazes de … deixa pra lá.

Enfim, continua lá. Quando o pessoal começar a ficar com medo e se dar conta de não estar preparado para enfrentar o que vem por aí, começaremos. Tudo tem seu tempo. Gostaria de ajudar, mas estou ficando véi, as palavras já demoram um pouco para aparecer, nomes de artistas de filmes antigos, às vezes nem chegam a aparecer. Mas por enquanto ainda dou conta, com calma chego lá.

Só para arrematar, um tempo atrás, talvez uns dois anos, incentivado por um pastor amigo, fui conversar com o atual secretário executivo, agora chamado diretor executivo ou algo mais pomposo, lá no escritório da Missão Portas Abertas. Fiquei com a impressão de estar em um banco, ou uma fundação ligada a alguma grande indústria, sei lá. Não tinha cara de missão e o papo foi péssimo. Sabe quando dois gatos inimigos se encontram e os pelos eriçam, foi mais ou menos isso, só não foi pior porque os dois entenderam ser melhor encurtar o papo.

Os seguidores da Sharia também acalentam o objetivo de exterminar os cristãos da face da Terra.  Nas últimas eleições presidenciais no Brasil, o candidato perdedor tinha em seus objetivos eliminar a igreja cristã do nosso território. Deus nos livrou dessa vez, nos dando mais um tempo para nos preparar. Vamos aproveitar? 

Enquanto isso, estamos correndo um risco inimaginável. Quem viu as ultimas manifestações contrárias ao Bolsonaro, viu qual é o verdadeiro inimigo dessa gente. Né?

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