A Gruta do Lou

Escravidão Pós Moderna

 

Meu amigo pastor em Azaré acaba de me ligar. Seu dilema atual é relacionado ao filme “Fé de mais demais não Cheira Mal bem” e o método da Igreja Universal, copiado por vários descendentes da mesma Igreja, de um lado e a Igreja Ética de outro. Acontece que a escolha deve estar em sintonia com o público sustentador. No caso, a expectativa do público daquela magna Igreja é de Milagres, Autoridade e Poder e não de exposição Bíblica, narrativas fiéis e essas bobagens.

Claro que esse não é o caso das Igrejas do Morumbi e da Zona Oeste. Nesses lugares as pessoas se contentam com debates onde se pratica a velha masturbação intelectual, exposições bíblicas corretas e muita ética das castas superiores.

Depois de falar com ele, olhei para meu umbigo e vi a minha própria hipocrisia. Para defender sua convicção honesta, ética e honrada é preciso uma boa conta bancária, daquelas capazes de mover o gerente da agência dele até sua casa ou escritório a fim de lhe oferecer seus melhores produtos e vantagens. Se você, como eu, tem que ir ao gerente de sua conta, sentar no banco dos desesperados para aguardar ele dizer um sonoro “não” ao infeliz atendido na sua frente, esqueça. Você é só mais um competidor na corrida dos ratos, onde quem pode mais chora menos.

E a fé pastor, o que faço com ela?

Se você tiver fé, o que eu duvido com todas as minhas forças, então você é um dos privilegiados com força suficiente para escapar dessa roda da desesperança. Apesar que, alguns sem fé conseguiram escapar. Foram bem preparados por seus pais ou pelos pais de algum amigo e venceram sob a tutela da sabedoria. Há até quem tenha encontrado seu próprio caminho nos livros e no auto esforço. A fé não foi feita para livrar-nos do sistema escravizante criado pelo próprio ser humano com a finalidade de escravizar seus semelhantes. Nós nunca deveríamos ter nos deixado enredar. Isso é fé. Por isso o excomungado do Paulo vivia repetindo a frase da Habacuque: O Justo viverá pela fé. Para isso o caminho foi dado por Jesus Cristo: Necessário será nascer de novo.morcego-12 Escravidão Pós Moderna

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7 thoughts on “Escravidão Pós Moderna

  1. Sei não…quando esse pastor de Azaré liga pra você,
    eu fico com a pulga atras da orelha…eu começo lembrar da sua última visita em Azaré…pensa bem, não se arrisque a pagar todos aqueles micos novamente…
    eu não confio naquele povo.

    Duas observações: 1) Gato escaldado tem medo de água quente. 2) Sou tolo o suficiente para esquecer ofensas.

  2. Ai Lulão, ó, fica chateado não mas…não entendi não…Digamos que eu entendi os parágrafos, mas não entendi a amarração. Faz um desenho aí pra bete, faz…

    Fácil! A resposta está em Lucas 16, ou seja, só se dá bem nesse mundo quem a ele pertence, como as igrejas do Morumbi, seguidoras de Warren e Hybels, a Universal e seus filhotes e quem tem garrafa vazia de monte para vender. Essa gente vê a miséria nas telas de seus notebooks. Entretanto, a Bíblia insiste em classificá-los como os verdadeiros escravos.

  3. Num mundo de valores desgraçados (= sem graça nenhuma), onde vale quem vence, é complicado o cara escutar de bom grado a idéia de que o rapaz que era o próprio rosto de um deus bondoso foi derrotado, estraçalhado numa cruz e ouvir ainda que a pessoa que se admirar das idéias dele e quiser fazer a mesma coisa, muito provavelmente vai terminar de modo semelhante. Daí pegaram a coisa da ressurreição e a transformaram em discurso de vitória, quando, parece, a intenção era a de acabar com a idéia mesma de “vitória x derrota”. Tô semeando onde passo o que o Wayne Meeks propõe como slogan do cristão: “Viver alegremente num mundo desagradável”.Devo fazer umas camisetas pra vender nas portas da IURD?

    Sem dúvida. Faça as camiseta para ontem. Meu! Quando narrei a vida de Jesus até sua morte na cruz e não disse um “A”, sequer, sobre a ressurreição, corri sério risco de morte e os ouvintes eram jovens cristãos evangélicos. Sou, absolutamente, compulsivo com a cruz e a morte de Cristo. Sabe aquele lance de nem querer olhar pela janela quando se está acima do décimo andar, por temer o prazer de jogar-se de lá? Pois é, sinto enorme prazer em narrar aquele horror todo. É o meu mestre, o Senhor Jesus desferindo o golpe mortal na culpa, no pecado e no devorador. Bom, quanto ao custo… Tudo que é bom custa caro, mesmo.

  4. Cara, alguma coisa contra masturbação intelectual?

    E na secretária eletrônica o recado: Tudo isso te darei, comida na mesa e plano de saúde, se prostrado adorares nas Grandes Igrejas de que falas mal.

    A masturbação intelectual praticada por quatro caras bem sucedidos e diante de uma considerável platéia, tendo como ponto de partida A Cabana do Young, é insuportável. Aguça toda a minha inveja e outros sentimentos baixos. Agora, adorar nessas igrejas que vivo avacalhando pressupõe sucesso, vitória e todas aquelas coisas que pessoas não freqüentadoras de lugares suspeitos como uma Gruta ou que esperam para adquirir seus víveres na Bacia das Almas não dispõem. Veja o caso do Volney, apesar de grutense de carteirinha não pode se expor aqui, sob risco de ser excomungado. Sem falar em dezenas de outros, cujos rostos e nomes nem sabemos. 🙂

    Ops: Em tempo, a resposta óbvia seria: não tenho nada contra a MI, a não ser que, neste caso, os praticantes de tal atrocidade estariam caminhando, a passos largos, para o inferno. E, claro, todo mundo a chama de “Masturbação Mental”, agora isso não faz sentido, faz? Mas desejei ser menos óbvio.

  5. “Nunca deveríamos nos ter deixado enredar”, mas quem de nós, principalmente eu, não deu umas escorregadas feias? Falta de fé. Pensei que tivesse esperança, (nem isso) mas acho que me encontro na roda dos desesperançados. E eu tenho me dado tão mal…

    Ah!Parabéns às mamães!!


    Jesus era da opinião que ninguém deve ficar nessa roda.

  6. E Jesus tinha razão.Acho que tenho me dado tão mal,por estar nela,(na roda dos desesperançados).Mas quem de nós nunca ficou,atire a primeira pedra…

    Ficamos mal porque tememos a solidão. Não estar com alguém nos enche de medo e nos fragiliza. Pura bobagem.

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