A Gruta do Lou

Missão Salvação Cristã

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Meu chamado, e hoje em dia não é mais assim o funcionamento para entrar no trabalho eclesiástico ou religiosos, foi diferente. Pessoal jovem, já inscrito em algum treinamento teológico, esperava chamado para o ministério pastoral.

Comigo não, meu primeiro encanto (ou chamado) veio durante a leitura de um livro cujo título é “O Contrabandista de Deus”. O autor fora chamado para dar apoio às Igrejas existentes atrás da Cortina de Ferro. Eram os tempos da U. R. S. S. (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e sob esse manto as Igrejas de todos os ritos não tinham vida fácil. Com as Igrejas cristãs não foi diferente, além da dificuldade em manterem-se vivas, a perseguição não foi brincadeira, ao contrário, pastores e religiosos de todos os jeitos foram para a prisão e muitos perderam suas vidas.

Depois de algum tempo trabalhando nessa área o Irmão André (o autor do livro citado) ele cunhou dois nomes: 1) batizou de Igrejas Perseguidas aqueles trabalhos. 2) Missão Portas Abertas – Esse nome surgiu porque, diferente dos outros cristãos do lado de cá da Cortina de Ferro conformados da impossibilidade de alcançar as Igrejas e os cristãos do lado de lá, o Irmão André foi convencido do contrário, ou seja, para ele era perfeitamente possível atravessar as fronteiras da Cortina de Ferro e dar apoio aos irmãos perseguidos lá.

Enquanto lia o livro, via a menção de André para a Albânia, na época, considerada por ele a nação marxista leninista mais impenetrável para pastores e evangelistas. Sem maiores delongas, orei ali mesmo me dispondo a fazer esse trabalho, apesar de todas as minhas limitações. Pouco tempo depois, estava na Albânia. Após nossa ida (estivemos lá com uma equipe de seis missionários, estranhamente formada espontaneamente pela nossa presença lá, na mesma época) outros missionários também foram levantados e, pouco tempo depois, a Igreja Cristã protestante renasceu naquele país, enquanto o marxismo foi vencido. Depois disso, entrei para a organização fundada pelo Irmão André, na recém inaugurada base brasileira. Trabalhei lá em três oportunidades, a última vez em 1991.

Contribuiu para essa postura dos líderes do comunismo soviético as ideias de Marx, Angels (os mentores intelectuais) e Lenin (o implantador do regime soviético, a partir de Moscou), dentre outros, a partir da famosa frase de Marx conhecida por você e eu: “A religião é o ópio do povo”. Lenin comprou a ideia junto com a crença de convencer através da violência. Costumava dizer: “É no caos onde colhemos a revolução!” Ele estava plenamente consciente da necessidade de solapar as colunas da sociedade (Igreja, família, mídia, escola e governo) a fim de construir sua nova sociedade sobre outros pilares.

Assim foi até 1989, quando o muro de Berlin caiu e com ele a U.R.S.S., com mais de 200 milhões de mortos (esse dado me foi fornecido por um deputado russo, membro do politiburro, através de um vídeo gravado em um de seus discursos nessa assembleia), muitos países limítrofes assimilados pela Rússia, igrejas destruídas e proibidas de cultuar livremente, famílias vituperadas e obrigadas a juntar-se com estranhos sob o mesmo teto, jornais destruídos dando lugar aos pasquins do partido, escolas absolutamente cooptadas para ensinar princípios comunistas e o trabalho como uma obrigação de estado, sem mais nenhuma empresa privada, só as estatais, onde os trabalhadores pareciam muito mais escravos.

Após a da Revolução Russa em 1917, surgiu um escritor italiano chamado Antonio Gramsci, devoto de Marx e Lenin entre outros. Preso em 1926 por praticar subversão, escreveu “Cadernos do cárcere” onde concebe um outro tipo de revolução, ao invés da revolução violenta a revolução intelectual. Tentaram esse plano em vários países, sobretudo os europeus, mas não funcionou. Gramsci foi solto em 1936 por estar muito doente e morreu em 1937.

A receita de Gramsci para a igreja católica é:

A Igreja Católica deveria ser lembrada por suas falhas, como a pedofilia, a riqueza e o alinhamento com a aristocracia. Não se deveria falar nas suas qualidades, como as modelares instituições de ensino e caridade. Os padres “socialistas” deveriam ser tratados como santos, exaltados como portadores de todas as virtudes. As minorias deveriam ser despertadas para a marginalização a que foram sujeitas e seriam chamadas à vingança contra a dominação burguesa, fossem minorias raciais, étnicas ou sexuais”.

“O sociólogo Max Weber, em seu livro ‘A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” deixa claro o fato do protestantismo levar na sua esteira o capitalismo para todos os países e/ou povos onde obteve a liderança religiosa. O contrário também é verdadeiro, a Igreja Católica levou o pobreza em sua esteira para todos os países e seus povos.”

Infelizmente a notícia não é boa para os brasileiros. Os ativistas do Foro São Paulo conseguiram infiltrar-se em todos os segmentos considerados colunas da sociedade, inclusive a igreja protestante e/ou evangélica, galgando os objetivos e pressupostos comunistas. Já estavam com tudo nas mãos mas, felizmente, houve um retrocesso com a queda do governo comunista do PT e a prisão de Lula. Atualmente lutam desesperadamente para recuperar o tempo perdido.

Sendo assim, é preciso entender e acreditar ser esse tempo uma dádiva divina para recuperar a Igreja Protestante e/ou evangélica brasileira.

Quando saí da Missão Portas Abertas pela última vez, tinha em meu coração o desejo de exercer aquele ministério no Brasil e fiquei muito triste com minha saída. Durante todo o tempo lá, insistia em pesquisar a questão perseguição às Igrejas brasileiras, ao menos, mas nunca fui ouvido. A MPA no Brasil só trabalhava e ainda o faz, para Igrejas Perseguidas em outros países. Engraçado é, ali pertinho o inimigo começava a colocar as asas para fora. Pelo andar da carruagem, a MPA já foi contaminada pelas ideias Gramscianas, em nossos dias.

Portanto, faço desse post um documento de compromisso com nosso Deus, de trabalhar pelo remanescente dos cristãos comprometidos com Jesus Cristo, pelo resgate dos contaminados e no fim, a salvação dos cristãos brasileiros, quiçá da América do Sul e África, na mesma situação.

 

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