A Gruta do Lou

Imprudência dos pobres, descaso das autoridades ou as duas coisas?

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As “bombas” estavam postas e era só uma questão de tempo. Quem falou que não temos um Word Trade Center, também? Foi menos, mas foi. Agora só faltam os outros cento e cinquenta caírem e passamos os americanos do Norte.

Independente da evidente opção das bucólicas esquerdas existentes por aqui pela “estratégia” (sic) de tomar casas e apartamentos vazios de brasileiros que os compraram com grandes sacrifícios ou dos que optaram pelo ramo imobiliário de trabalho e doá-los aos brasileiros sem teto, sem emprego e repletos de filhos, não me parece algo sensato, nem aqui e nem na China.

Estou convencido de que aos governos cabe construir e administrar reservas de imóveis para fazer uma política de moradia equilibrada. De todos os presidentes, governadores e prefeitos de nosso tempo republicano (toss, toss, toss…) só um deles tinha um plano de construir, mas não eram moradias, era uma cidade e nela haveria moradias. No fim construiu duas, Belo Horizonte e Brasília e só. Se fosse eu, já teria construido quantas novas cidades fossem necessárias, diria um verdadeiro estadista, capaz de se indignar com gente morando em prédios velhos e abandonados, transformados em cortiços.

Dito isso, tenha o prédio incendiado e demolido por acaso, devido ao péssimo estado de conservação e sem nenhuma vocação para moradia ou de forma criminosa, no centro velho de São Paulo, vejo nisso um problema anterior à questão da moradia.

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Nosso país é formado por um povo que adora cultivar problemas sociais e seus políticos refletem isso muito bem. Lembro do finado e tido como o maior demagogo da paróquia o tal de Franco Montoro emplacou um dos primeiros projetos assistencialistas no Congresso, o Salário Família (5% de um salário mínimo por cada filho).

Depois do Montoro e seu “zelo” pelas famílias brasileiras vieram muitos outros projetos tão ou mais assistencialistas, chegando ao famigerado Bolsa Família, que o Temer acaba de aumentar e muitos citam como a maior projeto de transferência de renda aos mais pobres, mais uma falácia bem brasileira, como sempre.

O resultado, de Montoro ao Nine, o resultado foi um inusitado crescimento populacional do pior lado, ou seja, no lado onde estão as famílias com menos (ou nenhuma) condição de colocar filhos nesse mundo de Deus. Falar em planejamento familiar em meio a pessoas incapazes de fazer conta de mais ou de conjugar o verbo ser é mais insano do que o erro.

Na lógica de Montoro e seus imitadores, quanto mais gente receber meu dim-dim no fim do mês, mais votos conquistarei nas eleições, tanto quanto elas forem. Infelizmente deu certo, para ele e para seus seguidores, salvo engano.

Mais uma vez estamos na boca de mais uma eleição, morto de medo dos sortudos detentores do Bolsa Família.

Fato é que todas aquelas tais 150 famílias agora desalojada com o incêndio e queda de Roma, digo do prédio do Largo do Paysandu, são todas portadoras do cartão do Bolsa Família, mas residência que é bom, “nóis num rave”.

Claro que todos os brasileiros com algum imóvel disponível, podem ajeitar uma família, desde que seja uma ação espontânea e sem maiores danos de ambas as partes.

Bom esse já é um outro ato possível, mas longe de nós ainda, com raras exceções, creiam-me.

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