A Gruta do Lou

Saindo do Facebook

Caros amigos conhecidos, desconhecidos, desconhecidos que me tratam como conhecidos e conhecidos que me tratam como desconhecido:

Entre meus objetivos para 2018, relacionei sair das mídias sociais (Facebook, Twitter, Google, Linkedin e Instagran).

Outro dia, sem mais nem menos, minha senha do Google não funcionava mais. Fiz todos os procedimentos indicados. Uma tal de Lucy falou comigo, mas pediu os mesmos procedimentos e nada. Resultado, perdi uns dez anos de troca de E-mails guardados lá e eles me recomendaram abrir outra conta, como se isso não tivesse nenhuma importância. Cara isso me entristece, fora a perda disso tudo.

A razão macro se deve à questão de tempo. Tempo que se esvai. Quando tinha quinze anos, minha sensação era “viverei eternamente”, pois não conseguia ver o fim da linha. Agora, consigo ver o fim da linha com clareza e isso ainda pode ser abreviado com algum desses “imprevistos da vida”.

Se viver mais vinte anos, em uma perspectiva otimista, morrerei com 87 anos, sem saber quem sou e muito menos quem são quem quer que seja. Qual é a vantagem? Fora o trabalho que um véi desses dá, sem falar nos custos, embora sempre sobra o benefício do INSS pro pessoal.

Com sorte, se me internarem em um asilo público, ficarão com cem por cento. Outra alternativa é “esquecer” a porta aberta e o véi sai e não volta nunca mais. Pelo menos um ano, ainda recebem o benefício, isso se não fizerem um fifiti-fifiti com o gerente da CEF. Daí, com sorte, vai longe.

Hoje em dia, o pessoal de casa já está querendo me mandar pro médico… como chama mesmo o médico de véi? Ah, Geriatra, acabo de consultar o São Google. Problema maior é quando o véi esquece a existência do São Google. Então, dizem que não estou entendendo mais nada. Eles não sabem, mas a pergunta é: eles não me entendem mais ou eu não quero entendê-los, na maioria das vezes?

Outro dia, digo, noite, levei meu filho ao Metrô, à Noite. Fomos pela BR 270 e, no caminho, fui mostrando onde estavam as placas de mudança de velocidades permitidas, radares e buracos. Nada mal pra um véi que não entende mais nada. Né?

Minha mãe sempre foi meio lelé. Quem a conheceu sabe. Mas demente (odeio essa designação, preferia gaga) ela só ficou aos 84 anos. Esquecia uma coisa ou outra, dava umas bolas foras, foi tomando água cada vez menos, etc. Enfim, ainda estou meio longe dessa fase, se não me engano. Ainda sei onde o Google está.

Tenho culpa nisso. Deveria ter preparado a família para a minha aposentadoria. Se nem eu me preparei para esse tempo, imagine a sofisticação de preparar a família. Então eles não aceitam o véi em casa. Tem que sair pra trabalhar. Onde, cara pálida? Me despi do resto de orgulho que ainda acalentava e nem assim achei nada honesto pra fazer, nem que fosse pra ficar fora de casa, durante o dia, como dizia o Martin Luther King ( e onde ele morava, nevava)

Ninguém quer saber de véi, nem os asilos. Onde acabei internando minha mãe, belo dia eles me chamaram e pediram para tirar ela de lá, pois estava dando muito trabalho. Eles queriam procuração para ficar o INSS dela, sem ela, claro. Ainda bem que ela se foi, afinal e ninguém lucrou com isso. Talvez meu irmão, que não era filho biológico dela, tenha lucrado com isso, mas não tenho certeza e espero nunca ter.

Agora, ficar no Facebook pra que? Me esforço em dar motivos para meus amigos e bicos pensarem, não embarcarem em frias, especialmente nas frias inventadas pela “Agenda”. By the way, o Mark Zurcherberg (o cara que inventou essa geringonça por causa de uma mina que chutou o traseiro dele) é principal nessa história da “Agenda”, segundo dizem. Tomei um ou outro pé na bunda de namorada, mas fiquei foi deprimido e nunca produzi nada sob a influência desse tipo de motivação. Pro ceis verem como o cara é louco. Gente assim, faz tudo ao contrário.

Claro, não é só o Mark. Os caras do Google, da Apple, Microsoft, Mozilla Firefox, George Soros, Bildebergs, Clintons, Barak Obama, etc.). A Globo divulga a “Agenda”, mas não acredito que faça parte. Deve ser mais por entender que ser politicamente correto dá mais dinheiro. Se não for o “Pai de Santo” deles.

Entrei nesse troço (Facebook) há muito tempo. Ficou parado um bom tempo, pois preferia o Orkut, então. Aos poucos fui entrando, navegando e, pouco a pouco, os “amigos” foram aumentando e quando me dei conta, já chegava a dois mil. Obviamente, a maioria eu não fazia ideia quem era. Só então parei de aceitar todos os convites. Que me lembre, devo ter convidado nem dez por cento desse número. Ano passado, cortei todos os “amigos” sobre os quais não tivesse referência alguma, ainda assim, sobraram mais de quatrocentos.

Mais chato ainda é ter amigos (bem conhecidos) com os quais nunca falo. Gente dos tempos de juventude, escolas, trabalhos, igreja, clube, etc. mas com os quais não sai contato, nem com reza brava. Isso me incomoda porque pode ser que eu seja um chato de galocha pra eles e não esteja me mancando. Que me lembre, só tenho uma “amiga” que preferia não ter, pois nunca a vi mais gorda, mas ela está sempre presente e isso me constrange. Como dar reciprocidade num caso desses?

Bloqueei uns e outros, é verdade, tipo Gondim, Ari e cia. comunista. Mas eles também me bloquearam e primeiro. Se perder meu lugar no Paraíso e acabar no inferno, ficarei feliz em encontrá-los por lá, eles Nine, Michel, Barak, Hilary, Primeira Dama e uns e outros (as).

Enfim, isso nem é o principal. Só não quero continuar politicamente correto. Isso me incomoda muito. Mas, como já disse, tá faltando tempo de vida para esses estereótipos.

Continuarei com meu blog. Quem quiser ler meus textos, sempre super bem escritos e relevantes (???) é só aparecer no meu blog “A Gruta do Lou” onde você está agora.. Aqui tem lugar para comentar, deixar recado, etc.

Além da Gruta, tem outro blog o Lou H. Mello, mais voltado para o trabalho. Nem preciso dizer que é o menos visitado ou quase nunca visitado.

Por último, mas o mais importante é o site do Projeto Coração Valente, onde procuro contribuir com os cardiopatas congênitos e seus familiares.Tá faltando gente disposta a fazer parte lá. Se isso lhe disser algo: Go there!

Tenho mais alguns projetos, mas pouco acionados. Quando puder manter uma plataforma NING, junto tudo e podemos criar uma rede maior do que a do Mark. Espero não precisar tomar um pé no traseiro para tanto.

Vou dar um tempo para essa ideia de sair do Facebook maturar, até dia 07 próximo. Caso o ato se confirme, pouparei todos vocês da obrigação de me parabenizar por meu aniversário no dia 08, assim. Melhor para os “amigos” que o fariam, mas constrangidos ou os que não o fariam, mas ficariam constrangidos, igualmente.

Meus amigos têm o número do meu celular e sabem qual é meu E-mail. Também preciso dar uma folga para eles, que já devem estar extenuados de tanto pagar minhas contas nos restaurantes, fora convites e outros gastos.

Espero não magoar ou entristecer ninguém. Não costumo ser falso. Pra mim ou é ou não é. Certo.?

No mais, um abração a todos, tipo Brabo, tão apertado que tira o fôlego dos desavisados.

Comentários

  1. Vou sentir sua falta quando voltar ao fb. Fico uns períodos sem passar por lá dando a desculpa de que estou estudando. Mentira, nunca estudo nada, faço tudo às pressas, só saio para me esquecer tão editada e metida a cyberloka. É uma agenda, como dissestes, volto sempre que perco celulares e isso é frequente. Vai ser bom ler com mais frequência o seu blog, que sempre gostei tanto. Ah, tenho seu email, então, é isso, quem sabe um dia a gente joga uma partida de xadrez quando fores me visitar no asilo.

    1. Obrigado pela atenção especial. Ainda não tomei a decisão completamente. Mas estarei disponível no Blog, como sempre estive. Pode enviar E-mail quando quiser sim, agora acho que o jogo no Asilo ainda vai demorar um pouco, ou melhor, acho que jogaremos antes no meu Asilo. Faço o maior esforço para ficar triste e você me faz rir, o que pensarão de um deprimido rindo? Você é única, sem dúvida. Feliz em contar com seu apoio, tanto tempo.

      1. Garoto, é mesmo que eu tá vendo você me levando frauda no asilo. Se bem que, eu tô pensando aqui no meu enterro, que a morte me espreita direto, fique sabendo, e eu já tenho rascunhado os dizeres pra botar na minha lápide, então leva a minha lembrança. Não essa de facebook, mas a que a tua ideia faz. Eu, vez por outra sei quem vc é, só pela ideia que tenho de ti pelo que escrevestes nos blogs, outras vezes não faço ideia, mas fato é que existes pra mim, de um modo todo lindo, de verdade, não essas belezas efêmeras.

  2. Olá, nem recordo como conheci seu perfil, gostei ri e curti
    Me identifiquei com a sua dúvida de ser um chato que não tem semancol, kkk.
    Espero não ser a tal que constrange você a não bloquear-me. Hehehe
    É…realmente estou vivendo no século XXI!!!
    Um tempo que imaginei quando adolescente, coisas como Comunicação fácil com desconhecidos a distância Kkkkk
    Muito estranho essa sensação agora, de estar vendo no presente o que idealizei de futuro no meu passado.
    Puxa!

    1. Obrigado por visitar e ainda comentar, fato raro nos dias atuais. Não sou muito confiável, que o digam meus filhos. Essa mulher citada poderia só um protótipo de muitas que agem assim. Seguramente, não é o seu caso. Tenho notado sua presença, senão me engano seu nome completo é Cecília Guimarães Rosa, correto? Costumo dar uma olhada nas informações constantes no perfil de cada um dos meus amigos. Seu nome, inevitavelmente, me remete a um dos nossos melhores escritores, obviamente o João Guimarães Rosa. Você é parente dele?
      Pois é, estamos vivendo dias de uma verdadeira Revolução das Comunicações, e isso assusta principalmente por disputar o nosso tempo de vida tão pequeno. Legal que tenha vindo e com coragem deixou algo importante para nós todos.

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