A Gruta do Lou

Conquistar o Brasil ou salvar o povo de Deus

Mar Conquistar o Brasil ou salvar o povo de Deus
Travessia do Mar Vermelho
E aí, o que você deseja, conquistar o Brasil ou salvar o povo de Deus?
 
Sou um cristão do tipo que crê nas escrituras, mas não de forma literal, um tanto avesso à religiosidade.
Dentro do que conheço sobre Deus e o Filho dele sei que, dificilmente, Ele intervirá em nossos problemas políticos, pelo menos não da forma que o pessoal imagina e espera.
 
Em outras situações parecidas, o Magnânimo preferiu tirar da terra aqueles que verdadeiramente criam Nele ( e que, várias vezes, nem eram muitos ) deixando a terra e tudo que nela havia para a cambada ambiciosa e arrogante. Houve algumas escaramuças em defesa da tal Terra Prometida (que não parece ser o caso de nossa terra) mas foi tudo.
 
 

Esse negócio de defender os pobres e oprimidos é um tanto falacioso. Quem gosta muito disso é a igreja católica (se bem que haja muitas igrejas protestantes [conscientes ou não] embarcadas nessa falácia) e os comunistas. Mas esses crápulas usam essa gente como massa de manobra para obter seus intentos. A Igreja católica, há mais de dois milênios “trabalha” em favor dos pobres e nunca os tirou da miséria, ao contrário, por onde ela passa, ou está, é só miséria, mas ela enriqueceu e como. Quanto aos comunistas, em todas as oportunidades que tiveram, também usaram os pobres para galgar ao poder e quando chegaram lá, parecem ter esquecido dos pobres, enquanto enriqueceram aos montes.

Como disse Jesus, os pobres sempre os teremos conosco. Claro, devemos cuidar deles para que verdadeiramente possam sair da pobreza. Entretanto, liberdade real não virá por esse caminho, por uma razão muito simples, ela não é material e sim espiritual.

Portanto, se quisermos ficar com nossa Terra, melhor será lutar por ela, começando por enfrentar e vencer nossos irmãos traidores. Claro que Deus nos abençoara se o fizermos, mas precisaremos usar nossa inteligência e participar da luta, através de estratégias pacíficas, mas eficazes.
 
Não acredito muito nessas manifestações de rua, sem falar no risco, pois elas podem tornar-se violentas a qualquer momento. Espero que a maioria tenha percebido o quanto elas não redundaram em nada, a não ser pelo fato de terem sido muito bonitas. Mas isso não mudou quase nada. Certo?
 

Se conseguirmos recuperar nossa terra, precisaremos empreender uma nação verdadeiramente justa, começando por adotar a justiça divina em nós mesmos para poder dividi-la com nossos irmãos. Só através da Justiça Divina alcançaremos e viveremos em liberdade, fraternidade e igualdade. Isso não significa que esteja defendendo uma teocracia ou qualquer outra bobagem do tipo. Estou fora de qualquer tipo de hierarquia. Acredito que qualquer poder que dermos a nossos semelhantes nos escravizará. Aliás, isso já ficou bem claro, se olharmos a nossa história da civilização universal.

Portanto, declaro que sou absolutamente contra a violência. A propósito, acredito com todas as minhas forças em Revolução Pacífica, não violência, enfim, aquelas bobagens que Thoreau escreveu e Ghandi, Martin Luther King e Mandela (entre outros) usaram muito bem.
 
Na Bíblia há duas narrativas fantásticas: a saída do povo do Egito, sob a liderança de Moisés, e a que Jesus Cristo empreendeu, as duas pacíficas. Nos dois casos, Deus salvou o povo e não a Terra. No segundo caso, Deus foi o único que perdeu, ou seja, deu seu próprio Filho a fim de que ninguém mais se perdesse, embora tivesse dado a Ele a dádiva de vencer a morte via ressurreição. Parece que a ideia de Deus era que essa tal ressurreição fosse extensiva a todos, mas nós não entendemos como isso funciona, até hoje.
 
Enfim, é bom não esquecer que essas narrativas contém finalidades transcendentais e não convém interpretá-las ao pé da letra, aliás isso serve para todo o texto bíblico, se não me engano.
 
Mar Conquistar o Brasil ou salvar o povo de Deus

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