A Gruta do Lou

Faltando água?

021015_1451_FaltaDgua1 Faltando água?

Faltando água? Nesses tempos, ambientalistas e climatologistas tratam de não perder a oportunidade para vender seus peixes, geralmente pouco procurados no mercado, a não ser pelas elites, é claro. Concordo que a maioria das reivindicações desse pessoal é válida e algumas, extremamente pertinentes. Outras nem tanto e até há aquelas menos relevantes. Entendo que seja bem provável jogar o problema atual da água nessas contas e os políticos da geração anos setenta, séc. XX para cá, preferencialmente agradecem e podem dormir em paz.

Durante minha estada nesse planeta (ainda estou nele, nesse momento) andei, por exemplo, em boa parte da Europa e Estados Unidos e pude reparar em dois pequenos detalhes interessantes: Primeiro o fato de não haver florestas nesses lugares inóspitos e depois a produção e distribuição de população por metro quadrado. Dá a impressão que falta gente por lá, com raras exceções.

Apontei essas duas curiosidades pensando no problema da água, evidentemente. Todo mundo aqui em terras brasilis está careca de saber como os brasileiros se comportam. Uma das práticas mais comuns, entre nós, é a desfaçatez. Somos craques nisso. A gente sabe onde o calo dói mas jura que não tem calos.

Certa vez, vovó ainda viva, meu irmão (por parte de pai) perguntou à velhinha em quem ela votaria para prefeito de São Paulo nas próximas eleições. Isso deve ter sido lá no início dos anos sessenta do século passado (XX) e ela respondeu na lata, toda faceira: Franco Montoro, claro. Meu irmão sorriu e virou pra mim dizendo, esse é o maior demagogo do Brasil, aproveitando a surdez do ouvido esquerdo dela. Por alguma razão por mim desconhecida, aquilo foi parar em meu inconsciente.

Passados alguns anos, já nos anos setenta, se não me engano, esse cara que não conseguiu eleger-se prefeito da capital paulista, foi parar no congresso como deputado e propôs e logrou aprovar uma lei batizada de “Salário Família” (5% do valor salário família para cada filho menor de dezoito anos do trabalhador).

Para mim, o problema da água, do desmatamento, da segurança, da corrupção, da saúde e educação precárias e tantos outros, começou (ou multiplicou-se) aí. A razão é simples e você já deve ter captado, para orgulho do seu venerável mestre aqui, ou seja, essa lei visava incentivar a produção de população de baixa renda ou, se preferir, institucionalizar a miséria, pobreza e todas essas cacas que os políticos adoram enaltecer, sobretudo em tempos de eleições.

Conseguiram, hoje já ultrapassamos a marca de duzentos milhões de habitantes e continuamos crescendo em ritmo alucinante. Claro que depois dessa leizinha safada vieram muitas outras, todas logrando a mesma finalidade, sendo o tal “Bolsa Família” a última delas.

Pessoas, pobres ou não, têm necessidades. Precisam de água, alimento, moradia, etc. e para tanto, dinheiro. Um em cada cinco arrimos de família tem emprego, outros viram funcionários públicos e o resto se vira, fora os mais espertinhos (ou membros da Igreja Universal) que partem para atividades privadas, legais ou não.

A maioria da população brasileira se concentra em grandes cidades, algumas com ares de metrópole, como é o caso de São Paulo.

Elementar meu caro Watson, não há água que chegue para tanta gente, primeiro por todas essas causas já mais do que sabidas (incluindo o péssimo gerenciamento dos senhores descendentes dos répteis) por todos nós e depois porque há gente demais nesses lugares e gente consome e destrói muito mais do que os gafanhotos ou os avestruzes.

Por mais incrível que possa parecer, agora, na maior parte do país, exceto capitais e grandes cidades, as pessoas nem se deram conta, ainda, que está faltando água.

Jesus Cristo, em seu breve passeio pelo planeta Terra, chamou o principal político local de “raposa”. Nem ele conseguiu evitar perder a calma com esses seres abomináveis. Às vezes me pego concordando com o David Icke, deve haver seres reptilianos mesmo, em nosso planeta.

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