A Gruta do Lou

A igreja da qual acredito fazer parte

021614_2054_AIgrejadoLo1 A igreja da qual acredito fazer parte

“Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens”.
Marcos 14:58

 

Esse texto pode ser considerado o capítulo dois de “Enfim a revelação: A Igreja do Lou Mello”, post hit do blog nesse mês.

Todo mundo, especialmente a parte do mundo leitora da Gruta, está careca de saber sobre a minha mais completa dissidência da Igreja. Lá se vão mais de 18 anos. Geralmente o pessoal ligado à igreja considera anátema, gente como eu. Entretanto, nosso grupo (sim, somos um grupo e tanto), dos dissidentes da igreja (ou “Os sem igreja”, como quis o Nelson Bomilcar em seu necessário livro) só faz crescer.

Talvez, e com grande probabilidade de ser a interpretação correta, nós somos os “caras”. Repare no versículo bíblico acima, veja o detalhe das mãos, ele falou essa frase olhando para o templo de Jerusalém, construído por Herodes O Grande, judeu amancebado com o império romano, dominador da região à época, as tais mãos dos homens. Em seguida, completou a frase com uma das mais enigmáticas frases dos evangelhos: “e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens”. Três dias, o tempo da morte e ressurreição de Cristo, ocasião em que a igreja verdadeira foi concebida. Não feito por mãos de homens, sim pois seu templo real é formado de pedras vivas, que somos nós e o construtor e arquiteto cujas mãos edificam esse novo templo é, ninguém menos, o pai de Jesus, a saber: Deus.

Pegou a ideia? Se não, leia novamente até aqui, quantas vezes forem necessárias, até a coisa toda fazer sentido em sua mente. Certifique-se disso. Agora vá e solicite o desligamento de sua igreja, especialmente se ela for a mesma que era a minha. Espera um pouco! Calma. Estou brincando, ou melhor, se você é membro, frequenta, vai, etc., em algum lugar denominado igreja, onde há cultos, estudos bíblicos, ceia, casamento, apresentações e louvor (música com letra alusiva a Deus e coisas celestiais), não há mal a priori. Só não se engane, o verdadeiro “Templo” ou igreja não é definido por uma construção a mais de dois mil anos. Ele se define pelo conjunto total de pessoas vivificadas por Cristo em seu corações, independentemente de onde estiverem.

O post nº 1 dessa série de dois causou celeuma e esse é o tipo de fenômeno que um blogueiro profissional adora, pois redunda em aumento significativo da frequência. Nesse caso, o fenômeno nem foi gerado por alguma heresia habitual contida em minhas mal traçadas linhas. Aconteceu mais por ajuda do Facebook, através do link gerando automaticamente em meu perfil sempre que há postagem nova aqui. O pessoal caiu de pau em mim e/ou na igreja. Com isso, muitos vieram conferir, nem todos, é bom dizer. O propósito do texto era romper definitivamente com a igreja.

Ocorreu que, depois do velório (sem velas) do meu filho nas dependências daquela igreja, quando o pessoal lá, nos deu tratamento excelente, fui incentivado a voltar lá para um agradecimento mais intenso, por um amigo comum. Ao fazer isso, conversa vai, conversa vem, ofereci ajuda à igreja dentro das minhas competências e isso foi recebido efusivamente pela pastora da igreja. Nunca foi minha intenção voltar a fazer parte ativa daquela igreja, na verdade. Daí para frente essa possibilidade não rolou e acabou em uma trágica reunião onde fui defenestrado, seguindo-se o post nº1 e suas repercussões negativas no Facebook, contra os dois lados.

Houve quem me aconselhasse a procurá-los com pedido de perdão. Por consideração a quem fez tal sugestão prometi pensar a respeito e o fiz, concluindo não ser o caso. Afinal, devemos pedir perdão quando pecamos contra Deus e/ou o próximo e não foi o caso. Tão pouco esperaria da parte contrária tal procedimento, seja lá pelo que pudesse ser.

Nada disso se deu no âmbito humano. Não foi um fato do Templo reconstruído em três dias por Jesus. No Templo das pedras vivas não há desarmonia, nem nunca haverá desarmonia. Tal acontecimento entre nós, só vem a comprovar que essa igreja cheia de desarmonia nada tem a ver com o verdadeiro Templo de Deus. Também nos ensina o quanto precisamos crescer espiritualmente. Esse tipo de templo foi aquele desconstruído por Jesus e nunca mais foi construído.

Ontem à noite, enquanto jantávamos, meu amigo Daniel Fresnot me perguntou sobre o final dos tempos. Tomara que ele não chegue agora, pois não estamos prontos, ainda, respondi ao amigo.

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