A Gruta do Lou

Qual é a sua missão?

Fillipinos após tufão bopha


Algumas perguntas rondam minha cuca dia e noite. Por exemplo, “eu sei qual é a minha missão nesse mundo e/ou vida?”

Tive oportunidade de coordenar muitos grupos na elaboração de seus planejamentos estratégicos e uma das tarefas mais legais e importantes, nesse trabalho, como todo mundo está careca de saber, é a descoberta e/ou construção da missão. Isso levou-me à obrigação de saber e ter consciência da minha própria missão.

Outro dia, um grupo “seleto” de pastores coordenados por um deputado estadual, subiram ao palco (não sei de onde) diante de centenas de pessoas para “discutir” a participação cristão na política. A primeira pergunta a me incomodar ao ver aquela cena insólita foi essa: “Esses caras teriam alguma noção de suas missões de vida?”

Sim por que? Ora bolas, pra começar, deixar-se comandar por um aliado do próprio boi zebu, à saída já dá aquela coisa na garganta, antes do vômito inevitável. Aprendi com um amigo, cristão de outrora, o seguinte: o caminho para o inferno via política não tem volta. Uma vez entrado, ferrou! Se minhas palavras não sevem, ouçam então as de Jesus Cristo, eles são raça de víboras, sepulcros caiados, etc. Para ser apenas síndico de um prédio, apenas, você precisará exibir credenciais inequívocas de sua mais completa tendência para o mal. Imagine então nos casos dos cargos públicos. Você não chegaria nem a candidato de um partido nanico, quanto mais a deputado estadual em um dos maiores partidos. Esse cara fez grandes acordos com o capeta para chegar a isso. Afirmo isso com uma margem possível de erro, ínfima. E os pastores ali, à volta dele, todos “famosos”, direcionando montanhas de votos de gente boa, cristã e sincera, para aquele canalha. A meu ver só haveria um conselho a ser dado aos membros de minha igreja, caso fosse um pastor: Não vote, nem chegue perto de um daquele currais eleitorais, há risco de morte iminente ali.

Uma vez, bom tempo atrás, fui convidado a assumir o pastorado de uma igreja em São Paulo. Bastaria, para tanto, a aprovação da diretoria. Lá, me perguntaram como eu pretendia exercer o ministério e minha resposta foi curta e grossa: “De forma ética e bíblica”. Resultado, não fui aceito. Nem diretoria de igreja quer pestes como nós. Nossa missão é cristológica e messiânica, tudo o que o diabo mais odeia, seja lá quem for essa figura.

Outro dia, um maremoto (eufemismo brasileiro originado na língua portuguesa, mas devidamente modificado pelo status quo para Tsunami) varreu boa parte da costa do Japão. Poucos anos antes, aconteceu na Indonésia. Recentemente o Paquistão foi lavado por tufões, enquanto a Índia vive de catástrofe em catástrofe, e agora foi a vez das Filipinas. Eu vi e ouvi um desses bobalhões havidos por dinheiro, fantasiado de pastor, dizer em seu programa de TV qual era a razão de toda essa desgraceira asiática. Para ele a origem de tudo é a falta de Jesus no coração daquele povo e sua devoção equivocada ao budismo e ao islamismo. Quem será o professor desse cara, ou ele teria chegado a essa conclusão sozinho? Duvido, é muita elaboração para tão pouco neurónio.

Missão, como diria um missionário amigo meu, se compõe de três fatores: Quem?, o que? e quando? Jesus não veio ao mundo para ganhar consciência política, mesmo porque, o Pai dele conhece muito bem a Satanás. Muito menos para veio o Cristo para fazer ação social ou aconselhamento pastoral. Ele disse em alto e bom som, eu vim para os “doentes” e, para quem consegue entender o mínimo do evangelho, ele estava falando dos doentes da alma e do espírito. Não sei se é verdade, mas houve um cidadão capaz de jurar que Jesus teria passado pela Ásia, para ele, depois da crucificação. O nome do gajo é Holger Kersten e o título do livro dele é: Jesus viveu na Índia. Recomendo, se você for aberto a outras “possibilidades”.

Mas se você não acredita nessa, chegou a hora de levar Jesus até a Ásia e permitir a vivência dele lá através de você, seu bobão. Além de proclamar o Reino de Deus, a única missão possível a um verdadeiro pastor, seja missionário ou outra coisa qualquer, você ainda poderá fazer muita ação social porque os chinas estão morrendo de sede, fome e frio.

Os asiáticos das Filipinas, vítimas do tufão Bopha, são a resposta mais atual para o Quem da Missão; atendê-los em suas necessidades, é o “o que” e fazê-lo agora o “quando” da missão. Eles são os “doentes” da vez, se não me engano.

Ou você será mais um idiota sentado em uma das confortáveis cadeiras daquele auditório para ouvir cinco asnos vomitando asneiras incomensuráveis sobre a corrompida política brasileira? Esses já estão com suas passagens compradas para o inferno.

Qual é a sua missão? Se você não sabe, poderá estar correndo seríssimo risco de abraçar a missão de algum ser chifrudo como sua.



Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.