A Gruta do Lou

Pichón de emigrante

teo_chispita

Cuando me pongo pesimista.

No hay forma de que mire a mi hijo y no vaticine que en algunos años estará subido a una balsa para llegar a La Florida o casado con una extranjera en plan de salir de Cuba. Sólo de verlo me doy cuenta que intentará a toda costa dejar atrás este pedazo de tierra, al que está atado por la testarudez de sus padres y por el absurdo migratorio que le impide viajar. Sin apenas saberlo, él es hoy el pichón de emigrante que algún día desplegará las alas y volará lejos de aquí. Un embrión de exiliado, al que sólo le falta conocer cuál será el destino de su peregrinaje.

Qué más quisiera yo que se quedara. Pero no tengo un solo argumento convincente para decirle que no se marche. ¿Cuál razón pudiera argumentarle? ¿Qué pronóstico optimista sería suficiente para convencerlo? ¿Habrá algún atisbo de cambio para hacerlo desistir de su idea? Si yo misma no estoy segura que deba permanecer aquí, cómo voy a tratar de que eche raíces en un país donde pocos pueden dar frutos.

Después del último discurso de Raúl Castro ante la Asamblea Nacional, con su “sombra” de continuidad, con su halo de “más de lo mismo”, con su apagada oratoria de tiempos pasados, sólo tengo el impulso de ser -para mi hijo- remo, vela, visa, ala… en el camino de su pronta escapada.

Replicado do excelente blog Generación Y de Yoani Sánchez, uma cubana arretada que corta um riscado para manter seu blog, onde nem isso é possivel fazer com liberdade.

Esse é o modelo que Lula e Dilma desejam implantar no Brasil. Talvez seja melhor não pagar para ver.

7 thoughts on “Pichón de emigrante

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  3. Opa, aí não. Discordo em absoluto.
    Sou obrigado a indicar o texto do Leandro Fortes.
    http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/08/03/saudades-do-comunismo/

    A Yoany é uma cidadã cubana, residindo em Havana. Ela é formada em Filologia, escreve bem e possui bom discernimento. Mas, me parece, mais do que enfatizar as questões políticas, tem severas preocupações sociológicas. Tenho um amigo que trabalhou comigo na Missão, anos oitenta, que mantém ministério voltado aos cristãos cubanos em Cuba e comunga dos mesmos sentimentos da Yoany. A ilha não tem as liberdades democráticas fundamentais, independentemente de suas escolhas políticas e esse é o nosso ponto. Por mim, o melhor era não haver governo algum e deixar o povo viver, tanto lá quanto cá. Pequenos conselhos locais, mostraram-se muito mais eficazes nos Estados Unidos do que prefeituras, só para exemplificar. Também acho uma grande fria tentar apoiar o Chaves, simplesmente porque ele é um cara meio desequilibrado, já esteve na extrema direita antes desse pseudo discurso socialista. P’ra mim ele quer é mandar, de preferência, em contrato social vitalício, como o amigo brasileiro dele. Sei que você é um idealista de esquerda e, provavelmente, grande parte dos seus anseios são iguais aos meus, embora eu não acredite em regimes totalitaristas de lado algum. Também não vejo em Lula e na sucessora escolhida alguma esperança de ver nossos ideiais concretizados. Aliás não vejo em ninguém. Para ser franco, minha esperança era o nascimento de uma igreja cristã capaz de salgar a terra com atos de amor agape e fé, mas pelo andar da carruagem, passarei sem ver algo assim. Se não me engano, claro.

  4. Leio de bom grado, mas acho que esse modo contemporâneo de fazer política não deixa que a gente vislumbre bem os “lados” das coisas, é tudo muito parecido; os pressupostos são sempre os mesmos, os dogmas são aceitos em grande parte e é por isso que a gente pode ficar concordando ou discordando… Não me sinto apto a isso, vou mais pelo faro, feito cachorro. O Hernan acertou na indicação.

    A indicação do Hernan foi ótima, mas como você confessou, melhor é seguir seu faro mesmo. Ele me diz que cubanas como a Yoany são autênticas.

  5. Lou, não questiono os relatos da companheira cubana. Eu apenas não acredito em comparações do lulismo com o castrismo.
    Ademais, se a companheira tivesse conhecido a ditadura capialista brasileira saberia que o problema não é a esquerda ou a direita, mas a ditadura de ambos os lados.
    Ah, e eu já sonhei esse seu sonho, mas cedo me desiludi. Faz 2 mil anos que estamos esperando e nada. Foi tudo ilusão.
    Mas como eu gostaria que acontecesse…

    De pleno acordo.

  6. Yoany é autêntica,politizada e reprimida, como a totalidade do povo cubano. Mas, até onde entendo, a nossa situação é mais pra: autênticos, não somos, salvo poucos,
    um povo politizado, somos acomodados, e gostamos de traçar paralelos com outros sistemas, outras realidades…temos que aprender muito, com os nossos erros, os nossos acertos e a nossa realidade.

    Legal é que ela encontrou um jeito dela de lutar pelo que acredita.

  7. Epa, epa!!! Um debate filo-teo-ideo-político-lógico!!! Muy bueno!!!
    “A grama do vizinho é sempre mais verde”. Uns reclamam do pouco, outros, do muito. Na verdade, todos reclamam!!! Por que será, não?

    A coisa lá é ruim, acredite. Em relação a eles temos mesmo muito a agradecer.

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