A Gruta do Lou

Galvão, Tite e Neymar


Galvão Bueno, principal narrador esportivo da Rede Globo de Televisão, logo após a vergonhosa derrota do selecionado brasileiro de futebol, penta campeã mundial da modalidade, para a seleção da Bélgica sem nenhum título até o presente momento, ao lado da simpaticíssima Renata Vasconcelos, âncora do Jornal Nacional da emissora, declarou:


“O técnico Tite deve continuar `a frente da seleção para a próxima Copa, daqui a quatro anos. Segundo ele, dessa vez foram dois anos de trabalho e não deu, então com quatro anos a chance de conseguir formar um time campeão seria muito mais provável”.

Humm… Não é lindo? Puxa! Queria muito ter amigos iguais ao Galvão.

Será?

Melhor pensar um pouco. O Galvão não é lá nenhum filantropo, que se saiba. Ninguém conseguiu durar tanto tempo nessa posição, tanto quanto ele. O Boni saiu de lá faz tempo. Diretores do Departamento de esportes (vários) também já foram, Luciano do Valle saiu e já morreu, todos devidamente defenestrados, fora comentaristas (Juca kfoury, Falcão, Raul Plasman, Renato Prado e, recentemente, Juninho Pernambucano) todos devidamente no olho da rua… da amargura. O que o Galvão fez por eles? Se fez, foi no escurinho do cinema e ninguém viu, mas pelo resultado, concluo: ele não fez nada pelos coleguinhas.

Então por que o Galvão correu tanto para indicar o Tite para mais uma experiência, agora de quatro anos e não só dois, à frente do selecionado brasileiro de futebol profissional?

Estou lembrando aqui do “melhor amigo do Galvão”, nas palavras dele, o Reginaldo Leme, que segundo consta, não queria um ex-piloto de Fórmula 1 comentando as transmissões, depois que o Nelson Piquet expos a falta de competência dos dois, e foi voto vencido. O que fez o Galvão pelo melhor amigo? Hi, hi… nada. Ficaram sem se falar um tempão. Talvez outras rusgas tenham ajudado, sei lá.

Minha intenção aqui é só lembrar o caráter do narrador primaz da Globo nesses casos. Não é do feitio dele defender amigos, digamos, esportistas. Por outro lado, fez bons negócios com outros “esportistas”, tipo José Hawilla. (falecido recentemente, após ter empreendido um monstruoso cartel de emissoras de TV e negócios ligados ao futebol, tais como negociar os direitos de TV para Copas mundiais e Copa Libertadores da América, etc… saído da cadeira de mero comentarista da TV Bandeirantes, agora Band e pego pelo FBI com a mão na massa, como corruptor nas ondas do Futebol brasileiro e mundial, inclusive para a Globo, segundo Blatter em seu livro recém lançado).

Não é estranho? Por que o Galvão não apoiou o Dunga ou o Mano, por exemplo? Humm…


O que fez o Tite por nossa seleção? Manteve jogadores comprometidos pela vergonhosa performance contra a seleção da Alemanha na Copa de 2014, inclusive o nosso Neymar. Ele não pode ser comparado a Pelé, Rivellino, Tostão, Romário, etc, todos muito melhores do que ele. Mas uma coisa é certa, Ronaldo Fenômeno, Rivaldo e Ronaldinho foram infinitamente melhores do que ele, também, em 2002, sem cair. E o que ele fez na Copa 2018 e na de 2014? Agradeçamos a ele pela inédita medalha olímpica e boa, coisa que todos os outros não fizeram. Acho.

O Renato Augusto, mesmo sem ser especialista em fazer gols, em quinze minutos fez um gol e por muito pouco não fez o segundo que empataria o jogo e levaria a disputa para a prorrogação. E este também veio de contusão. Depois de ter jogado a maioria dos jogos eliminatórios, ficou na reserva e só entrou quando a vaca já estava atolada no brejo.

E o Thiago Silva? Por que? O Marcelo, com pouco mais de um metro de altura para enfrentar suíços e sérvios com média de altura acima de cinco centímetros dos nossos jogadores. Aquele goleiro com 1,93 de altura tomando gols por cima da cabeça, sem o reflexo necessário para fazer as defesas. Ninguém percebeu isso? O Cássio dever ter adorado a reserva desse rapaz. Bom de chimarrão ele.


Obviamente, todos os jogadores e auxiliares que participaram do time, inclusive os reservas, tem sua cota na derrota, como teriam se vencessem. Mas a responsabilidade pelo desastre é 95% do Sr. Tite e dos responsáveis por tê-lo contratado para o serviço.

Mas vamos falar a verdade, claro, não temos como fazer outra coisa a não ser, conjecturar, como já fiz até aqui. O selecionado brasileiro jamais voltará a vencer uma Copa na Europa. Aquela vencida na Europa em 1958 foi um monumental erro, segundo os europeus, claro. Quando nossa seleção da época meteu cinco no selecionado francês com La Fontaine (considerado o melhor jogador do mundo naquele momento) e tudo, foi o momento em que os responsáveis pelo futebol mundial se deram conta da burrada. Não deu outra, veio a final e Pelé e cia. meteram mais cinco na seleção da Suécia, em plena Suécia.

Antes de qualquer valor em dinheiro, ouro ou outro, os europeus (tirando nossos ancestrais portugueses e italianos) não suportam quem lhes façam sentir algo diferente do que a raça ariana preconiza. Eles se acham. Lembram do Jean-Marie Balestre, presidente da Fórmula 1 perseguindo o Ayrton Senna com aquela mania de ganhar tudo? Então, o cara tinha sonhos nazistas-arianos todas as noites.

Então os europeus do futebol juraram nunca mais permitir um selecionado não europeu sair campeão de uma Copa de Futebol na Europa.

Já que íamos perder mesmo, deveríamos ter enviado o Fábio Carille, esse sim um fenômeno do futebol brasileiro que o Sr. Andres Sanches, atual presidente do Corinthians, tratou de manda-lo para o exílio da Arábia Saudita. Onde já se viu um técnico ganhar tudo em seu primeiro ano de trabalho. Pior, não aceitava jogados que ele não tivesse indicado, pessoalmente.

O Cleber Machado, segundo na família real de narradores da Globo (embora há quem jure que o Luiz Roberto herdará o lugar do Galvão) disse, dia desses, que o campeonato brasileiro de 2017 foi sem graça porque o time montado e dirigido pelo Fábio Carille ficava muitos pontos na frente dos outros o tempo todo. Bom é todo mundo embolado até o último jogo do campeonato.

Faz tempo que os dirigentes brasileiros sofrem dessa mania de nunca colocar o técnico da hora na hora certa. Aconteceu com Brandão, Rubens Minelli e agora com o Carille. Nesse meio tempo, tivemos que aturar Zagalo, Tele, Parreira, Felipão e agora o Tite, em que pese a simpatia dele. Acho que ele vai dar um ótimo comentarista da Globo. Ganhar as eliminatórias não é nada, praticamente. Até o Dunga conseguiu. O mano ganharia invicto, apesar de ser gaúcho, também. Ao menos, se o Tite tivesse mesmo o tino certo, deveria ter exigido o Fábio Carille para ser o técnico da defesa (incluindo os volantes defensivos), com liberdade para chamar os jogadores dessa área, incluso.


No ataque era força maior convocar jogadores altos, pelo menos uns quatro. Aliás essa necessidade já deveria ter sido implementada nos campeonatos brasileiros, a começar da tacinha (A taça São Paulo). O Mano fez essa tentativa quando estava no Grêmio, com jogadores acima de 1,80 (que já é pouco) no time. Precisamos de pelo menos dois acima de 1,92 dessa vez, em minha opinião. Agora, beques com menos de 1,90 não deveriam nem ser mencionados. Né não? Especialmente esses que adoram um gol contra.

Bom chega de futebol no campo. Falta o fator principal pelo qual não ganhamos de novo. A Grana.

A Rússia parece ter feito o mesmo erro escolhido do Brasil, ganhou a Copa mas não comprou o campeonato. Afinal, ser campeão da Copa não rende $$$$. Bom é construir um monte de estádios, etc. Aí sim, tem. Preciso falar, digo, escrever mais alguma coisa.

 

 

Jerome (então secretário executivo da FIFA) beija Ricardo Teixeira no Rio

 

 

Meu palpite é, quem comprou a Copa, dessa vez foi a França. A Bélgica e a Croácia não têm cacife para o valor que não deve ser coisa de criança. A outra possibilidade é a Inglaterra, com cacife quente.

Outros interesses financeiros ficam por conta de empresários envolvidos nas negociações de jogadores, direitos de televisionamento, loterias esportivas e casas de apostas legais e ilegais.

As semifinais serão nesta semana, vamos ver quem tem mais garrafa vazia para vender. Ok?

 


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