A Gruta do Lou

Meus cinco livros

Desafio que me foi feito pela Georgia e pela Ale, para indicar os cinco livros que mais gostei e indicaria.

Don Quijote de la Mancha

Miguel de Cervantes

Este livro, para quem gosta de rir, quase me matou de tanto rir. Cervantes tratou de forma genial a questão do cavalheirismo, entre outras coisas. Tirar as virtudes dos Cavaleiros da Távola de Avalon ou dos cavaleiros de Espanha e Astúrias e transportá-las para o cenário rude onde o cavalheirismo dos cavaleiros estava totalmente fora de moda e de época, foi brilhante. Adoro ver cavalheiros quijostescos em um mundo, como esse, do imaginário de Cervantes onde predomina a barbárie. Nós não ligamos a mínima para essas bobagens ultrapassadas como honra, dignidade e, muito menos, cavalheirismo. Orgulhamos-nos muito disso. Nunca mais fui o mesmo depois de Cervantes e seu D. Quijote.

A Vida dos Mestres


Baird T. Spalding

Por volta de 1989, entrei em uma livraria e, como sempre faço nesses lugares obscuros, fiz uma breve oração pedindo a Deus por direção, ou seja, para ele me mostrar algum livro que eu deveria ler. Depois de fuçar as prateleiras para lá e para cá, achei, meio escondidos, dois exemplares desse livro estranho. Quando toquei nele, senti um arrepio e entendi a mensagem: Eis o livro. Li-o espantado e me refestelei. Místico, cheio de aventuras, surreal, mas muito intrigante. Além de todos esses atributos, ele me fez repensar muitas de minhas crenças cristãs e modificá-las, até. Depois descobri que missionários católicos, ao chegarem no Tibet, encontraram um catolicismo todo distorcido e trataram de endireitá-lo. Pode? O Khalil esteve no Tibet, mais de uma vez e pode constatar a beleza do cristianismo Tibetano, considerado hoje, como budismo Tibetano. Spalding é um mestre, segundo os tibetanos.

Sidarta

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Hermann Hesse

Uma pedra que atirares na água, dirige-se ao fundo pelo caminho mais rápido. O mesmo acontece cada vez que Sidarta tem um objetivo ou propósito. Sidarta não faz nada. Apenas espera, pensa e jejua. Mas passa através das coisas deste mundo como a pedra passa pela água, sem mexer-se, sentindo-se atraído, deixando-se cair. Sua meta puxa-o para si, uma vez que ele não admite, no seu espírito, nada que possa opor-se a ela. Depois de Sidarta, nunca mais saí correndo atrás de nada. Espero, penso e jejuo e deixo meu objetivo atrair-me para ele.

Guerra e Paz

Leon Tolstói

Quando Akira Surosawa foi receber o Oscar pelo conjunto de sua obra (produziu e dirigiu filmes como Os Sete Samurais e Ran) perguntaram-lhe qual o seu segredo. Ele respondeu: Li Guerra e Paz umas trinta vezes. Acho que não preciso acrescentar mais nada.

A Arte de Amar

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Eric Fromm

Para Fromm, amar é uma arte. Em outras palavras, não é uma sensação ou um tcham que aparece de algum lugar desconhecido. Antes, é um aprendizado. Depois de ler esse livro, certifiquei-me que, até então, não conhecia o amor. Tudo o que eu imaginava ser amor, Fromm ensinou-me ser apenas sombras do verdadeiro amor. Acabei empreendendo uma grande viagem em busca do verdadeiro significado do amor.

Esses são os meus indicados, hoje. Não há nenhum livro eminentemente cristão na lista, mas creio que vários livros dos autores Yancey, Manning, Swindoll, C. S. Lewis, Chesterton, Nouwen, Powell, Grun, Mello, Queiruga, Barth, Bonhoeffer, Brabo, Berkouwer e muitos outros, deveriam ser citados. Talvez devêssemos separar as indicações por assuntos.

Desafio os blogs Vibrações da Alma do Francisco Chagas, Alysson Amorim do Alysson, Diário de Hitlodeu do Anderson, Rabiscando para a eternidade do Wander e Por Um Segundo da Deby a indicarem seus cinco livros.

10 thoughts on “Meus cinco livros

  1. ops! tem pra mim tb??
    Hummm, isso tah cheirando a castigo, já q sou leitora e não comento nada…hehehe
    Desafio aceito, mas só farei na próxima semana.
    Esse findi estarei ocupada e feliz “no serviço do meu Rei”.

  2. Me peça para indicar os cinco melhores filmes – os tenho na ponta da língua. Mas os cinco melhores livros? Assim, sem categoria? Coisa difícil. Vou pensando por aqui.
    Abração.

  3. Tua lista é interessante. Não li Spalding, mas coloquei na lista futura.
    Quanto aos outros autores, creio que o Brabo também habita a gruta… eta gruta rica!

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